terça-feira, 29 de março de 2011

racista, homofóbico, golpista... - com vocês, jair bolsonaro!

Por que ninguém cassa o Bolsonaro? Defende a homofobia, o racismo, o golpe militar e até um novo golpe futuro! E segue na vida política como se fosse natural. Se isso não é quebra de decoro, o que é quebra de decoro? (Thiago Mendonça)
O racista, o algoz da vez! A pergunta que cabe e não cala é: e quanto a todos os outros, os assumidos e os não assumidos (maioria)? Dos racistas, dos algozes de tantas outras vezes, como por exemplo o próprio Danilo Gentili do CQC, ninguém mais se lembra? E os outros (quantos?) que também manifestaram pública e midiaticamente seu reacionarismo, os seus seres racistas? Acaso deixaram de sê-lo? Por pior que seja, penso, é muito melhor enfrentar a esses que aos  inúmeros enrustidos! Enfrentamento constante e não o episódico pautado pelo sensacionalismo. (selito SD)


A propósito deste episódio protagonizado pelo Deputado Jair Bolsonaro, cabe dizer que a eleição de alguém com essa postura e atitude é totalmente coerente em uma sociedade que se diz racialmente democrática, mas que tal à democracia, por mais que se procure não há quem  possa encontrá-la.

O sujeito não é tão somente um representante de si mesmo ou de sua família, se é que me  faço entender. O cara representa o pensamento de segmento importante de nossa sociedade. Só com os votos dos familiares e amigos não conseguiria se eleger. Ocorre que muita gente não admite em público aquilo que defende, ferrenhamente, na esfera do particular.

Por exemplo, dentre muitos que se dizem amantes do samba há uma significante porção dos que partilham das idéias do deputado em relação ações afirmativas para as minorias (não-brancos, indígenas e negros, principalmente).

Há os que se incomodam por serem lembrados o tempo todo da apropriação/expropriação, em moda, das expressões das culturas populares por eles da "Classe Mérdia" e seus parceiros ideológicos.

Não faz muito tempo eliminei de minha lista de e-mails pessoas que se dizem e se querem sambistas/amantes do samba e coisa e tal. Tudo por conta de uma mensagem imbecil e racista veiculada a partir de um ato de racismo protagonizado pelo Danilo Gentili do CQC. Aliás, reacionário CQC que, ao que me parece, tratou foi de fazer a promoção do infeliz deputado e suas infelizes idéias. Interessante, não?

É importante lembrar que sempre que um reacionário qualquer assume pública e midiaticamente sua postura, tudo e todos imediatamente apontam para o sujeito com a mais assombrada indignação. Como se o imbecil fosse voz isoladamente dissonante numa sociedade igualitária. Elege-se o grande vilão e exime-se si mesmo e a todos os demais de culpa. Sobra o algoz da vez e o(s) discriminado(s).

Ora, por mais que caiba a indignação, por mais que se deva sim indignar-se contra tais atitudes e posturas, insisto que esse é o tipo de adversário, ou melhor, inimigo mais fácil de se enfrentar e combater. Difícil é enfrentar o inimigo oculto que, por vezes (não poucas) faz-se passar por amigo.

O que é preciso é refletirmos profundamente a fim de que possamos identificar em que medida lá no nosso íntimo, ainda que inconscientemente, defendemos e, pior, reproduzimos, muito daquilo que apontamos como negativo no outro. E só vemos no outro, por mais que conheçamos bem intimamente a esse negativo. O vemos somente no outro. Por quê?

Há braços!


Selito SD.

quinta-feira, 24 de março de 2011

seja contra a discriminação racial! saiba como

Gente boa gente, em tempo, pois sempre o é em se tratando dessa temática,  repasso no intuito de  disseminar/divulgar o 21 de março: Dia Internacional Pela Eliminação da Discriminação Racial, data instituída em 1966, pela ONU, de acordo com a Resolução 2142 (XXI), por conta da chacina que ocorreu em Sharpeville, África do Sul, no ano de 1960. 
Racismo:

1) “Racismo é valorização generalizada e definitiva de diferenças  reais  e  imaginárias, em proveito do acusador em  detrimento de sua vítima, a fim de justificar uma agressão” (MEMMI, Alberto apud Encyclopedia Universalis/UNESCO).

2) “Sistema que afirma a superioridade racial de um grupo sobre outros, pregando, em particular, o confinamento dos inferiores numa parte do país (segregação racial) [...]”(Dicionário Petit Larousse apud RUFINO, p. 10, 1991).

3) “Doutrina que afirma a superioridade de certas raças” (Novo Dicionário - Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, p. 1443, 1989).

 4) “Toda teoria que leve a admitir, nos grupos raciais ou étnicos, qualquer  superioridade  ou   inferioridade intrínseca capaz de atribuir a alguns o  direito de  dominar ou eliminar outros,  pretensamente inferiores e que leve a fundamentar julgamentos de valor em alguma  diferença racial” (DECLARAÇÃO SOBRE RAÇA E PRECONCEITOS RACIAIS / 1978, adotada na  20ª  sessão da   Conferência Geral da UNESCO

Discriminação Racial: 

Discriminação Racial é qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseadas em raça, cor, descendência ou origem étnica, que tem por objetivo ou efeito anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício num mesmo plano (em igualdade de condições) de direitos humanos e liberdade fundamentais no domínio político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio da vida pública. 
 
Fonte: Mensagem recebida por email de Adomair O. Ogunbiyi da Rede Culturas Populares
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quinta-feira, 3 de março de 2011

o racismo "afetuoso"

Do Observatório da imprensa

RACISMO "AFETUOSO"
Por Muniz Sodré em 1/3/2011

Um incidente pré-carnavalesco trouxe de novo à cena a figura de Monteiro Lobato, que frequentara com alguma assiduidade as páginas da imprensa no ano passado, quando o Conselho Nacional de Educação (CNE) considerou racista o livro Caçadas de Pedrinho. Agora é a camiseta desenhada por Ziraldo para o bloco carioca "Que merda é essa?", em que Lobato aparece sambando com uma mulata. Houve manifestação popular e protestos, dos quais o mais veemente e consistente foi o da escritora Ana Maria Gonçalves, autora de Um Defeito de Cor, romance notável no panorama da literatura brasileira contemporânea.

Nenhum jornal reproduziu o teor da carta – ponderada e judiciosa – da escritora ao cartunista, admitindo que poderia tê-la estendido a outros destinatários, nomes importantes no chamado corredor literário. Há, porém, a internet, e graças a ela se fica a par dos argumentos da romancista, todos inequívocos quanto ao racismo do consagrado autor de Caçadas de Pedrinho. Pela imprensa escrita, ficou-se sabendo apenas que, na opinião da autoridade tal, "a manifestação era uma besteira", ou então que carnaval não é ocasião para "assuntos de seriedade".

Para meter aqui a colher na discussão, é preciso deixar claro de início e de uma vez por todas, o seguinte: Monteiro Lobato era um racista confesso, seu ódio aos negros não é nada que se deduza por interpretação de seu texto ficcional. Mas quase todo o mundo leitor sabe disso. É lamentável fingir inocência ou alegar que o racismo brasileiro é diferente, é "afetuoso". Aí estão publicadas as cartas ao amigo Godofredo Rangel, em que Lobato se perguntava como seria possível "ser gente no concerto das nações" com aqueles "negros africanos criando problemas terríveis". Que problemas? Simplesmente serem negros, serem o que ele chamava de "pretalhada inextinguível". O escritor sonhou ficcionalmente com a esterilização dos negros (vide O Presidente Negro) e sugeriu, muito antes do apartheid sul-africano, o confinamento dos negros paulistas em campos cercados de arame farpado. 
 
Não cabe argumento

No entanto, se me perguntassem qual a minha relação pessoal com a literatura infanto-juvenil de Lobato, eu teria de ser honesto e confessar que, ainda menino, no interior do Brasil, era fascinado por suas narrativas. Francamente, eu nunca havia percebido os laivos racistas, que não são tão numerosos assim em sua obra ficcional, mas estão lá para quem se dispuser a bem enxergar. Lobato dizia que a escrita é um "processo indireto de fazer eugenia" e de fato ele sabia como fazer. Isso significa que se deva banir a literatura de Lobato? Como se pode abominar o que também se ama ou se amou?

Não são questões fáceis. O que se pode inicialmente fazer é fornecer algum material para uma reflexão, que talvez possa mesmo contribuir junto aos editores de nossa mídia para a adoção de posições mais qualificadas no tocante à difícil questão racial brasileira.

O primeiro ponto a se levar em conta, se desejarmos uma avaliação objetiva da posição de um "outro", estranha à nossa, é que se rejeite o binarismo simplista das oposições radicais (direita/esquerda, culpa/inocência etc.) porque debilita as formas mais abrangentes de compreensão do mundo. Claro que existe o racismo, assim como a direita política, autoritária e odiosa no passado, às vezes coberta com pele de cordeiro e sempre formuladora de políticas a serviço do capital financeiro e dos complexos industriais. Mas a radicalização da oposição a seu contrário impede não apenas a compreensão de dimensões sutis e ambivalentes de determinados problemas, como também a percepção de aspectos obtusos e autoritários na esquerda supostamente progressista.

A atuação soviética no leste da Polônia, durante a Segunda Grande Guerra, tinha em comum com alemã no oeste a palavra "atrocidade". Sobre as vítimas dos genocídios, não cabe o argumento das especificidades políticas.

Diferença que não é metafísica

Depois, que se ponham entre parênteses aspectos historicamente rebarbativos das circunstâncias ideológicas em que se gerou um determinado saber tido como relevante para a consciência crítica. Por exemplo, a inegável adesão de Heidegger a um momento do nacional-socialismo alemão, uma das primeiras ditaduras tecnológicas do Ocidente, não oblitera a importância da crítica heideggeriana à técnica. Outro exemplo: o passado nazista de Carl Schmitt não impede que sua obra hoje possa ser academicamente avaliada como uma das mais importantes da ciência política contemporânea.

É um engano, portanto, pôr a razão de um lado e a desrazão de outro, em termos absolutos. Quando falamos de "razão", estamos nos referindo à possibilidade de conhecera priori, erigida como faculdade superior do homem. Mas não raro as posições divergentes são aspectos diferenciados da mesma razão, tomada como contraditória à primeira vista. É que existe uma espécie de "impacto emocional dos conceitos", referido por Florestan Fernandes ao criticar as formulações sociológicas que se detêm em determinações estruturais de significado geral, fora e acima dos contextos histórico-sociais, e assim "criam uma falsa consciência crítica da situação existente, paradoxalmente simétrica às mistificações antirradicais, elaboradas por meio das ideologias conservadoras".

Há evidentemente limites para a convergência ou para a reconciliação dos contrários (esses limites fornecem historicamente os materiais da oposição esquerda/direita). Em termos bem esquemáticos, pode-se dizer que a direita sempre esteve do lado do capital, enquanto a esquerda almejou a alternativa socialista. Mas a diferença não é metafísica, e sim histórica, e só pode ser deduzida de situações socialmente concretas.

Racista confesso

Em outras palavras, se não reconhecemos no trabalho dos autores historicamente classificados como de direita (reacionário, comprometido com a manutenção do status quo, a despeito das iniquidades) a mesma inteligência que gerou o trabalho de pensamento de esquerda (revolucionário ou reformista, empenhado na transformação das estruturas sociais e das formas vigentes de dominação), deixamos de entender por quê determinadas formas de dimensionamento da realidade foram tão aceitáveis para vastas parcelas da humanidade, ainda que contrárias à veracidade por nós atribuída à órbita intelectual e afetiva em que nos movimentamos, portanto, às vontades que comandam a nossa inteligência.

É provável que esse modo de pensar não resolva de imediato a questão – lobatiana – em pauta. Mas aponta para a densidade e a diferenciação dos níveis de leitura. Num certo nível, é possível a uma consciência generosa ou solidária para com as diferenças aproveitar algo do brilho de um pensamento conservador, nada solidário para com o outro. Em outro nível, isso é impossível. Por exemplo, a uma criança, portanto no estágio plástico e movediço de sua socialização, torna-se muito difícil fazer a crítica do criticável. O Lobato de que estamos falando é aquele que escrevia para um público infanto-juvenil, esse mesmo sobre quem os preconceitos e os estereótipos atuam com toda a força emocional que costumam ter. É, portanto, um público a ser protegido.

Se até hoje escritores, intelectuais, jornalistas, homens ditos públicos não conseguem assimilar a gravidade da questão racial e perdem o siso quando veem os pés de barro de seu escritor-ídolo de infância, como esperar que as crianças o façam? Lobato era, sim, um bom escritor, um editor importante, um visionário (sempre acreditou na existência de petróleo no solo nacional), mas também um racista confesso. Este é o real, este é o fato, que é preciso aceitar como ponto de partida para depois se decidir, como diria o Chacrinha, se ele vai ou não para o trono, se será ou não buzinado.

ilú obá de min convida


convite para o carnaval 2011 do lira da vila


quarta-feira, 2 de março de 2011

calote da vale (um grande exemplo administrativo)

O texto desta postagem chegou-me por email do amigo Marcelo Benedito que por sua vez recebeu de um camarada que há muito não vejo, o qual preambula o texto. Salve, Sandrão!

Olá a todos!
Pessoal, todos nós sabemos que a jóia da coroa utilizada como exemplo de resultado bem sucedido do processo de privatização é a companhia Vale, antiga Vale do Rio Doce. Muitas são as matérias “jornalísticas“ enaltecendo os lucros, dimensão mundial e os princípios administrativos dessa empresa, contudo a realidade apresenta fatos da natureza bem distintas. Desde a invasão de terras indígenas ao calote  em empresas prestadoras de serviço. Com certeza essas notícias não apareceram nos grandes meios de comunicação, mas são notícias em pequenos jornais da região.
Leiam e tirem as suas próprias conclusões.
Um pequeno detalhe, a Vale do Rio Doce foi vendida por 1/10 do lucro que a companhia Vale obteve apenas no ano de 2010. Com esse dado, deixo seguinte questão: será eficiência administrativa ou a mais sólida prova do roubo a que todos nós brasileiros fomos vítimas? Eu tenho certeza que não é boa administração, pois se fosse, a Vale já teria parado de exportar minério e importar trilho.
Abraço a todos.
Sandro Mazzeo - (Psicólogo e mais uma voz dissonante):

Prestadoras de serviços da Vale sofrem com calotes e atrasos

Nos últimos 12 meses, quase 20 empresas apresentaram problemas de quebra, fechamento e atrasos nos pagamentos, gerando preocupações de toda a ordem, pois muitos empresários necessitando vender ou prestar serviços, se submetem às pressões dos tomadores que não querem dar nenhuma garantia, mas como prestam serviços para a mineradora Vale, e o empresário, embora temeroso, acabam cedendo à pressão e depois são surpreendidos com algumas empresas que atrasam, outras que não pagam e outras que desaparecem, quebram ou falem, deixando os empresários do comércio e serviços, com os prejuízos e não sabendo a quem recorrer para se defender.
A Acip vem mantendo uma parceria com a Vale, que se comprometeu a priorizar os fornecedores locais e a reunir-se mensalmente com a diretoria da entidade, para discutir os problemas pontuais e tentar, junto às gerências específicas e gestores de contratos, solucionar os problemas trazidos à Acip, porém desde o inicio do segundo semestre de 2010, as reuniões mensais não mais aconteceram, não tendo a Vale informado os motivos dessa suspensão, mas o certo é que essas reuniões mensais eram e são importantes, necessitando assim sejam retomadas para que os problemas eventualmente surgidos entre fornecedores locais, Vale e terceirizadas, possam ser solucionados ou minorados seus impactos, como são os casos de rescisões abruptas de contratos, fechamento de empresas, demissões de trabalhadores e outros.

Por outro lado, não se pode esquecer do papel exercido pela Acip dentro do contexto sócio-econômico, desenvolvendo ações que visam o desenvolvimento sustentável e mediando interesses da classe empresarial, pois como sabido a Acip congrega todos os setores da economia, seja do comércio, indústria e serviços, como do agronegócio  e tem legitimidade para representar a classe empresarial, bem como tem sido, ao longo da história, caixa de ressonância da sociedade, estando na vanguarda das grandes lutas pelo desenvolvimento sócio-econômico sustentável de Parauapebas e Região e, por ser procurada pelos empresários e pessoas do povo, precisa levar a quem de direito as reivindicações recebidas, especialmente dos fornecedores locais quando precisam resolver algum problema contratual com a Vale, cabendo à Acip, intermediar esse conflito de interesses para tentar uma solução e evitar um litígio judicial.

A Acip intermediou, com sucesso, conflitos envolvendo empresários locais e a Avis, depois intermediou o caso Hidelma, com 90% dos credores tendo recebido seus créditos. Depois teve o caso Doppler, que esperava tivesse um desfecho mais rápido. Na negociação ficou acordado entre a Acip, Vale e Dopler, que a Vale faria o repasse à Tenova do que fosse devido pela Dopler aos fornecedores locais e a Tenova efetuaria o pagamento, mas passado quase 01(um) ano das negociações, ainda faltam 07(sete) credores que esperam receber seus créditos, pois falta a Vale repassar um complemento de pouco mais de 150 mil reais, que a Vale, em reunião de 23.11.10, em Belo Horizonte-MG, havia se comprometido a efetuar o depósito antes do dia 10.12.10, para que a Tenova efetuasse o pagamento do restante dos credores, impreterivelmente, até 10.12.10.
Contudo, por motivos desconhecidos, o financeiro da Vale, até o momento, não efetuou o repasse e nem informou quando vai efetuar, mas a verdade é que a Tenova já deveria ter efetuado o pagamento de 06(seis) credores, cujo total é um pouco mais de 60 mil reais, quando ficaria apenas 01(um) no valor de 470 mil reais, mas que a Vale embora tenha autorizado a Tenova a efetuar esses pagamentos aos seis credores e efetuar pagamento parcial ao credor maior, para que quando o financeiro da Vale efetuasse o repasse dos 150 mil reais restantes, a Tenova efetuaria o pagamento do restante do crédito a esse credor, mas a Tenova nem paga e nem diz o motivo que não o faz, mas no final quem perde são os credores, que esperam receber seus créditos há quase dois anos e aceitaram receber sem juros e sem correção, mas a Acip espera que a Vale e Tenova cheguem num acordo urgente e isso se resolva ainda na primeira quinzena de fevereiro.
Empresas pedem rescisão de contratos com a Vale

Empresas locais e de fora, batem às portas da Acip, umas pedindo a intermediação da entidade para intermediar com a Vale alguns problemas existentes no que diz respeito a contratos mantidos com a mineradora Vale, especialmente os chamados  contratos “Guarda Chuva Civil”, como foi o caso da Covap, que rescindiu o contrato com a VALE, pois conforme consta de um dossiê e relatório entregue na Acip e repassado à Vale, se sentia impossibilitada de continuar com o contrato, pois estaria tendo prejuízos que superariam os 05 milhões de reais, e que não lhe restava outra alternativa senão fechar a filial local e demitir seus 170 trabalhadores, pois para cumprir suas obrigações contratuais, teria deixado trabalhadores e equipamentos aguardando ordens de serviços da Vale, que não vieram e teve que recorrer a bancos para pagar folhas de pagamentos e fornecedores, mas como não recebia ordens de serviço, suas medições foram diminuindo, até chegar no limite da exaustão, não lhe restando outra alternativa senão propor à Vale a rescisão amigável do contrato.

A Covap ingressou junto à Vale, com um pedido de ressarcimento pelos prejuízos sofridos, descritos naquele dossiê e relatório e esperava pagar as rescisões trabalhistas e fornecedores locais, com o que recebesse de ressarcimento da Vale, e que com o distrato amigável esperava solução até meados de fevereiro, mas segundo informou à Acip, o valor reconhecido pela Vale está aquém do que seria seu direito e insuficiente para pagar os compromissos com rescisões e fornecedores. A Acip enviou ofício à Vale pedindo uma reunião para tentar uma solução que possibilite a continuidade das atividades empresariais da Covap em nosso município e a manutenção do emprego de todos os trabalhadores.

Agora surgiu a MAQUIPESA, que informou à ACIP que está rescindindo todos os contratos mantidos com a mineradora Vale, e que essa decisão estaria fundada em prejuízos que teria sofrido na execução de contratos com a Vale, especialmente pela demora no aditamento de contratos, demora na assinatura e devolução de contratos, decisões sobre pleitos e não pagamento em dia de medições de vários contratos, e que tudo isso teria resultado diretamente no seu impedimento para continuar o regular cumprimento de suas obrigações contratuais e acessórias, vindo a MAQUIPESA, por conseguinte, a solicitar da Vale um ressarcimento, cujo pleito foi indeferido, o que resultou no pedido de rescisão de todos os seus contratos com a mineradora Vale, vindo o Sr. Marx, da MAQUIPESA informar à ACIP que vai demitir todos os seus 350 empregados.

A ACIP, tentando evitar que tal aconteça, enviou ofício à VALE, solicitando uma reunião entre sua diretoria, a VALE e a MAQUIPESA, estando aguardando confirmação dessa reunião, onde espera intermediar um acordo para que, não só a MAQUIPESA como a COVAP, possam continuar desenvolvendo suas atividades no Município, gerando emprego e renda, como fazem há mais de 20 anos.
Empresas devedoras negociam o pagamento

Os credores da W.O Engenharia, estão negociando seus créditos, estando a W O Engenharia dando como pagamento, bens móveis e imóveis, mas os credores que quiserem negociar terão que ir até São Luis do Maranhão. O Advogado, Dr. Manoel Chaves, assessor jurídico da ACIP, está agendando sua ida, na companhia do presidente eleito Oriovaldo Mateus, na próxima semana, quando irá negociar o recebimento dos créditos de alguns fornecedores locais, que ainda não foram ou não puderam ir à São Luiz e, segundo informou à reportagem, em contato com o advogado e diretores da W O, foi-lhe solicitado o envio da relação de credores e seus respectivos créditos, para após analisados e conferidos, ser confirmado a data para negociação e pagamento, que espera seja na próxima semana.

A outra empresa foi a Santa Bárbara, que atrasou seus compromissos com credores locais, mas conforme contato da ACIP mantido com o Sr. Walter Paolino, a Santa Bárbara estaria programando pagar todos os seus débitos atrasados na praça de Parauapebas, do dia 15 até o final do mês de fevereiro, estando a ACIP confiante que a empresa Santa Bárbara Engenharia S/A., conseguirá cumprir tal compromisso, e continuará mantendo boas relações comerciais com os fornecedores locais, pois além de ser uma empresa sólida, tem procurado honrar seus compromissos, até porque crise financeira qualquer um passa, inclusive uma gigante como a Santa Bárbara. (Ascom/Acip)