segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

kwanzaa: o natal africano

Author: Koluki

É interessante observar as várias manifestações culturais criadas pelos Afro-Americanos para se manterem tão próximos quanto possível das suas origens ancestrais. Na verdade, em várias áreas da sua vida, eles criaram mesmo uma espécie de ‘micro-cultura’ de inspiração Africana, embora nem sempre com uma clara ou directa correspondência nas práticas culturais observáveis no continente – o que se deve, por um lado, aos sincretismos culturais e religiosos de várias ordens e diferentes origens que os conformam e, por outro lado, as várias (per)mutações e con(sub)jugações culturais verificadas em África ao longo dos séculos.




É o caso do Kwanzaa (tambÉm escrito Kwaanza) que se celebra por esta altura do ano, durante sete dias - de 26 de Dezembro a 1 de Janeiro - coincidindo com o perÍodo do Natal Cristão (e também do Judaico Hanukkah) e Ano Novo. A sua criação poderia ter sido inspirada no nosso rio Kwanza (Angola), mas reza a história que não o foi exactamente. Kwaanza deriva da expressao Kiswahili "matunda ya kwanza", que significa “primeiros frutos”, ou “começo” – apelando assim ao acto da criação, tal como acontece no Natal Cristão. Porém, sendo o Kiswahili uma língua Bantu, é provável que o nosso Kwanza tenha nela o mesmo significado... mas deixo isso aos especialistas.







• Umoja (Unidade) Obter e manter a unidade na família, comunidade, nação e raça.
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Kujichagulia (Auto-Determinacao) Definir-nos a nós próprios, nomear-nos a nós próprios, criar por nos próprios e falar por nós próprios.
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Ujima (Trabalho e Responsabilidade Colectiva) Construir e manter a comunidade coesa e fazer nossos os problemas dos nossos irmãos e irmãs e resolvê-los em conjunto.
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Ujamaa (Economia Cooperativa) Construir e manter as nossas próprias propriedades, lojas e negócios e partilhar em conjunto dos seus lucros.
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Nia (Proposito) Fazer nossa vocação colectiva a construçao e o desenvolvimento da nossa comunidade com o objectivo de restaurar a grandeza tradicional do nosso povo.
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Kuumba (Criatividade) Fazer sempre tudo o que pudermos, como pudermos, por forma a deixarmos a nossa comunidade mais bela e benéfica do que como a herdamos.
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Imani (Fe’) Acreditar com todo o nosso coração nos nossos semelhantes, pais, professores, dirigentes e na justeza e vitória da nossa luta.Durante os sete dias do Kwanzaa praticam-se vários rituais, envolvendo libações, acender de velas, banquetes e oferta de presentes. Poder-se-ia então dizer que nesse aspecto não difere muito do Natal Cristão ou do Hanukkah. Mas é o significado, em Kiswahili, de cada um dos sete dias do Kwanzaa que estabelece a diferenciação:
A criação do Kwanzaa, em meados da década de sessenta do século passado, ficou a dever-se ao activista social Afro-Americano Ron Karenga, que explicou o seu objectivo como sendo “proporcionar aos Negros (Blacks, para ser fiel ao original e ao contexto ...) uma alternativa as festividades existentes e dar-lhes uma oportunidade de se celebrarem a si próprios e a sua história, em vez de simplesmente imitarem a prática da sociedade dominante.”

domingo, 5 de dezembro de 2010

forum itinerante: diversidade humana em espaços escolares e nao escolares: dialogando sobre praticas emanciparias em diferentes contextos educativos

TEMA 2010 – Racismo


BREVE HISTÓRICO
A idéia deste fórum itinerante não é nova. No final dos anos 80 e início dos 90, o Projeto Diálogo Entre Povos já realizava seminários descentralizados (no Rio de Janeiro, Niterói, Nova Iguaçu, Friburgo, Caxias) para discutir questões de gênero, cultura e etnia em relação a educação. Contudo, foi após o grupo de trabalho "DIVERSIDADE HUMANA EM ESPAÇOS ESCOLARES E NÃO ESCOLARES: DIALOGANDO SOBRE PRÁTICAS EMANCIPATÓRIAS EM DIFERENTES CONTEXTOS EDUCATIVOS", proposto à comissão organizadora da  ALAADAB (Associação Latino-americana de Estudos Africanos e Asiáticos do Brasil), em 2008, animadas pelo significativo número  de trabalhos inscritos neste GT, que tivemos a compreensão da importância da visibilização de ações político-pedagógicas que fortaleçam nossa capacidade criativa e de mudança.Em 2009, realizamos o nosso primeiro encontro, na UERJ, abordando o tema "A DIVERSIDADE NOS ESPAÇOS EDUCATIVOS: questões de gênero, etnia, necessidades especiais, orientação sexual, como trabalhar?"



JUSTIFICATIVA
A crença na educação como prática da liberdade

A crença na mudança 

A crença na possibilidade de um mundo, de uma sociedade, de uma escola sem racismo, sem machismo, sem elitismo, sem violência



OBJETIVOS DO FÓRUM

Promover um momento de informação, formação, troca e articulação entre profissionais de educação voltados para a construção de práticas emancipatórias não racistas e não excludentes da diversidade humana.

Promover debates periódicos  acerca de práticas emancipatórias em espaços formais e não formais de educação, nos contextos do Brasil e demais países da América Latina e África.

Observar e compreender realidades sócio-culturais e educativas múltiplas, a fim de potencializar caminhos na perspectiva do fortalecimento de redes educacionais que ultrapassem visões societárias e civilizatórias hegemônicas e excedentes.

Fomentar a discussão, reflexão, práticas e formação continuada livre, com profissionais comprometidos com um mundo sem racismo, machismo, homofobia, elitismo, etc.

Criar uma rede de comunicação entre profissionais de educação envolvidos com o fórum (lista de discussão, site,  etc.)

2º encontro na SEMANA DOS DIREITOS HUMANOS

10 e 11 de DEZEMBRO de 2010


Local: SINPRO-Rio – Escola do Professor- Rua Pedro Lessa, 35 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Horários:
Dia 10 de dezembro de 2010, sexta-feira, das 18h às 21h
Dia 11 de dezembro, sábado, das 8h30 às 13h.

  • Informações e inscrição de COMUNICAÇÕES e de ouvintes: dialogoentrepovos@uol.com.br
  • Inscrição de COMUNICAÇÕES (resumo) até o dia 6 de dezembro de 2010[1].
  • INSCRIÇÃO, também NO DIA, PARA OUVINTES


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

3o. aniversário do projeto samba no beco - sábado 04.12


Dia 04.12.2010, sábado, p. f., o PROJETO SAMBA NO BECO da Vila Prudente estaRá comemorando o seu 3º aniversário!

Várias personagens do universo so Samba e do Choro já confirmaram presença, a porta está aberta a todos(as) e a Comunidade da Vila Prudente que é sempre muito acolhedora aguarda a todos(as) para mais uma linda festa.

Pra quem ainda não conhece, o PROJETO SAMBA NO BECO realiza suas Rodas dentro da Favela da Vila Prudente, próximo a rua Dianópolis S/N e a av. Prof. Luis Inácio de Anhaia Melo, chegando nessa esquina procure a Rua da Igreja (é o nome da Rua mesmo), fica em frente a parada Dianópolis do Fura-fila e a uns 300mts do Metro Vila Prudente.

Grande abraço a todos(as).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

lançamentos escritor cuti

  
  
                         
                                    

Local: Ponto do Livro – Livraria, Café & Arte
Endereço: Rua Alves Guimarães, 1322, Pinheiros (próximo ao metrô Sumaré)
Informações: 11 2337-0506 / pontodolivro@editorialdiaspora.com.br

                   
              Serviço:
              End: R. Alves Guimarães, 1322 – Sumaré
              Tels: (11) 2337-0507/(11) 2337-0506
              Funcionamento: 8h00 às 21h00


revista-calendário 'todo santo dia' - lançamento

Gente boa gente, comunico e convido a todos(as) para o  o lançamento do calendário de santos imaginários do meu camarada Karmo, nesta terça (7), na Mercearia São Pedro. Segue o convite e o relesse abaixo.






lançamento do livro de heitor antônio paladim júnior

Annablume Editora e Livraria Martins Fontes Paulista
convidam para o lançamento do livro de


HEITOR ANTÔNIO PALADIM JÚNIOR
EDUCAÇÃO DO CAMPO
A TERRITORIALIZAÇÃO E A ESPACIALIZAÇÃO DO MST
Dia 16 de dezembro de 2010, quinta-feira, das 18h30 às 21h30.

Av. Paulista, nº. 509 - São Paulo - SP 

(próximo à Estação Brigadeiro do Metrô)


(estacionamentos conveniados à rua Manoel da Nóbrega, nº. 88 e nº. 95)
(11) 2167.9900
Formato: 14x21 cm, 240 páginas
ISBN: 978-85-391-0187-0

O autor expressa o objetivo de apresentar e analisar o papel da Escola de Assentamento, mostrando nas diversas vivências como ocorre o ensino de Geografia. Aponta assim algumas possibilidades e limites da luta dos camponeses organizados através de um movimento socioterritorial. Heitor Paladim sugere uma discussão sobre uma Geografia das Escolas do Campo. e apresenta ao leitor a importância que a Escola localizada nas áreas de assentamentos de Reforma Agrária tem na territorialização desses assentamentos, possibilitando a efetivação e continuidade da luta camponesa. O presente estudo revela uma análise reflexiva de algumas das dinâmicas e estratégias vivenciadas pelos camponeses para se manterem na terra e assim sustentarem- se (ou recriarem- se) como sujeitos sociais do campo.

uzalemão, uzerói e os otários

por Sergio Domingues


Os traficantes de drogas no Rio de Janeiro costumam chamar seus inimigos de “alemão”. Dizem que o costume vem dos filmes de guerra americanos, em que os vilões eram sempre os soldados alemães. 

Os garotos das comunidades pobres cariocas assistiam à TV. Depois, brincavam de tiroteio pelas ruelas. De um lado, “uzalemão”. Do outro, “uzerói”. Eram John Wayne, Robert Mitchun, Gregory Peck. Depois, Stallone, Schwarzenegger, Bruce Willis. Mais recentemente, é o capitão Nascimento. 

A TV também ensinou que para conquistar respeito nada como roupas bonitas, tênis de marca e uma arma na cintura. O caminho mais curto para conquistar tudo isso não era a escola. Muito menos um emprego. Coisa pra otários como seus pais, que trabalhavam muito por uma miséria e ainda eram humilhados por seus patrões brancos.

O comércio ilegal de drogas era a resposta. Ofício bem pago, com direito a esculachar uns playboys de vez em quando. Eles até sabiam que sua vida seria curta. Mas, antes viver pouco como herói, que muito sendo otário. Poucos desses traficantes se deram conta de que também fazem papel de otário. A parte do leão desse comércio lucrativo fica bem longe de suas mansões improvisadas no meio dos morros.

Toda essa lógica serve para justificar uma política de segurança pública na base do bangue-bangue. Milhões assistem pela TV a execução e prisão de gente pobre e negra. Vibram como se assistissem a filmes de ação. Multidões de otários ligados nos telejornais, vendo os heróis massacrando outros otários. Muitos deles, seus próprios vizinhos e parentes. Os verdadeiros alemães sorriem, confortáveis em seus gabinetes e escritórios.

Fonte: http://pilulas-diarias.blogspot.com/2010/11/uzalemao-uzeroi-e-os-otarios.html

ato solene na uesp. lançamento da ascsp (associação dos sambistas e comunidades de samba de são paulo)

01 DE DEZEMBRO QUARTA-FEIRA ÀS 19:00hs, "ATO SOLENE" NA UESP LANÇAMENTO DA "ASCSP" "ASSOCIAÇÃO DOS SAMBISTAS E COMUNIDADES DE SAMBA DE SÃO PAULO" END: RUA RUI BARBOSA 588 - BELA VISTA - SP, E APARTIR DAS 21:00hs "VIGÍLIA DO SAMBA", EM COMEMORAÇÃO AO DIA 02 DE DEZEMBRO, DIA NACIONAL DO SAMBA.


O evento na UESP terá início as 19hs com um debate sobre o Samba Paulista. Faz-se importante a participação dos sambistas.

Programação:

19h - Debate sobre o samba paulista
21h - início do ato solene
22h - início da vigilia - atividade cultural (roda de samba)
06h - alvorada e toque de clarim

Aproveito a oportunidade para solicitar que vcs vejam a revista Raça deste mês onde
estou dando uma entrevista sobre meus projetos, trabalhos, etc. e falo sobre a ASCSP.

Asè!
Kaçula.

o folias/êxodo - o homem cordial


Sobre o Projeto:
O Projeto do Folias Êxodo Homem Cordial – aponta para dois caminhos:
Um que diz respeito a um eixo temático -  que tem como centro o indivíduo, o órfão do processo de exaustão das estruturas sociais, notadamente a organização política do Estado. O indivíduo como potência é, paradoxalmente, o “homem cordial”;
E outro que diz respeito ao eixo formal – privilegiando  nessa etapa do trabalho a reflexão, o estudo, o esmiuçamento dos processos de escrita cênica, tendo pois como vetor a encenação.
A dramaturgia, a interpretação, voltam-se para a tentativa de compreensão dos procedimentos deencenação, além das atividades de reflexão propostas pelo Grupo
assim, os seminários e os trabalhos de socialização de experiência, aos modos do já feito, por exemplo, no Querô, do ponto de vista da interpretação, voltam-se para a “Escritura Cênica”.
No que diz respeito especificamente à cena em si o FOLIAS se dedicará a criar núcleos de trabalho em número de não menos que quatro e não mais que sete, cada um desses trabalhos resultando em uma encenação a ser proposta considerando a potência do indivíduo com seu “homem cordial” como temática e forma – modo de produção.
A investigação passa a ser a do indivíduo plantado em terra estranha, mesmo que seja a sua. Do ponto de vista do cidadão, a compreensão da condição de individuo desterritorializado, exilado, e a atitude de escolha  ante o caminho (em tese) de   mão única:  seguir adiante “na cordialidade” conformadora desta  “aldeia global” ou  recriar simbolicamente seu território, buscando caminhos alternativos, ainda que marginais.
Um faz o outro a maneira da celebre frase de Churchill : primeiro fazemos nossas casas, depois elas nos fazem… a idéia de tribo, povo, nação e depois de estado nacional decorre dessa relação tornada profunda.”
Ficha Técnica:
Dramaturgia: Thiago Mendonça
Direção: Carlos Francisco
Direção Musical: Selito SD
Assistência de Direção: Thiago Mendonça
Dança e Movimentos: Katia Naiane
Adereços: Bira Nogueira e Leide de Castro
Cenografia: Bira Nogueira
Assistência de Cenografia: Leide de Castro
Preparação Vocal: Mateus Sigali
Figurino: Leide de Castro
Costureira: Mariluce Costa da Silva
Máscara Neutra: Tatiana Freire
Projeto Gráfico: Ieltxu Martinez Ortueta
Instrumentos: Carlos Francisco
Produção: Débora Lobo
Estagiária: Priscila Jorge
Realização: Folias
Elenco: Alex Rocha, Camila Urbano, Carlos Gaúcho, Monica Simões, Reggis Silva e Renata Rosa