segunda-feira, 29 de novembro de 2010

o jornalismo desonesto e o mito do “crime organizado”

Por Gustavo Barreto em 25/11/2010



O “Jornal da Globo” fechou com chave de ouro o dia de uma emissora empenhada em assustar e desinformar o público, enquanto outras emissoras e rádios acompanharam a tática do pânico. A velha técnica do “Mantenham a calma” seguido de imagens impactantes da violência no Rio de Janeiro é a melhor forma, do ponto de vista da cultura do medo que tenta se impor, de pôr em ação esse objetivo. É como você dizer “Fique à vontade” quando recebe alguém pouco conhecido em sua casa, provocando o efeito contrário. Neste caso é bem pior: trata-se do imaginário social de um conjunto de milhões de brasileiros que está em jogo. E neste caso há consequências políticas.


Não há dúvidas de que (1) o índice de criminalidade no Rio é muito alto, inaceitável, e que (2) a lógica que rege o projeto da polícia comunitária, que esse governo chama da “UPP” e que outros governos já tentaram com outros nomes, é um bom caminho, desde que proponha de fato a participação da comunidade no processo decisório e que seja mais amplo. Atualmente é um conjunto de projetos-piloto. (Artigo completo)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

edital juventude negra

Fundação Palmares realiza oficinas de capacitação em diversas cidades do país

A Fundação Cultural Palmares, vinculada do Ministério da Cultura, realiza hoje, dia 24, mais uma oficina do Edital Procultura Núcleo de Formação Cultural da Juventude Negra, em Brasília. As inscrições para a primeira edição do concurso foram abertas em 27 de outubro e se encerram no dia 11 dezembro de 2010. O Edital tem como objetivo reconhecer e valorizar a diversidade étnico-cultural afro-brasileira em nosso País, por meio da formação técnico-cultural de jovens negros. Promovido pelo Ministério da Cultura e pela Fundação Cultural Palmares, o projeto é voltado para pessoas jurídicas, organizações sem fins lucrativos e instituições ligada à educação.

Serão disponibilizados cerca de R$ 6 milhões aos dez projetos selecionados para a implantação de Núcleos de Formação Cultural da Juventude Negra – NUFOC. Duas instituições serão selecionadas em cada uma das cinco regiões brasileiras.

A expectativa é a de que os NUFOC proporcionem aos jovens negros conhecimento e envolvimento com a história e a cultura afro-brasileiras e os estimulem a refletir sobre seu papel na sociedade.

A FCP já realizou uma oficina em Boa Vista e uma videoconferência na Região Nordeste, em Salvador, com o objetivo de dar esclarecimentos e orientações sobre o Edital para pesquisadores, professores, técnicos e pessoas do segmento interessadas em participar da seleção. As oficinas serão realizadas em diversos Estados brasileiros e contam com a participação de parceiros da Fundação Palmares para a divulgação do Edital.

Para este mês estão programadas mais duas oficinas que acontecerão no dia 26, em Porto Alegre, e no dia 30, em Recife. Em dezembro, elas acontecerão no Rio de Janeiro, no dia 2, e em São Paulo, no dia 4.

Calendário das Oficinas

Cidade: Brasília (DF)
Data: 24 de novembro, das 18h às 21h
Parcerias: Museu Nacional da República Honestino Guimarães
Local: Esplanada dos Ministérios

Cidade: Porto Alegre (RS)
Data: 26 de novembro, das 14h30 às 18h
Parcerias: Representação Regional Sul
Horário - 14h30 às 17h
Local - Plenarinho da Assembléia Legislativa do RS - Praça Marechal Deodoro, s/n - Porto Alegre - RS
Tel. - (71) 3103 2884/2892

Cidade: Recife (PE)
Data: 30 de novembro, das 14h30 às 18h
Parceria: Representação Regional do Nordeste do Ministério da Cultura
Local: Auditório da Representação da Regional do Nordeste do Ministério da Cultura
Endereço: Rua do Bom Jesus, 237 - Bairro do Recife, Recife – PE
Tel: (81) 3194-1300

Cidade: Rio de Janeiro (RJ)
Data: 02 de dezembro, das 14h às 17h
Parceria: Representação Fundação Cultural Palmares Rio de Janeiro
Local: Associação Nacional de Aposentados e Pensionistas do IBGE (DAPIBGE)
Av. Rio Branco, nº 257, sala 605 - Centro, Rio de Janeiro.
(Próximo à estação de metrô da Cinelândia, saída pela rua Santa Luzia)

Cidade: São Paulo (SP)
Data: 04 de dezembro, das 09h às 12h
Local: Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Parque Ibirapuera – Portão 10
São Paulo/SP

As inscrições já podem ser feitas por meio do endereço eletrônico nufocedital@palmares.gov.br, mencionando no Assunto o tema (Oficina) e a cidade de interesse (Exemplo: Oficina – Porto Alegre).

Mais informações sobre as Oficinas podem ser obtidas pelo telefone: (61) 3424 0185, com Karina Gama ou André Mendes.

Veja mais informações sobre o Edital e confira os locais e data das próximas oficinas no endereço:
http://blogs.cultura.gov.br/acessoediversidade/

Ou pelo endereço eletrônico:
editalnufoc@palmares.gov.br


Karina Miranda
61 3424 0188
DEP/Fundação Palmares
Ministério da Cultura

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

consciência negra, modo de usar

(Fechando a tampa das discussões do mês) *

Quando te disserem que você quer dividir o Brasil em pretos e brancos, mostre que essa divisão sempre existiu. Se insistirem na acusação, mostre que, neste país, 122 anos após a Abolição, em todas as instâncias, o Poder é sempre branco. E que até mesmo como técnicos de futebol ou carnavalescos de escolas de samba, os negros só aparecem como exceção.

Quando, ainda batendo nessa tecla, te disserem que o Brasil é um país mestiço, concorde. Mas ressalve que essa mestiçagem só ocorre, com naturalidade, na base da pirâmide social, e nunca nas altas esferas do Poder. E que o argumento da mestiçagem brasileira tem legitimado a expropriação de muitas das criações do povo negro, do samba ao candomblé.

Quando te jogarem na cara a afirmação de que a África também teve escravidão, ensine a eles a diferença entre servidão e cativeiro. Mostre que a escravidão tradicional africana tinha as mesmas características da instituição em outras partes do mundo, principalmente numa época em que essa era a forma usual de exploração da força de trabalho. Lembre que, no escravismo tradicional africano, que separava os mais poderosos dos que nasciam sem poder, o bom escravo podia casar na família do seu senhor, e até tornar-se herdeiro. E assim, se, por exemplo, no século XVII, Zumbi dos Palmares teve escravos, como parece certo, foi exatamente dentro desse contexto histórico e social.

Diga, mais, a eles que, na África, foram primeiro levantinos e, depois, europeus que transformaram a escravidão em um negócio de altas proporções. Chegando, os europeus, ao ponto de fomentarem guerras para, com isso, fazerem mais cativos e lucrarem com a venda de armas e seres humanos.

Diga, ainda, na cara deles que, embora africanos também tenham vendido africanos como escravos, a África não ganhou nada com o escravismo, muito pelo contrário. Mas a Europa, esta sim, deu o seu grande salto, assumindo o protagonismo mundial, graças ao capital que acumulou com a escravidão africana. Da mesma que forma que a Ásia Menor, com o tráfico pelo Oceano Índico, desde tempos remotos.
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Quando te enervarem dizendo que movimento negro é imitação de americano, esclareça que já em 1833, no Rio Francisco de Paula Brito (cujo bicentenário estamos comemorando) liderava a publicação de um jornal chamado O Homem de Cor, veiculando, mesmo com as limitações de sua época, reivindicações do povo negro. Que daí, em diante, a mobilização dos negros em busca de seus direitos, nunca deixou de existir. E isto, na publicação de jornais e revistas, na criação de clubes e associações, nas irmandades católicas, nas casas de candomblé... Etc.etc.etc.

Aí, pergunte a eles se já ouviram falar no clube Floresta Aurora, fundado em 1872 em Porto Alegre e ativo até hoje; se têm idéia do que foi a Frente Negra Brasileira, a partir de 1931, e o Teatro Experimental do Negro, de 1944. Mostre a eles que movimento negro não é um modismo brasileiro. Que a insatisfação contra a exclusão é geral.

Desde a fundação do Partido Independiente de Color, em Cuba, 1908, passando pelo movimento Nuestra Tercera Raíz dos afro-mexicanos, em 1991; pela eleição do afro-venezuelano Aristúbolo Isturiz como prefeito de Caracas, em 1993; pelo esforço de se incluírem conteúdos afro-originados no currículo escolar oficial colombiano no final dos 1990; e chegando à atual mobilização dos afrodescendentes nas províncias argentinas de Corrientes, Entre Rios e Missiones, para só ficar nesses exemplos.

Quando, de dedo em riste, te jogarem na cara que os negros do Brasil não são africanos e, sim, brasileiros; e que muitos brasileiros pretos (como a atleta Fulana de Tal, a atriz Beltrana, e o sambista Sicraninho da Escola Tal) têm em seu DNA mais genes europeus do que africanos, concorde. Mas diga a eles que a Biologia não é uma ciência humana; e, assim, ela não explica o porquê de os afrobrasileiros notórios serem quase que invariavelmente, e apenas, profissionais da área esportiva e do entretenimento. E depois lembre que a Constituição Brasileira protege os bens imateriais portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira e suas respectivas formas de expressão. E que a Consciência Negra é um desses bens intangíveis.

Consciência Negra repita bem alto pra eles, parafraseando Leopold Senghor não é racismo ou complexo de inferioridade e, sim, um anseio legitimo de expansão e crescimento. Não é separatismo, segregacionismo, ressentimento, ódio ou desprezo pelos outros grupos que constituem a Nação brasileira.

Consciência Negra somos nós, em nossa real dimensão de seres humanos, sabendo claramente o que somos, de onde viemos e para onde vamos, interagindo, de igual pra igual, com todos os outros seres humanos, em busca de um futuro de força, paz, estabilidade e desenvolvimento.

por Nei Lopes

100 anos da revolta da chibata (22 de novembro de 1910).

"Em tempos de celebração de centenários, cabe-me dizer, a todos(as) aqueles(as) que dizem gostar, simpatizar, reverenciar o Samba e os sambistas*, que JOÃO CÂNDIDO FELISBERTO é muito mais sambista que Adonirã Barbosa e Noel Rosa juntos. João é o Samba. Se é que faço-me entender". (Selito SD)

No dia 22 de novembro de 1910, João Cândido deu início ao levante, assumindo o comando do Minas Gerais, pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra brasileira. Foi designado à época, pela imprensa, como Almirante Negro. Por quatro dias, os navios de guerra Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro apontaram os seus canhões para a Capital Federal. No ultimato dirigido ao Presidente Hermes da Fonseca, os revoltosos declararam: "Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha brasileira". A rebelião terminou com o compromisso do governo federal em acabar com o emprego da chibata na Marinha e de conceder anistia aos revoltosos. Entretanto, no dia seguinte ao desarmamento dos navios rebelados, o governo promulgou em 28 de novembro um decreto permitindo a expulsão de marinheiros que representassem risco, o que era um nítida quebra de palavra, uma traição do texto da lei de anistia aprovada no dia 25 pelo Senado da República e sancionada pelo presidente Hermes da Fonseca. Alguns marinheiros começaram a ser afastados da Marinha, aparentemente em comum acordo, para o bem de todos. (mais...)

(*) Portadores da Cultura Samba, do ethos desta.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

1º encontro de trancistas de osasco - trançando origem


senhora de 58 anos vive com dois maridos na mesma casa (em moçambique)

O artigo desta postagem, recebi por email enviado por Elidio Nhamona, um amigo de Moçambique. Trata-se de um caso fora do comum em que uma mulher possui dois maridos. Sensacional.

Sexta, 08 Outubro 2010 06:42
Moçambique - Num caso que está a causar espanto e muitos comentários,  Micaela Mortar Zangatupe, 58 anos de idade, é a primeira poliandra conhecida em Moçambique. Ela tem dois maridos, com quem partilha o amor e convive na mesma casa, numa à-vontade, no distrito de Caia, província de Sofala.

Fonte: Diariomoz


















Esta família reside na periferia da sede distrital, mais concretamente no bairro DAF. Apesar de ser uma área residencial bastante extensa, não foi difícil a nossa Reportagem localizar a casa onde o trio vive, dada a fama e curiosidade que esta coabitação detém na zona.

Chegados à residência, perguntámos se estávamos na casa do senhor Toalha, nome pelo qual é conhecido um dos maridos de Micaela. “É sim, mas quem são vocês?” — respondeu e perguntou ao mesmo tempo o visado, cujo primeiro nome é Feliz (e não Félix, como erradamente foi registado oficialmente, segundo ele próprio explicou mais tarde).

A família é mais conhecida como sendo Feliz, por este ter sido o primeiro esposo de Micaela Mortar Zangatupe, cidadã que nasceu em 1952, na região de Canda, distrito de Gorongosa. Depois dos habituais cumprimentos e de nos identificarmos, serviram-nos um banquinho e uma esteira para nos sentarmos, ao que perguntamos ainda se estávamos na casa onde existe uma mulher com dois maridos.
Sem qualquer tipo de hesitação, Micaela respondeu imediatamente que “sim, é aqui. O outro marido é João Maguza”.

Maguza, irmão mais novo do já falecido régulo Sombreiro, de Caia, nessa altura estava ausente, algures na vila, tendo voltado mais tarde, após ter sido perseguido pela esposa.

DECLARAÇÃO DE AMOR

Na entrevista concedida ao “Diário de Moçambique”, cada esposo declarou que Micaela é sua “cara-metade”. Aliás, a própria poliandra disse que “eu amo estes dois homens, por isso, achei por bem casar e viver com eles aqui em casa”.

É verdade que estes senhores são seus maridos? — perguntamo-lo, tendo ela respondido com um “sim”, explicando que se casou primeiro com Feliz Toalha, com quem vive há vários anos.

O segundo marido passou a ser, “oficialmente”, conhecido por Feliz Toalha e a viver na mesma casa a partir de Abril do ano passado. Antes da “oficialização”, contou a poliandra, eram simplesmente amantes.

As relações amorosas entre Micaela e Maguza começaram há muito tempo. Os dois conheceram-se no mercado onde Micaela Zangatupe vende alguns produtos, a exemplo de rapé, conforme ela própria contou.

“Depois achei que ele deveria ser o meu segundo marido. Por isso, convidei-lhe para a casa e apresentei-lhe ao meu primeiro marido” — explicou, justificando que “tomei esta decisão porque eu já estava a passar mal, visto que Feliz já não consegue fazer trabalho aqui em casa” (...sorrisos).

Que tipo de trabalho Feliz não consegue em casa? — interrogamo-la. Depois de alguns minutos de silêncio, ela respondeu que “uma vez que este marido está cego, já não consegue construir uma casa e também não consegue fazer alguma coisa que possa render dinheiro para o nosso sustento. Por isso, arranjei outro marido que não é deficiente visual, este senhor João. Estive a sofrer muito, porque não conseguia nada para comer”.

Curiosamente, Micaela Zangatupe, camponesa, disse que gostaria que este trabalho jornalístico não quebrasse a relação que tem com os dois maridos, argumentando que “eu amo-os... não posso largá-los, pois são meus maridos”.

Argumentou que não pode abandonar o primeiro marido, porque passou por muitas dificuldades com ele, desde que se casaram até à altura da entrevista. “Não vai ser hoje que vou abandonar este marido” — afirmou, acrescentando que “também não vou deixar este meu segundo marido, porque o amo”.

Em Moçambique não é normal uma mulher ter mais do que um marido em simultâneo (poliandria), pois o habitual é um homem ter várias esposas ao mesmo tempo (poligamia).

Colocada esta questão à nossa entrevistada, ela respondeu nos seguintes termos: —  “Sim, mesmo na minha tradição, sou de Gorongosa, não há isso, mas não vejo onde está o problema, pois o importante é os dois maridos não se chatearem, entenderem-se e saberem que estão com a mesma mulher, que lhes serve bem. Antes de trazer o segundo marido, conversei com o primeiro e ele concordou. Aliás, mesmo que não aceitasse, eu continuaria com o mesmo, porque foi minha vontade estar com dois maridos”.

DOIS MARIDOS NA MESMA CABANA

Por ser portador da deficiência visual, Feliz Toalha beneficiou de uma casa de alvenaria, construída no mesmo quintal. Trata-se de donativo da Cooperação Italiana concedido no âmbito de apoio às vítimas das cheias que assolaram o distrito de Caia, banhado pelo rio Zambeze.

Assim, a cabana passou a ser usada apenas pelo segundo marido de Micaela, esta que, cumprindo uma escala estabelecida, dirige-se à casa de alvenaria para satisfazer o primeiro esposo.

Mas antes da construção da segunda casa, Micaela juntava os dois maridos na mesma cabana, dormindo em esteiras separadas, sem registro de nenhum conflito.

É ainda curioso o facto de Feliz Toalha e João Maguza também partilharem os mesmos pratos na hora das refeições.

Registe-se que Micaela Zangatupe não tem nenhum filho, alegadamente porque não concebe. Foi por isso que, sabendo do seu problema, convenceu a sua sobrinha para se relacionar sexualmente com Feliz Toalha, com que teve cinco filhos, um dos quais já falecido.

É importante anotar ainda que o segundo marido de Micaela Zangatupe tem também outra esposa, a primeira, que vive no bairro Sombreiro, muito distante do DAF.

CORAÇÃO NO LUGAR

Feliz Toalha, de 52 anos de idade, nasceu a 1 de Janeiro de 1958, no vizinho Malawi, tendo crescido em Angónia, na província de Tete, terra natal da sua falecida mãe. O seu pai, também já falecido, nasceu em Báruè, na província de Manica.

Ele contraiu a cegueira em 1994, o ano em que Moçambique realizou as primeiras eleições presidenciais e legislativas, daí que seja uma referência para o cidadão Feliz. O nome Feliz foi-lhe atribuído por ter nascido no primeiro dia do ano. É nesta data em que as pessoas se saudam pelo novo ano.

“Tenho o coração no lugar, pois não me dói nada” — disse Feliz Toalha, quando lhe perguntamos se não sentia algo anormal por ser o segundo marido da sua primeira esposa.  Segundo afirmou, quando Micaela Zangatupe abordou-lhe sobre o caso, não negou, alegadamente porque “é a vontade dela. Imagine se eu negasse, ela não continuaria com o mesmo homem”?

Contudo, reconheceu que na sua tradição nunca tinha ouvido falar de uma mulher juntar-se com dois maridos. “Mas se isso já aconteceu, nada posso fazer, visto que, como eu disse, é vontade da minha esposa, e porque eu também a amo, embora não conceba, não me vou separar dela, embora sejamos dois esposos dela aqui em casa” — frisou.

Para Feliz Toalha, basta haver harmonia entre os dois. Aliás, avisou que “se ele me provocar, com esta raiva que tenho por ser cego, eu vou morrer com ele”. Disse ainda que o único receio que tem é da sua segunda esposa não ser enganada pela sua tia, “porque não gostaria de ver ela também com um segundo marido”.

QUE DIZ JOÃO MAGUZA

João Maguza, que disse não conhecer a sua idade, mas aparentando andar na casa dos 55 anos, afirmou que “eu estou bem aqui em casa. Sei que Micaela é esposa do senhor Feliz, mas também é minha e não há problemas connosco”.

Maguza revelou ser natural da região de Chimbwe, no distrito de Mutarara, na província de Tete. Mutarara limita-se com Caia através do rio Zambeze. Reconheceu que “na minha tradição não há isso de uma mulher casar com mais de um marido... é primeira vez ver e ser eu próprio a aceitar conviver com uma mulher que tem o seu primeiro marido na mesma casa. Eu aceitei porque a amo muito”.

João Maguza tem permanecido uma semana ou mais com a poliandra e quando sai, vai à casa da sua primeira esposa. Afirmou que cumpre a escala que Micaela estabelece. “Não tenho como negar, porque amo muito  a ela” — explicou.

O nosso entrevistado garantiu que não entra na casa de alvenaria porque não lhe pertence, na medida em que foi construída para Feliz Toalha, por ser pessoa portadora da deficiência.

Outubro 08, 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

maria da conceição tavares - entrevista sensacional!

programação especial em comemoração ao dia da consciência negra

A União Negra Ituana (UNEI) realiza entre os dias 14 e 28 de novembro, uma programação especial em comemoração ao Dia da Consciência Negra (15 de novembro), em Itu. As atividades serão realizadas com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Itu e da prefeitura da cidade.

Programação

Dia 14 de novembro
Futebol com samba
Horário: a partir das 8h30
Local: Estádio Souza Lima

Dias 16 e 17 / 23 e 24 de novembro
Oficina de Hip Hop com o Grupo 13 Volts Sorocaba
Horário: das 16 às 18 horas
Local: Sede da UNEI

Dia 20 de novembro
Missa Afro Brasileiro
Horário: a partir das 19h30
Local: Igreja São Benedito

Dia 27 de novembro
Oficina com o diretor da bateria Harmonia e com o carnavalesco Fábio Borges da escola de samba Vila Maria de São Paulo
Local: sede da UNEI

Dia 27 de novembro
III Feira Afro e Apresentação de dança do Jongo Dito Ribeiro, de Campinas
Horário: a partir das 19 horas
Local: Quadra Esportiva “Antônio Aparecido dos Santos” – Bairro São Judas Tadeu

Dia 27 de novembro
III Feira Afro e Apresentação de bloco Afro Ilu Oba de Mim, de São Paulo
Horário: a partir das 17h30
Local: Quadra Esportiva “Antônio Aparecido dos Santos” – Bairro São Judas Tadeu

Dia 28 de novembro
III Feira Afro e Apresentação de dança Faces Ocultas, de Salto
Horário: a partir das 20 horas
Local: Quadra Esportiva “Antônio Aparecido dos Santos” – Bairro São Judas Tadeu

Dias 27 e 28 de novembro
Apresentação de grupos de samba, dança afro e capoeira da UNEI
Horário: a partir das 12 horas
Local: Quadra Esportiva “Antônio Aparecido dos Santos” – Bairro São Judas Tadeu

Nos dias 27 e 28 de novembro, também haverá barracas de alimentação, bebidas, artesanatos e materiais relacionados à saúde, cultura e educação, na Quadra Esportiva “Antônio Aparecido dos Santos”.

A UNEI está localizada na Avenida Isaías Prieto, 766, bairro São Judas Tadeu. Mais informações pelo telefone (11) 4024-0040 ou 96602684

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

governo de são paulo promove atividades culturais durante mês da consciência negra

Novembro é marcado por shows musicais, exposições, encontro de hip-hop e outras atrações, todas gratuitas. Entre os destaques, a participação de D.Ivone Lara e Toni Tornado na Praça da Sé, no dia 20.

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, pelo quarto ano consecutivo, promove atividades culturais dentro do Mês da Consciência Negra, na capital.
Além do show na Praça da Sé, no dia 20, com a presença de Arlindo Cruz, D. Ivone Lara e Oswaldinho da Cuíca e Funk como Le Gustaconvidando Toni TornadoLady Zú e Gerson King Combo.

No dia 27 de novembro, será aberta a exposição na capital – O que é Consciência Negra para Você?– junto com o IV Encontro Paulista de Hip Hop, no Memorial da América Latina. “Queríamos estimular a contribuição artística à compreensão da população brasileira sobre a questão da Consciência Negra. Através da subjetividade e a sensibilidade de cada um, encontramos novas formas de mostrar o que significa a data”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.

Por esta razão, a Secretaria de Estado da Cultura desenvolve, a cada ano, uma campanha em todo o Estado, que culmina com a programação do Mês da Consciência Negra. O tema de 2010, O que é Consciência Negra para Você?, teve como objetivo estimular gráficos, publicitários, artistas plásticos, estudantes e o público em geral a produzir cartazes.

“Depois de lembrar personalidades negras da nossa história, receber cartas sobre o racismo e o preconceito, e mostrar a influência negra na vida brasileira por meio de fotos, a campanha dá um passo à frente. Convidamos os participantes a descrever, com imagens e palavras, o que falamos desde 2007”, afirma o assessor para Gêneros e Etnias da Secretaria, Leandro Rosa, ao relembrar as edições anteriores da campanha.

O resultado da campanha, que recebeu mais de 1500 mil cartazes de maio a setembro deste ano, estará exposto a partir de 27 de novembro, no foyer do Auditório Simon Bolívar, do Memorial da América Latina. As 51 imagens escolhidas pelo júri e a mais votada pelo público pelo site estarão expostas no Memorial e farão parte de um catálogo, que será publicado em janeiro.

Show na Praça da Sé

No dia 20 de novembro, um palco montado na Praça da Sé recebe as comemorações do Dia da Consciência Negra. As festividades começam no interior da Catedral da Sé, com uma Missa Afro, às 10h.

Após a missa, às 12h, há apresentação do Encontro de Congadas, com cinco grupos de congadas e samba de bumbo do Estado - Congada de Santa Efigênia, Moçambique Capela Santa Cruz do Botujuru, Congada de São Benedito, Cia de Moçambique de São Benedito de São Paulo – Grupo Cambaia, Congada Batalhão Nossa Senhora Aparecida e Samba Lenço de Mauá.

Na seqüência, os apresentadores Max B.O e Mafalda Pequenino abrem o show de rap do evento e convidam ao palco a DJ Pathy de JesusEMICIDA e o DJ Meio Kilo.

Às 14h começa o show de MPB, apresentado por Chico César e banda. Na sequência, o público curte o som do DJ Théo Werneck.

A terceira parte do espetáculo é dedicada à música soul, e conta com a participação da banda Funk Como Le Gusta e dos artistas Toni Tornado, Lady Zú e Gerson King Combo. Para fechar a noite, a partir das 20h, Arlindo Cruz é acompanhado por D. Ivone Lara eOswaldinho da Cuica.


Dia da Consciência Negra

A data de 20 de novembro foi escolhida como o Dia da Consciência Negra por marcar a morte do maior líder da história dos negros no Brasil. Nesse dia, em 1695, Zumbi dos Palmares foi capturado por portugueses e morto após ter sido denunciado por um companheiro. Neste mesmo dia, o Quilombo dos Palmares, que chegou a abrigar mais de 30 mil negros, foi destruído. Em 2003, a lei 10.639, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu a data como parte do calendário escolar brasileiro e tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira. Na cidade de São Paulo, a lei nº 13.707, de 7 de janeiro de 2004, instituiu o feriado na capital.

Programação Dia da Consciência NegraGrande show na Praça da Sé – Centro
Dia 20 de novembro, das 12h às 22h
Grátis

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA SEC
Data: 12/11/2010

viva zumbi! 20 de novembro, dia nacional da consciência negra...

Dia Nacional da Consciência Negra



Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil



(20/11) Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.



O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.



Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.



Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.



O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.



Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.



Após caminhar cerca de 132 quilômetros , o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.



Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.



Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.



“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.



Fontes: Dpnet.com.br, O Dia On-Line, Feranet21.com.br



Artigo retirado do seguinte site:

domingo, 14 de novembro de 2010

audioteca sal e luz, divulguem por favor







AUDIOTECA SAL E LUZ
Divulguem por favor. 
Não precisam de dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO

Procure o site 
http://www.audioteca.org.br/catalogo.htm
e veja os nomes dos livros falados disponiveis.

Gente boa gente, esta missiva objetiva a divulgação do trabalho maravilhoso que é realizado na Audioteca Sal e Luz e corre o risco de acabar. A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros). Mas o que seria isto? São livros que alcançam cegos e deficientes visuais, (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada) de forma totalmente gratuita. Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.

E agora, você está se perguntando: O que eu tenho a ver com isso? É simples. Ajude divulgando. Se você conhece algum cego ou deficiente visual, fale desse trabalho. DIVULGUE! Para ter acesso ao acervo, basta se associar na sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125- Centro. RJ. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro.

A outra opção, foi uma alternativa que se criou face a dificuldade de locomoção dos deficientes. Eles podem solicitar o livro pelo telefone, escolhendo o título pelo site, e o mesmo segue enviado gratuitamente pelos Correios.

A maior preocupação reside no fato que, apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Faz-se necessario atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, se não ele irá se extinguir e os deficientes não poderão desfrutar da magia da leitura. Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros...

Ajudem, Divulguem!


CONTATO

Christiane Blume - Audioteca Sal e Luz
Rua Primeiro de Março, 125- 7o
Andar.Centro- RJ. CEP 20010-000
Fone:  (21) 2233-8007  (21) 2233-8007 

Horário de atendimento: 08:00 às 16:00 horas

INSISTINDO: a audioteca não precisa de dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO !!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

a peça "algo de negro" estréia em são paulo


Gente boa gente, convido a todos(as) para a estréia paulistana no dia 20/11 da peça "ALGO DE NEGRO" do Folias, da qual respondo pela direção musical. A estréia da peça será precedida por Roda de Samba com o Movimento Cultural PROJETO NOSSO SAMBA de Osasco. As informações detalhadas seguem abaixo.


20 de Novembro – Comemoração Dia da Consciência Negra no Galpão do Folias

O Galpão do Folias tem o prazer de convidar a todos para a comemoração do Dia da Consciência Negra em nossa sede no sábado, 20/11. A festa se iniciará as 14 hrs com uma roda de samba tradicional comandada pelo Projeto Nosso Samba de Osasco.

Em seguida, as 16 hrs, teremos a estréia em São Paulo do espetáculo de rua “Algo de Negro” (premiado pela Fundação Cultural Palmares).

A festa se encerra as 17 hrs com o bloco carnavalesco Filhos da Santa, que desfilará pelas ruas do bairro de Santa Cecília. Tragam amigos e família para comemorar com a gente!

14 hrs – Projeto Nosso Samba – Roda de samba tradicional

16 hrs – Algo de Negro – espetáculo Teatral de rua (estréia paulistana)

17 hrs – Bloco Filhos da Santa – Bloco de carnaval de Santa Cecília
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Galpão do Folias - Rua Ana Cintra 213 (ao lado do metrô santa Cecília) Tel. 3361-2233

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

fascismo, racismo e outros bichos

por Bruno Ribeiro
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Demétrio Magnoli é um sociólogo que ficou famoso por afirmar que não havia racismo no Brasil. Desde então vem ganhando a vida com palestras sobre o tema e com artigos que escreve para os jornais. Demétrio não é negro. E, por não ser negro, não pode sentir na pele o racismo. Não há, para ele, experiência empírica possível.
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É claro que o fato de ser branco não o desqualifica como intelectual dedicado à análise de questões raciais. Florestan Fernandes era branco e escreveu excelentes tratados sobre o racismo brasileiro como, por exemplo, O Negro no Mundo dos Brancos. O problema de Demétrio é um só: estar à serviço de uma visão de mundo conservadora, que enxerga no debate sobre o racismo uma tentativa de subverter a ordem estabelecida. (leia na íntegra)

porque um juiz tem que ouvir as duas partes!

Seu Zé, mineirinho, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal. No tribunal, o advogado do réu começou
a inquirir seu Zé: 
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 - O Senhor não disse na hora do acidente
'Estou ótimo'?

E seu Zé responde: 

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 - Bão, vô ti contá o que aconteceu. Eu tinha acabado di colocá minha mula favorita na caminhonete...
 
- Eu não pedi detalhes!
- interrompeu o advogado.
- Só responda à pergunta: O Senhor não disse na cena do acidente: 'Estou ótimo'?

 
- Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia...


O advogado interrompe novamente e diz: 

 
- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta.


Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu Zé
e disse ao advogado: 
 
- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.


Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu: 

 
- Como eu tava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a Rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na minha Caminhonete bem du lado. Eu fui lançado fora do carro prum lado da rodovia e a mula foi lançada pro outro lado. Eu tava muito ferido e não podia me movê. Mais eu podia ouvir a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio, percebi que o estado dela era muito feio. Em seguida o patrulheiro rodoviário chegou. Ele ouviu a mula gritano e zurrano e foi até onde ela tava. Depois de dá uma oiada nela, ele pegou o revorve e atirou 3 vezes bem no meio dos ôio dela. Depois ele travessô a estrada com a arma na mão,
oiô para mim e disse: - Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. E, como o senhor está se sentindo? - Aí eu pensei bem e falei: ... Tô ótimo!!!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

homenagem a martinho josé ferreira... aquele, lá da vila!

No tempo em que Martinho não era da Vila...
Era da Boca do Mato.


Martinho José Ferreira
Nascido em 12 de Fevereiro de 1938. Duas Barras
Filho de Lavradores da Fazenda do Cedro Grande.
Torcedor do Vasco da Gama.
Desde 2005 é filiado ao Partido Comunista do Brasil - PCdoB.

Foi criado no local denominado Serra dos Pretos Forros, perto da sede da escola de Samba Aprendizes da Boca do Mato, na qual ingressou aos 13 anos.

Sua primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do Senai.


Em 1956 aos 18 anos entrou para o Exército. Enquanto servia o exército cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador. Profissões que abandonou em 1970 quando deu baixa.

Fonte: Sérgio Cabral - História das Escolas de Samba


Homenagem ao MARTINHO DA VILA

Data: Domingo dia 21 de Novembro de 2010.
Horário: 13:00h
Entrada: Franca
Local: Clube do CASSASP - Santana. (salão da lanchonete).
Endereço: Rua Tenente Rocha, 387 - Santana.
Roda de Samba: Ficará por conta do Samba do Olaria / @migos do samba.com e convidados.

Realização: @migos do samba.com
Informações e Organização:

Cris: 7404-1431
Marquinhos Professor: 8297-7372
Luciene: 7291-9557
Virginia: 9552-1837
Vanessa: 6419-6519
Billy: 8287-4767
André (Piruca): 9605-7713
Rica: 9909-1837
Careca

Dicas para quem for de ônibus:

Ponto de referência: Começo da Rua Heliodora e esta rua Heliodora fica na altura do nº do 2040 da Av. Brás Leme - Santana.)

Para quem for de ônibus: Em Santana caminhar até a Rua Duarte de Azevedo, 73 e pegar o ônibus 172L-10 Hospital das Clínicas. E descer na altura do 2079 da Brás Leme. O Cassasp fica pro lado debaixo da Brás Leme.

voto dos nordestinos e preconceito da elite ('massa cheirosa')...

Esta postagem composta de artigo e video indignados com a manifestação fascista da elite, paulista (principalmente), só faz corroborar aquilo que afirmo desde há muito, a saber: São  Paulo, cidade e estado, mas sobretudo a cidade tida e havida como megalópole, cosmopolita, etc. é o que temos de mais retrógrado, arcáico, provinciano (no sentido menor) nas terras tupiniquins. E sonho com o dia em que o povão que aqui habita, composto de retirantes, migrantes, em grande parte nortistas e nordestinos resolvam acabar com a hegemonia da representação direitista nas instituições dos poderes executivos e legislativos... Seria já um ótimo começo! 

Vídeo em 'homenagem' à 'massa cheirosa' do país!




Voto dos nordestinos e preconceito da elite

Por Altamiro Borges


A elite brasileira realmente é asquerosa. Ela esbanja preconceitos - de gênero, étnico e, principalmente, de classe. Uma camada que "se acha" pertencente à elite burguesa - a classe "mérdia", que come mortadela, mas arrota caviar - ainda esbanja burrice. Parece que nem sabe fazer conta de somar. É preguiçosa e tacanha.

A partir do histórico resultado das eleições de domingo, alguns fascistas recalcados passaram a usar a internet para atacar o "voto dos nordestinos". Através das redes sociais, em especial do twitter, os frustrados com a derrota do candidato da elite, o demotucano José Serra, eles destilam ódio de classe e pregam o separatismo.
"Mate um nordestino afogado"

Para os novos fascistinhas, a vitória de Dilma Rousseff foi "culpa dos nordestinos". O ataque é tão violento que resultou na criação da hashtag #nordestisto, que ganhou os Trending Topics do Twitter e ficou no topo da lista de assuntos mais comentados durante toda a manhã desta segunda-feira.

A expressão “nordestisto” parece ter origem na mensagem de um internauta paulista, que pregou a violência contra os nordestinos que migraram para São Paulo. Ele rosnou: “Nordestisto não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!“.
O covarde agora é "inexistente"

Diante do risco da abertura de um processo criminal por preconceito, a conta do covarde foi apagada e agora aparece como “inexistente” no Twitter. Perfis do mesmo usuário em outras redes sociais também foram bloqueados para acessos de pessoas que não fizessem parte de sua rede direta de "amigos".

Sua mensagem, porém, estimulou os piores instintos. Vários tweets com a hashtag #nordestisto reforçaram o ódio. Um deles esbravejou: "Só nordestinos fdp pra vota na Dilma! Nordestino num serve pra nada de util. Vem pra SP enche o saco e vota na merDilma". Outro rosnou: "Nodestisto. Porque nao criam um país próprio pra eles? Assim poderão eleger o bandido que quiserem".
Fascistas não sabem contar

A baixaria fascista gerou rápida resposta na internet. Muitos nordestinos reagiram indignados. "O Brasil nasceu aqui e tenho orgulho de ser nordestina", afirmou uma internauta. Outro lamentou: "Cada gota de ódio destilada na tag #nordestisto só faz aumentar o orgulho de ser o que sou. Tenho pena de vocês". A reação não se deu apenas no Nordeste. Paulistas civilizados também rechaçaram o ódio racista.

Rápida leitura no mapa da pleito prova que os fascistinhas, além de preconceituosos, são burrros. Dilma Rousseff não ganhou apenas por causa dos votos do Nordeste. Os nordestinos apenas aumentaram a vantagem que a futura presidente obteve no resto do País. Considerando o Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, ela somou 1.873.507 votos a mais do que o tucano José Serra. Dilma venceria sem os votos do Nordeste.

Mesmo no Sudeste, que a elite racista pensa ser dona, a petista teve 1.630.614 de votos a mais do que o demotucano. Embora Serra tenha obtido 1.846.036 de votos a mais em São Paulo, ele perdeu no segundo e no terceiro maiores colégios eleitorais do país, Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente com saldo negativo de 1.797.831 e 1.710.186.