sábado, 29 de maio de 2010

samba & futebol: você vai assistir a copa com a gente uesp/unegro


A UNEGRO e a UESP CONVOCA a TOD@S para assistir os jogos da Seleção Brasileira e das Seleções Africanas na COPA 2010.

Estas atividades fazem parte do plano de ações conjunta entre as entidades na busca por parcerias estratégicas com organizações civis e governamentais que se empenham na preservação e desenvolvimento da cultura negra e luta contra o racismo. Acreditamos que atividades simples como esta possam contribuir na promoção de um maior conhecimento, respeito e valorização desta cultura, além de um espaço social retro-alimentadores de nossas tradições africanas e de resgate de nossa identidade.

As atividades serão realizadas durante toda a primeira fase (TABELA ANEXO) e de acordo com os resultados acompanharemos juntos as oitavas-de-final, quartas-de-final, seminal-final e a grande final. Sendo assim, informo que reservamos o espaço de cada um dos Senhoras e Senhores junto a nossa torcida para o jogo de abertura da Copa (África do Sul x México), dia 11 de junho – sexta-feira - ás 10h30, em nossa sede, Rua Rui Barbosa, 588, Bela Vista – São Paulo/SP - SEDE DA UESP.

Durante e após transmissão dos jogos, com dois super telões de alta definição, teremos a nossa tradicional roda de samba, atividades culturais, bar com bebidas e comidas típicas, sorteio de brindes (camisetas, bonés e outros) e bolão entre os participantes.

Caso haja necessidade de maiores informações sobre o evento, peço-lhe que contate diretamente com Secretaria, que responderá pelo detalhamento das atividades, através do Telefone 11 31713713 pelo E mail: assessoriapresidencia@uesp.com.br.

A ENTRADA É FRANCA E O SAMBA É DE PRIMEIRÍSSIMA QUALIDADE.... E PARA A TORCIDA FICAR BELÍSSIMA É GRANDE, E COM TODO AXÉ CONTAMOS COM VOCÊ.

Coordenação UNEGRO

Coordenação UESP

Rebele-se
contra o racismo !!!!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

'rebola' leva futebol para os palcos em ano de copa do mundo


Espetáculo será exibido, dias 29/5 e 12/6, na Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima

É ano de copa do mundo, quando o futebol ganha lugar ainda mais especial no coração de todos os brasileiros. É na esteira desse movimento que chega o espetáculo Rebola. A peça terá duas exibições: dia 29 de maio e 12 de junho, às 18h30, na Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima.

O monólogo fala antes de mais nada sobre a paixão dos brasileiros pelo esporte, mas também mergulha nos estereótipos, nos desafios e nos preconceitos que ainda faltam ser superados pelo país da bola. O título, Rebola, também faz menção ao samba e carnaval, embalado pela idéia de que seja no carnaval, no samba, ou no futebol, todo brasileiro é destinado a rebolar.

A peça busca inspiração em conto de Marcelino Freire em que uma menina africana viaja escondida no porão de um navio na esperança de se tornar jogadora de futebol no Brasil. A idéia de adaptar o texto para peça surgiu por meio de uma conversa do escritor com a atriz Olívia Araújo, que logo quis levar o texto aos palcos. A idéia de ter Gabriel Pinheiro como diretor partiu do próprio Freire.

Não é a primeira vez que o escritor tem um conto seu adaptado para o teatro. Os premiados Angu de Sangue, dirigido por Marcondes Lima e o Hospital da Gente, dirigido por Mário Pazini, são exemplos de peças adaptadas a partir de textos do pernambucano.

A atriz Olívia Araújo já participou de trabalhos na TV Globo tais como Ciranda de Pedra, Antônia e Som e Fúria, além de atuações em peças e filmes importantes como Brasil Outros 500, de Millôr Fernandes e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles. Já o diretor Gabriel Pinheiro realizou importantes montagens como cenógrafo, a exemplo de A frente fria que a chuva traz e Chapa quente, ambos indicados ao Prêmio Shell.

Serviço: Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima. Av. Henrique Schaumann, 777 - Pinheiros. Zona Oeste. Tel. 3082-5023. Dias 29 de maio e 12 de junho, 18h30. Grátis


Fonte: Rodapé de  impressão

quarta-feira, 26 de maio de 2010

festa camisa verde e branco - sábado 29/05/10

crise masculina...

Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo olhei para minha esposa e disse:

- Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em preto e branco de 14 polegadas. Mas, todas as noites, eu dormia com uma mulher de 25 anos.

E continuei: - Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super King Size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.

Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:

- Sem problemas. Saia de casa e ache uma mulher de 25 anos de idade que queira ficar com você. E se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.

Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais!

E PRA COMPLETAR... - Querida, me responda, onde está aquela mulher linda e gostosa com quem eu me casei? A mulher responde, sem levantar os olhos do que estava fazendo:

- Querido! Você a comeu. Olhe bem o tamanho de sua barriga!



samba do olaria convida wilson moreira


O grupo da Zona Leste de São Paulo, formado a partir de um bate-papo de amigos e instrumentistas sobre a autenticidade do samba, realiza encontros sem hora para acabar, sempre em formato de samba de mesa e com convidados especiais. Para esse encontro, convidam o mestre Wilson Moreira, grande compositor carioca vindo de uma família tradicional de tocadores e dançadores de jongo e caxambu, importantes ritmos de matriz africana e afrobrasileira. Área de Convivência.

Grátis

Dia(s) 29/05 Sábado, às 12h.

SESC Ipiranga

Compareçam!

Rica do Olaria

quilombhoje qual áfrica?

QUAL ÁFRICA?

25 de maio, dia da África. Não é à toa que a África é chamada de terra-mãe. A humanidade nasceu em seu ventre. Mas isso foi há tanto tempo que as pessoas nem se dão conta disso. Mais inaceitável é o povo brasileiro esquecer sua afrodescendência, afinal a África está muito presente em nosso país.

Mas a maioria de nosso povo não só não pára pra pensar que descende de africanos, como fica espantada quando tal fato é lembrado. Experimente dizer a alguém que você é descendente de africanos e prepare-se para receber um olhar de estranheza ou dúvida da outra pessoa. Afinal, nas escolas fala-se de "nossos avós" portugueses, nossos avós italianos, espanhóis, japoneses... Poucos falam dos nossos avós africanos, e a minoria fala disso sem demonstrar ignorância.

Mas com a Copa do Mundo a África está em evidência na mídia, com visões que mostram tanto uma simpatia pelas cores vibrantes e pela alegria, musicalidade e força do povo africano quanto preconceito por suas mazelas. Quem sabe é o momento de olhar para nossa mãe e redescobri-la?

Aqui, somos brasileiros de origem africana, ainda marginalizados, expostos à violência. (Quem nos protege da polícia, por exemplo?) A nossa África mítica, guardada carinhosamente em nosso inconsciente coletivo, que se expressa em nosso jeito de ser, essa África que é patrimônio único nosso, contrasta com a África atual, que precisamos (re)conhecer.

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25 DE MAIO

A data de 25 de maio faz referência à criação da Organização da Unidade Africana, que ocorreu em 1963, na Etiópia. Nesse ano reuniram-se, de 22 a 25 de maio, 32 países africanos independentes para traçar uma estratégia de unidade do continente. Em 1972, a Organização das Nações Unidas instituiu o 25 de maio como Dia da Libertação Africana e em 2002, em Durban, África do Sul, 53 países instituíram a União Africana (UA).

A África é um continente com aproximadamente 30,27 milhões de quilômetros quadrados de terra. Ao norte é banhado pelo Mar Mediterrâneo, ao leste pelas águas do oceano Índico e a oeste pelo oceano Atlântico. O Sul do continente africano é banhado pelo encontro das águas desses dois oceanos.

É o segundo continente mais populoso do Mundo (depois da Ásia), com aproximadamente 800 milhões de habitantes.

É basicamente agrário, pois cerca de 63% da população habita no meio rural, enquanto somente 37% mora em cidades.

O principal bloco econômico é a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), formada por 14 países, dentre os quais Angola e África do Sul.

O continente foi subdesenvolvido pelas seguidas dominações europeias que ocorreram, tendo sido drenadas de suas terras não só a riqueza de seu solo e subsolo, mas um grande contingente humano.

Os africanos e seus descendentes dispersos pelo mundo formam a diáspora negra e são responsáveis, consciente ou inconscientemente, pela perpetuação da cultura, de hábitos e modos de vida herdados de civilizações ancestrais (como a ideia de energia vital, o axé, e a celebração da vida por meio dos ritmos e danças). A África é o continente onde a vida se originou e ali floresceram fantásticas civilizações, como a egípcia, os impérios do Mali, de Gana; a Etiópia, um dos Estados mais antigos do mundo e onde pode ter surgido a espécie Homo sapiens.

A tradição oral africana (que tem nos griots, contadores de histórias, seu símbolo) não impediu que florescesse uma literatura que teve, inclusive, importante papel nas guerras de libertação africana das décadas de 60 e 70. Em termos de língua portuguesa, por exemplo, há a a obra de Agostinho Neto, Pepetela, Jorge Macedo, José Craveirinha, entre outros. Segue um poema de um dos mais importantes escritores de Angola, Jorge Macedo:

POEMA DE AMOR

Adoro-te, África semente,
amor profundo,
nobre fruto do meu eu vivente.

Adoro a calidez das tuas tranças,
manta preta do meu primeiro calafrio.

E o dorso largo em que dormi o sono infantil
e acordei já homem feito.

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Aproveitamos para divulgar um espetáculo com a atriz Débora Almeida, uma das autoras do Cadernos Negros 32:

SETE VENTOS

baseado em depoimentos de mulheres negras e em Iansã

Até 07 de junho
sextas, sábados e segundas às 20h
Teatro Sede da Cia. dos Atores
Rua Manoel Carneiro, 10 / 12 - Lapa - Tel.: (21) 2242-4176
Rio de Janeiro/RJ

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E repassamos aqui a informação sobre um evento bem interessante:

3º TRANÇANDO ARTE

13 de Junho de 2010
das 13h às 21h

Em Várzea Paulista
Espaço Cidadania
Av. Ipiranga, 151 - centro


DAS 13HORAS ÁS 15HORAS

SIMPÓSIO

Visite Aruanda Mundi em: http://aruandamundi.ning.com/

um pouco do que se produz em terras alagoanas...


Coletivo AfroCaeté

www.myspace.com/coletivoafrocaete

www.coletivoafrocaete.blogspot.com

“Somos da Terra de Alagoas...” Geografia onde há mais de cinco séculos serve de palco para a dança da mistura étnica dos povos indígenas com os negros africanos, estes, transplantados de suas nações, vieram ombro a ombro com o colonizador europeu, trazendo consigo a raiva contida e a cultura ancestral. Somos herdeiros dos gritos ecoados, sob a baioneta do opressor, no quilombo dos palmares, dos dizimados índios caetés e de centenas de outras etnias. Pairam em nossas cabeças o sentimento de justiça para com os terreiros quebrados em 1912, silenciando nossos maracatus, afoxés e capoeiras durante décadas. Nossos marcos de origem sinalizam aquilo que somos. Nossa compreensão e nossos sentidos norteiam aquilo que queremos ser. Traduzimos em nosso batuque as reminiscências ancestrais do além mar. Reafirmamos nossa “alagoanidade” perpassando pelas culturas populares, guardiã e hospedeira das tradições, articulados com as atuais manifestações estéticas urbanas. Guerrilheiros Culturais. Nossa trincheira é a valorização e reprodução dos ritmos alagoanos e nosso patrimônio cultural, empunhando gonguês, alfaias, agogôs, xequerês e caixas de guerra, Coletivo Afro-Caeté tem como objetivo principal a valorização, reprodução e difusão das riquezas musicais de nosso estado. Articular em conjuntos com os demais setores artísticos e sociais ações e estratégias que exaltem o sentimento de pertencimento de nossos conterrâneos, voltando o olhar para nossas referências.

Esta luta também é sua. Somos nordestinos, somos alagoanos, somos AfroCaeté!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

mídia médio cre...

DO BLOG DO PAULO HENRIQUE AMORIM :

Republicamos o editorial de Mino Carta, na Carta Capital que chega hoje às bancas.

É uma sugestão do amigo navegante Sergio Soares Tomazzini, que disse: “se o Lafer tirou os sapatos, imagina o que o FHC tirou”.

Diz o Mino:

Os interesses dos impérios e os nossos

Ao ler os jornalões na manhã de segunda 17, dos editoriais aos textos ditos jornalísticos, sem omitir as colunas, sobretudo as de O Globo, me atrevi a perguntar aos meus perplexos botões se Lula não seria um agente, ocidental e duplo, a serviço do Irã. Limitaram-se a responder soturnamente com uma frase de Raymundo Faoro: “A elite brasileira é entreguista”.

Entendi a mensagem. A elite brasileira aceita com impávida resignação o papel reservado ao País há quase um século, de súdito do Império. Antes, foi de outros. Súdito por séculos, embora graúdo por causa de suas dimensões e infindas potencialidades, destacado dentro do quintal latino-americano. Mas subordinado, sempre e sempre, às vontades do mais forte.

Para citar eventos recentíssimos, me vem à mente a foto de Fernando Henrique Cardoso, postado dois degraus abaixo de Bill Clinton, que lhe apoia as mãos enormes sobre os ombros, em sinal de tolerante proteção e imponência inescapável. O americano sorri, condescendente. O brasileiro gargalha. O presidente que atrelou o Brasil ao mando neoliberal e o quebrou três vezes revela um misto de lisonja e encantamento servil. A alegria de ser notado. Admitido no clube dos senhores, por um escasso instante.

Não pretendo aqui celebrar o êxito da missão de Lula e Erdogan. Sei apenas que em país nenhum do mundo democrático um presidente disposto a buscar o caminho da paz não contaria, ao menos, com o respeito da mídia. Aqui não. Em perfeita sintonia, o jornalismo pátrio enxerga no presidente da República, um ex-metalúrgico que ousou demais, o surfista do exibicionismo, o devoto da autopromoção a beirar o ridículo. Falamos, porém, é do chefe do Estado e do governo do Brasil. Do nosso país. E a esperança da mídia é que se enrede em equívocos e desatinos.

Não há entidade, instituição, setor, capaz de representar de forma mais eficaz a elite brasileira do que a nossa mídia. Desta nata, creme do creme, ela é, de resto, o rosto explícito. E a elite brasileira fica a cada dia mais anacrônica, como a Igreja do papa Ratzinger. Recusa-se a entender que o tempo passa, ou melhor, galopa. Tudo muda, ainda que nem sempre a galope. No entanto, o partido da mídia nativa insiste nos vezos de antanho, e se arma, compacto, diante daquilo que considera risco comum. Agora, contra a continuidade de Lula por meio de Dilma.

Imaginemos o que teriam estampado os jornalões se na manhã da segunda 17, em lugar de Lula, o presidente FHC tivesse passado por Teerã? Ele, ou, se quiserem, uma neoudenista qualquer? Verifiquem os leitores as reações midiáticas à fala de Marta Suplicy a respeito de Fernando Gabeira, um dos sequestradores do embaixador dos Estados Unidos em 1969. Disse a ex-prefeita de São Paulo: por que só falam da “ex-guerrilheira” Dilma, e não dele, o sequestrador?

A pergunta é cabível, conquanto Gabeira tenha se bandeado para o outro lado enquanto Dilma está longe de se envergonhar do seu passado de resistência à ditadura, disposta a aderir a uma luta armada da qual, de fato, nunca participou ao vivo. Nada disso impede que a chamem de guerrilheira, quando não terrorista. Quanto a Gabeira, Marta não teria lhe atribuído o papel exato que de fato desempenhou, mas no sequestro esteve tão envolvido a ponto de alugar o apartamento onde o sequestrado ficaria aprisionado. E com os demais implicados foi desterrado pela ditadura.

Por que não catalogá-lo, como se faz com Dilma? Ocorre que o candidato ao governo do Rio de Janeiro perpetrou outra adesão. Ficou na oposição a Lula, primeiro alvo antes de sua candidata. Cabe outro pensamento: em qual país do mundo democrático a mídia se afinaria em torno de uma posição única ao atirar contra um único alvo? Só no Brasil, onde os profissionais do jornalismo chamam os patrões de colegas.

Até que ponto o fenômeno atual repete outros tantos do passado, ou, quem sabe, acrescenta uma pedra à construção do monumento? A verificar, no decorrer do período. Vale, contudo, anotar o comportamento dos jornalões em relação às pesquisas eleitorais. Os números do Vox Populi e da Sensus, a exibirem, na melhor das hipóteses para os neoudenistas, um empate técnico entre candidatos, somem das manchetes para ganhar algum modesto recanto das páginas internas.

Recôndito espaço. Ao mesmo tempo Lula, pela enésima vez, é condenado sem apelação ao praticar uma política exterior independente em relação aos interesses do Império. Recomenda-se cuidado: a apelação vitoriosa ameaça vir das urnas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

em defesa dos quilombolas do brasil

Peço que vocês leiam o texto abaixo (veja o link) e veja se concorda, então é só assinar on line. Já são mais de 3.000 pessoas até agora.

O texto da petição é do Boaventura de Souza Santos e está em:

http://www.petitiononline.com/quilombo/petition.html

Por favor, divulgue o mais amplamente possível!!!

Axé!

Beto da UNEGRO
Mendes da UNEGRO

Rebele-se contra o racismo!!!!

manifesto elaborado por boaventura de souza santos em favor dos quilombolas encaminhado aos ministros do stf.

To: Ministros do STF


Está para ser julgada no Supremo Tribunal Federal brasileiro a Ação Direta de Inconstitucionalidade 3239, de relatoria do Ministro Cezar Peluso. Nessa ação, proposta em 2004 pelo antigo partido da Frente Liberal(PFL), atualmente denominado como Democratas (DEM), questiona-se o conteúdo do Decreto Federal 4887/2003 que regula a atuação da administração pública para efetivação do direito territorial étnico das comunidades de remanescentes de quilombo no Brasil.


Dados os desafios que o tema põe aos avanços no domínio do aprofundamento da democracia e da justiça histórica que a sociedade brasileira experimentou na última década, tomei a iniciativa de submeter à consideração pública esta abaixo-assinado a enviar a Sua Excelência o Presidente do STF.


Boaventura de Sousa Santos


Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Distinguished Legal Scholar da Universidade de Wisconsin-Madison

Global Legal Scholar da Universidade de Warwick


Diante das polêmicas relativas às demarcações de territórios quilombolas, imputando às comunidades negras inúmeras “falsidades” e aos antropólogos “oportunismo”, e pondo em questionamento as políticas públicas de reconhecimento de direitos constitucionais, às vésperas de julgamento da questão pelo Supremo Tribunal Federal ( STF), os abaixo assinados vêm declarar o seguinte:


1. A Constituição de 1988 afirmou o compromisso com a diversidade étnico-cultural do país, com a preservação da memória e do patrimônio dos “diferentes grupos formadores da sociedade” e reconheceu a propriedade definitiva dos “remanescentes de comunidades de quilombos” às terras que ocupam.


2. Ao Estado competiria emitir os respectivos títulos relativamente a tais terras. Não se criavam condições constitucionais para efetivação de tal direito, exceto a opressão histórica advinda do processo de escravidão e a posse de tais terras.


3. A primeira regulamentação somente veio a ocorrer em 2001, quase treze anos pós-Constituição, exigindo, no entanto, a comprovação da ocupação desde 1888 para garantia do direito. Seria, em realidade, estabelecer condições mais rigorosas para a aquisição de propriedade definitiva que aquelas estabelecidas para usucapião. Quis, também, congelar o conceito de quilombo no regulamento de 1740, norma evidentemente repressiva do período colonial. Um evidente contrassenso e uma afronta ao reconhecimento de um direito constitucional. Não à toa o decreto não se manteve, por inconstitucionalidade flagrante.


4. A nova regulamentação, agora atacada por ação de inconstitucionalidade, veio em 2003, tendo como parâmetros instrumentos internacionais de direitos humanos, que preveem, dentre outras coisas, a auto-definição das comunidades e a necessidade de respeito de suas condições de reprodução histórica, social e cultural e de seus modos de vida característicos num determinado lugar. Os antropólogos, portanto, não inventaram realidades: captaram uma realidade já existente, normatizada internacionalmente e com vistas a assegurar direitos fundamentais. Uma audiência pública para maiores esclarecimentos, tal como ocorreu nas ações afirmativas, células-tronco e anencefalia, seria importantíssima.


5. Ficou estabelecido, como forma de defesa da comunidade contra a especulação imobiliária e os interesses econômicos, que tais terras fossem de propriedade coletiva ( como sempre o tinham sido, historicamente) e inalienáveis. Esta condição de “terras fora de comércio”, aliada ao grau de preservação ambiental, é que explica, em parte, a cobiça de mineradoras, empresas de celulose e grandes empreendimentos.


6. Este longo processo de construção jurídica e sócio-antropológica é emblemático dos desafios postos pela Constituição de 1988: o combate ao racismo, a prevalência dos direitos humanos, o reconhecimento da diversidade sócio-cultural como valor fundante do “processo civilizatório nacional” e da própria unidade nacional, a função socioambiental da propriedade , com distintas formas de manejo sustentável dos territórios pelas variadas comunidades culturais existentes no país.


7. Uma inflexão na jurisprudência do STF de respeito ao pluralismo e aos direitos humanos pode implicar a revisão de políticas de reconhecimento com vistas a uma “sociedade livre, justa e solidária”, o acirramento da discriminação anti-negros e a conflagração de novos conflitos fundiários, num país com histórica concentração de terras em poucas mãos. Tudo a gerar descrédito das minorias no reconhecimento estatal e insegurança no próprio exercício de seus direitos fundamentais.


8. A Corte Interamericana vem reconhecendo a propriedade para as comunidades negras, tendo em vista a Convenção Americana, e a OIT entendeu-lhes aplicável a Convenção nº 169 e a importância da relação com as terras que ocupam ou utilizam para sua cultura e valores espirituais. O Brasil firmou os dois tratados, e a comunidade internacional espera que sejam cumpridos. O momento é, pois, de apreensão, vigilância e também de confiança de que o compromisso, constante da Constituição de 1988, de prevalência dos direitos humanos, seja reafirmado de forma veemente para estas comunidades, que vem sofrendo, historicamente, um grande processo de exclusão.


Boaventura de Sousa Santos


quem tema as mulheres? simpósio internacional

O Instituto Cervantes apresenta seu simpósio internacional "Quem teme as mulheres?", com a curadoria de Guita Grin Debert. As palestras/encontros acontecerão ao longo do mês de junho, nas terças-feiras, das 19h às 21h, sempre no Espaço Cultural do Instituto, Av. Paulista, 2439.

As últimas décadas foram marcadas por mudanças radicais na experiência das mulheres vivendo em diferentes contextos e condições. Quais são os significados destas transformações? Que tipos de reações elas provocam na nossa sociedade? Como redefinem os imperativos de masculino e de feminino?

O objetivo deste simpósio internacional é discutir essas questões, contrastando atitudes, situações e empreendimentos políticos, especialmente no contexto da cultura brasileira e da cultura hispânica. Transições, saltos ou abismos que se produziram em nossas sociedades nos últimos cem anos causando uma extraordinária redistribuição das funções sociais que tratamos de identificar e até analisar por meio de todos os suportes: cinema, vídeo, pensamento, literatura e artes visuais.

O simpósio faz parte do programa "Quem teme as mulheres?", que o Instituto Cervantes desenvolve durante o ano de 2010 dando continuidade ao que já foi oferecido, como a exposição Subjetivo Feminino, que apresentou fotografias de Cláudia Jaguaribe, Erica Bohm, Flávia Junqueira e Nicola Constantino. O MIS já apresentou o ciclo de cinema Mulheres a frente atrás das câmeras. Durante o simpósio o Espaço Cultural do Instituto Cervantes acolherá a exposição Um olhar caleidoscópico, de Rochelle Costi. Nesta exposição a artista explora, com humor e ironia, até mesmo sua própria identidade corporal, subvertendo os limites entre a obra de arte e o espaço da realidade cotidiana.

1/6 – As mulheres no mundo trabalho: vicissitudes na era da flexibilidade.

Judith Astelarra Bonomi. Socióloga, professora titular da Universidad Autonoma de Barcelona (Espanha).

Helena Hirata. Socióloga brasileira, diretora de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), pesquisadora visitante na UNICAMP e na USP.

Como vem sendo definida a relação entre vida profissional e vida familiar? Quais são as carreiras em que a presença da mulher é marcante? Pode-se dizer que há um feminização do mundo do trabalho? É possível identificar novas formas de segregação ocupacional? A comparação de contextos europeus, asiáticos e latino-americanos oferece um quadro instigante das transformações no sentido do trabalho e das carreiras ocupacionais para homens e mulheres de diferentes gerações no mundo contemporâneo.

8/6 – Masculinidade/feminilidade: maternidade, sexualidade e as novas etapas da vida adulta.

Dora Barrancos. Historiadora da Universidade de Buenos Aires, diretora do Instituto Interdisciplinario de Estudios de Gênero.

Márcia Tiburi. Filósofa da Universidade Mackenzie é colunista da Revista Cult e participante do programa Saia Justa do canal GNT.

Os avanços tecnológicos apontam a possibilidade da gravidez em idades cada vez mais avançadas, mas “gravidez na adolescência” se transformou num dos grandes problemas sociais. É, também, cada vez maior o número de filhos que mesmo em idade adulta continuam morando na casa dos pais. A imagem das mulheres de 40 anos não é mais a de seres condenados à passividade própria de quem inicia a marcha irreversível da velhice. Como essas mudanças no curso da vida criam novos mercados de consumo, redesenham a oferta de bens e serviços e redefinem masculinidades e feminilidades?

22/6 – Presença e sensibilidade da mulher na arte atual: literatura, artes plásticas e teatro.

Adelina Sánchez Espinosa. Crítica Literária da Universidad de Granada e coordenadora do GEMMA (Erasmus Mundus Master´s Degree in Women’s and Gender Studies).

Regina Silveira. Artista e docente da Escola de Comunicação e Arte (ECA) da Universidade de São Paulo.

Até o século XIX era rara a presença das mulheres no mundo das artes. Qual é o significado da presença cada vez mais ativa de mulheres nesse território? Seria o mercado das artes menos segregacionista do que outras esferas profissionais e, portanto, mais aberto à exposição de obras e a conquista da fama e do sucesso pelas mulheres? A representação artística do feminino pode ganhar contornos distintos nesse novo contexto? Em que medida as clivagens de gênero criam novas concepções sobre as mulheres, suas tarefas e seu destino?

29/6 – Gênero e sexualidade

Dolores Juliano. Antropóloga da Faculdade de Geografia e História da Universidad de BarcelonaLínea de investigación y cooperación con inmigrantes trabajadoras sexuales (2001). (1984-2001) e vice-presidente da LICIT,

Maria Filomena Gregori. Antropóloga da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), pesquisadora do Pagu-Núcleo de Estudos de Gênero da UNICAMP e do CNPq.

Prostituição e pornografia são temas em debate que dividem os diferentes movimentos e teorias feministas. As dimensões variadas do mercado e da demanda por sexo e sensualidade ganham significados distintos num contexto em que o tráfico internacional de pessoas tem ocupado um espaço cada vez maior nas agendas nacionais e internacionais. É possível falar numa sexualidade politicamente correta? Num contexto em que a indústria do sexo se amplia é importante saber quem são seus usuários e qual o caráter dos bens que estão sendo oferecidos.

Serviço:

Auditório do Instituto Cervantes

1º, 08, 22 e 29 de junho, das 19h às 21h

Entrada gratuita

Informações à Imprensa

Instituto Cervantes de São Paulo

Juliana Frutuoso

Tel: 3897-9609

E-mails: cultsao2@cervantes.es

convite para o hasteamento do mastro

Tema da Festa 2010:

“VIEMOS LEMBRAR, REZAR, CRIAR, AMAR E DANÇAR”

O mastro será hasteado no Largo do Rosário, em frente desta Igreja, no próximo dia 1º. de junho (terça-feira), às 18 horas. Na mesma ocasião, será plantada uma muda de árvore - PAU BRASIL – no sentido de incentivar o cultivo e a preservação da vida humana e da natureza.


O mastro, que também é chamado de bandeira de aviso, anuncia que a festa se aproxima. Ele aponta para o céu e o interliga com a terra: criador e criatura. O trajeto percorrido da mata até o local onde será levantado representa a força e a perseverança do povo. Quem levanta o mastro tem a obrigação de retirá-lo também (citação de Oliveira e Serro - Minas Gerais – colhida em texto de Regyna Santos na Internet: “Projeto Nosso Samba de Osasco”

Ao mastro são atribuídos vários significados, de acordo com as tradições européia, africana e dos índios brasileiros:

Na tradição européia, trazida pelos portugueses, o mastro é valorizado em sua parte externa, ele é:

- o elo entre o céu e a terra;

- representa a tomada de posse da terra (como fez Cabral, levantando uma cruz quando do descobrimento do Brasil);

- o espaço ocupado pelo mastro é consagrado e colocado sob a proteção dos padroeiros da festa;

- do céu, os santos intercedem por seus devotos que se encontram na terra.

Na tradição africana, o mastro é valorizado em sua parte inferior, debaixo do chão:

- uma vez que é da terra que nascem os alimentos, brota a água, fonte de vida. A terra é vista como mãe.

- “em seus cultos, os negros dançavam e cantavam ao redor das colunas de sustentação das senzalas como uma forma de se comunicarem com seus orixás”;

- a colocação dos pedidos e agradecimentos no pé do mastro simboliza a entrega destes no coração da mãe comum de todos, que é representada pela terra;

- na retirada do mastro, levado nos ombros dos cantadores, suas cantorias são tristes e emocionantes. Os versos falam de despedidas aos padroeiros, à capela onde foi realizada a festa, aos amigos dos quais vão se separar. Os mais velhos cantam como se não fossem voltar mais, pois acreditam que já estarão na eternidade, quando da realização da próxima festa.

Como parte da tradição indígena, “os personagens da festa deram duas voltas em torno dos mastros que representam a virilidade dos homens e a fertilidade das mulheres”.

Em nome da Comissão, fazem este convite os reis da Festa deste ano:

Rei: Antonio Oliveira Carneiro
Rainha: Olívia Ferraz Pereira

PAZ E BEM!

roda de samba - bula da cumbuca

veja só que matemática interessante:

Maio de 2009, numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a cidade parece deserta. Os habitantes, endividados e vivendo as custas de crédito. Por sorte chega um gringo rico e entra num pequeno hotel. O mesmo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver os quartos.

Enquanto o gringo vê os quartos, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro. Este, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo. O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida. O veterinário, com a nota em mãos, vai até ao bordel pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).

A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, as vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta. Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece mas diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.

Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e começa a ver o futuro com confiança!

Moral da história:

Quando o dinheiro circula, não há crise...

Realmente interessante e, penso, faz sentido!!

sábado, 15 de maio de 2010

butiquim do projeto nosso samba, neste domingo 16.05

Gente boa gente, neste domingo 16.05, a partir das 16h, tem...


- O Butiquim


A idéia do Butiquim é privilegiar o compositor, aprendendo letra e melodia da composição apresentada, sendo que esta será repetida diversas vezes somente com um leve acompanhamento, e com os demais instrumentos somente quando já estiver sendo cantada pelos presentes. A intenção é que todos acompanhem a música, principalmente cantando.



- As Composições


Para que tenhamos condições de aprender as composições apresentadas e dentro do tempo que dispomos, no máximo nove composições serão apresentadas, sendo estas escolhidas antecipadamente pela Comissão e com letra em folha ou caderno.



- Poemas/Poesias


Poderão ser apresentados poemas/poesias, sendo que haverá um tempo destinado a tais obras.



- Conversa com os compositores.


Haverá uma conversa com os compositores: sobre sua inspiração ou como desenvolveu suas técnicas de escrita ou melodia, assim como referências. Também conversaremos sobre a(s) composição(ões) apresentada(s), seu significado, pretensão etc.



- Compositores convidados.


Serão convidados para conversa e apresentação de alguns de seus sambas (não excedendo a três), compositores conhecidos, ou que já tenham trabalhos desenvolvidos neste sentido, no intuito de diversificarmos estilos, formas, bem como para que sirvam de inspiração para eventuais novos compositores, e para que possamos, ainda, aprender um pouco mais sobre a prática de compor.



- Desafio


Em determinadas rodas será feito um desafio aos compositores para apresentação de composições seguindo uma sinopse previamente fornecida, sendo determinado, além do tema da composição, também o tipo/estilo que ela deverá ser composta. As composições deverão ser entregues até uma data predefinida e farão parte do Butiquim seguinte.



Roda de 16/05:


- Serão apresentadas sete composições, mesclando algumas que já fizeram parte do PNS, com outras mais recentes;


- Conversaremos sobre Samba sincopado (formato, autores etc), sendo que serão apresentadas três composições, as quais estarão entre as sete, anteriormente descritas;


- Serão apresentadas poesias/poemas de presentes que tenham este interesse;


- Será lançado um desafio aos compositores para que apresentem para a próxima roda, um samba sincopado dentro de uma sinopse que será fornecida;


- Estará presente (a confirmar) o compositor Douglas Germano, também conhecido como “Cuca”, trazendo suas experiências e mostrando algumas de suas obras.


Local: Casa de Angola Av. Visconde de Nova Granada, 511 Bairo Km 18, Osasco

sexta-feira, 7 de maio de 2010

SIRILA GRIÔ




“Nosso espetáculo procura reinventar a essencialidade da RODA de história, onde virtudes passeiam pelas bocas dos presentes. Nela é onde poderemos conhecer um pouco mais de nós mesmos através da identificação com as histórias que são contadas e que, certamente, algumas já ouvimos.Retomar, da maneira mais simples e poética o feito de se Contar e ouvir uma boa história.” Cida Almeida, autora e diretora.

"Sirila Griô" estréia no Espaço dos Satyros Dois na próxima Sexta-feira, 7 de Maio de 2010, às 21h00. A peça com texto e direção de Cida Almeida traz Denise Guilherme para apresentação do monólogo, em curta temporada, que vai até 25 de Junho, com sessões sempre às Sextas-feiras.

Um contador de histórias, chamado Lamparina, traz em suas costas uma cadeira cheia de cacarecos, badulaques e tudo o mais que precisa para sobreviver. Onde quer que chegue, apeia seus trecos e destes faz surgir cenários para suas histórias. Mas vem especialmente contar a história de Sirila. Dona Sirila é nordestina, é negra, é conhecedora das artes das ervas, das plantas e da benzeção... e tem o pressentimento de que vai morrer. A partir daí surgem todos os motivos para Lamparina contar essa história recheada de outras histórias, interagindo com o público ora ele mesmo, ora como dona Sirila, ora como... bem, aí é preciso assistir para entender.

Informações sobre os espetáculos:
claestudio@gmail.com


Espalhe pros amigos, traga a família, chame os vizinhos!!!!
Esperamos vocês (e suas mães) lá!!!
Um abraço.
Clã