domingo, 28 de fevereiro de 2010

serra e o fim da era paulista na política

por Luis Nassif


Por que José Serra vacila tanto em anunciar-se candidato?

Para quem acompanha a política paulista com olhos de observador e tem contatos com aliados atuais e ex-aliados de Serra, a razão é simples.

Seu cálculo político era o seguinte: se perde as eleições para presidente, acaba sua carreira política; se se lança candidato a governador, mas o PSDB consegue emplacar o candidato a presidente, perde o partido para o aliado. Em qualquer hipótese, iria para o aposentadoria ou para segundo plano. Para ele só interessava uma das seguintes alternativas: ele presidente ou; ele governador e alguém do PT presidente. Ou o PSDB dava certo com ele; ou que explodisse, sem ele.

Esta foi a lógica que (des)orientou sua (in)decisão e que levou o partido a esse abraço de afogado. A ideia era enrolar até a convenção, lá analisar o que lhe fosse melhor.

De lá para cá, muita água rolou. Agora, as alternativas são as seguintes:

1. O xeque que recebeu de Aécio Neves (anunciando a saída da disputa para candidato a presidente) demoliu a estratégia inicial de Serra. Agora, se desiste da presidência e sai candidato a governador, leva a pecha de medroso e de sujeito que sacrificou o partido em nome de seus interesses pessoais.

2. Se sai candidato a presidente, no dia seguinte o serrismo acaba. (Artigo completo)


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

filhos de gandhy - documentário

O documentário Filhos de Gandhy de Lula Buarque de Hollanda, 2000, revela a origem e as histórias do bloco carnavalesco "Filhos de Gandhy" por meio das memórias de seus idealizadores. Os desfiles do grupo no Carnaval de 1999 e os festejos de seu cinqüentenário.

parte 01



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parte 13



parte 14

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

uma perda - faleceu o marcio advogado

por Cris (@migos do Samba.com)

Pois é gente, sábado a Fátima professora me deu uma triste notícia! Não acreditei no que ouvi. Que o Sr. Marcio Advogado, o Marcio (pois ele não gostava que o chamasse de senhor) havia falecido no Carnaval, vítima de um enfarte. Não sei ainda ao certo qual dia foi. Pois a mesma também não sabia. Mas parece que foi na terça-feira de caranaval e ele estava sozinho no Metrô.

Até agora custo acreditar. Ultimamente ele estava indo em todos os Sambas e Eventos. Era só mandar o e-mail ou dar um toque que lá estava ele. Também pudera Sagitariano como eu, também fazia aniversário no mesmo dia. 10 de Dezembro.

Nos últimos dias ele estava andando com uma bengala. Todos os dias passava no Bar do Japa (SEDE) da galeria boulevard, depois de suas aulas. Sempre sorrindo e mostrando felicidade ao nos encontrar e conversava sobre vários assuntos.

Saiu no Bloco dos Metroviários dia 12/02 e me chamou a atenção porque eu não iria até o final que seria no Sindicato tomar o Caldo dos Sobreviventes e uma Cerveja com ele. Eu dizia pra ele que eu estava cansada e com as pernas doendo e ele me respondeu: Vc está cansada? Cris, olha só a minha idade e ainda estou de bengala e aguento ir.

É Marcinho, você sempre disse que me admirava pela minha disposição de estar nas Rodas de Samba distantes da minha casa. Mas na verdade eu é que te admirava!!!

Sua Simpatia, seu sorriso ficará pra sempre guardado entre nós. Que Deus acolha sua família !!!

Descanse em Paz !!!

Um grande Beijo...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

rua do samba: seletiva de basquete de rua e desfile do cordão


Globetrotter Brasileiro: A CUFA produz o vídeo para você na RUA DO SAMBA !!!!

Se você gosta de basquete, é jogador profissional ou apenas um tremendo cara de pau, agora tem a oportunidade de se transformar num astro das quadras: é o concurso que vai escolher o novo Globetrotter Brasileiro.

E a CUFA e a RUA DO SAMBA PAULISTA vão lhe ajudar a realizar este sonho, produzindo o vídeo para você! Para participar, basta comparecer a uma das clínicas que realizaremos em todo o Brasil. Não precisa ser profissional, basta ter mais de 18 anos, preparar a sua apresentação de até um minuto (figurino, jogadas etc.) e aguardar a seleção dos vídeos.

Local: Boulevard São João /Centro, durante as atividades da Rua do Samba Paulista

Data:27/02/2010 - último sábado do mês

Horário: 14:00/17:00

Após a SELETIVA participe do DESFILE DO CORDÃO CARNAVALESCO DA RUA DO SAMBA.

É TUDO DE GRAÇA !!!!

Mais informações sobre regulamento acesse:

http://cufasp.blogspot.com/

http://www.liibra.com/2009/in.php?id=mat09_189

http://cufahgtbrasileiro.blogspot.com/

http://www.cufa.org.br/


Rebele-se
contra o racismo !!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

corpo do humorista arnaud rodrigues é enterrado em palmas

Da Redação, com informações do Jornal da Band

O corpo do humorista Arnaud Rodrigues, que morreu depois que o barco em que fazia um passeio com a família naufragou, foi enterrado em Palmas, no Tocantins, nesta quarta-feira. Milhares de fãs lotaram a Câmara Municipal de Palmas para se despedir do artista.

Arnoud e mais oito pessoas passeavam de barco no lago da usina hidrelétrica de Lajeado, na capital, quando a embarcação virou. A mulher e dois netos do humorista, que estavam com ele na hora do acidente, sobreviveram ao naufrágio.

A Marinha está investigando as causas do desastre e disse que vai se pronunciar quando concluir os trabalhos. Bombeiros de Tocantins passaram o dia procurando o piloto da embarcação, que ainda está desaparecido.

Humorista trabalhava no programa "A Praça é Nossa"

Antônio Arnoud Rodrigues, de 68 anos, era ator, cantor, compositor e humorista. Ficou famoso pelos papéis ao lado de Chico Anysio, nos anos 70, com o grupo Baiano e os Novos Caetanos. Nos últimos anos, trabalhou no programa "A Praça é Nossa".




Chico Anysio e Arnoud Rodrigues: Paulinho, Baiano e os Novos Caetanos - Rede Globo de TV

Fonte: http://www.band.com.br/entretenimento/gente/conteudo.asp?ID=266028

tuco & batalhão de sambistas no centro cultural

Gente boa gente,

O Camarada Tuco convida você para 2 shows de samba que acontecerão no final deste mês (fevereiro) no Centro Cultural São Paulo (Vergueiro). Segue abaixo os flyers.

É isso aí, abraços e... Saudações Sambísticas!!!



acusados de matar 111 presos vão a júri popular

Dezessete anos após invasão à Casa de Detenção, 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça rejeita os recursos dos 116 PMs envolvidos

Josmar Jozino


Depois de 17 anos, os 116 policiais militares acusados de envolvimento na morte de 111 presos da Casa de Detenção, no episódio conhecido internacionalmente como o "massacre do Carandiru", deverão ir a júri popular. A decisão unânime - três votos a zero - foi tomada ontem de manhã pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. (Saiba mais)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

martinho (josé ferreira) da vila

Com um pouco de atraso está aí a postagem, enviada pro email pela amiga Cris (@migos do Samba.com), em homenagem a Martinho José Ferreira, pela passagem de seu aniversário que se deu em 12.02.10, 72 anos.


Martinho José Ferreira (Duas Barras, 12 de fevereiro de 1938) é um músico brasileiro.

História

Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, veio para o Rio de Janeiro com apenas quatro anos. Quando se tornou conhecido, voltou a Duas Barras para ser homenageado pela prefeitura em uma festa, e descobriu que a fazenda onde havia nascido estava à venda. Não hesitou em comprá-la e hoje é o lugar que chama de "meu off-Rio". Cidadão carioca criado na Serra dos Pretos-Forros, a primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI. Mais tarde, enquanto servia o exército como Sargento Burocrata, cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador, profissões que abandonou em 1970, quando deu baixa para se tornar cantor profissional.

A carreira artística surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando concorreu com a música "Menina Moça". O sucesso veio no ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançando a canção "Casa de Bamba", um dos "clássicos" de Martinho .

O primeiro álbum, lançado em 1969, intitulado Martinho da Vila, já demonstrava a extensão de seu talento como compositor e músico, incluindo, além de "Casa de Bamba", obras-primas como "O Pequeno Burguês", "Quem é Do Mar Não Enjoa" e "Prá Que Dinheiro" entre outras menos populares como "Brasil Mulato", Amor Pra que Nasceu" e "Tom Maior".

Logo tornou-se um dos mais respeitados artistas brasileiros além de um dos maiores vendedores de disco no Brasil, sendo o segundo sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias com o CD Tá Delícia, Tá Gostoso lançado em 1995 (o primeiro foi Agepê, que em 1984 vendeu um milhão e meio de cópias com seu disco Mistura Brasileira). Destacam-se Zeca Pagodinho, SimoneCafé com leite, um tributo a Martinho da Vila, 1996) e Alcione como os maiores intérpretes. (Cd

Prêmios

Hoje, é impossível saber de cor todos os prêmios que ganhou. Toda essa história está no rico acervo na cidade natal, Duas Barras. Entre os títulos guardados com carinho estão os de Cidadão Carioca, Cidadão benemérito do estado do Rio de Janeiro, Comendador da República em grau de oficial e a Ordem do Mérito Cultural, pela contribuição à cultura brasileira. Na coleção de medalhas, guarda a Tiradentes, além da famosa Pedro Ernesto, e na carreira musical ganhou em 1991 o Prêmio Shell de Música Popular Brasileira.

Escola de samba

A dedicação à escola de samba do coração, Unidos de Vila Isabel, iniciou em 1965. Antes, participava da extinta Aprendizes da Boca do Mato. A história da Unidos de Vila Isabel se confunde com a de Martinho. Desde essa época, assina vários sambas-enredo da escola.

Também envolvido nos enredos da escola, criou o Kizomba A Festa da Raça que está entre os mais memoráveis da história dos desfiles, e garantiu para a Vila, em 1988, seu consagrado título de campeã no Grupo Especial.

Em 2009, ganhou o concurso de sambas da Vila Isabel mais uma vez. Em 2010 a escola falará sobre o centenário de Noel Rosa, o mais ilustre morador do bairro carioca. A escola entrará na avenida embalada pelo belíssimo samba de Martinho.

Estilo

Embora internacionalmente conhecido como sambista, com várias composições gravadas no exterior, Martinho da Vila é um legítimo representante da MPB e compositor eclético, tendo trabalhado com o folclore e criado músicas dos mais variados ritmos brasileiros, tais como ciranda, frevo, côco, samba de roda, capoeira, bossa nova, calango, samba-enredo, toada e sembas africanos.

O espírito de pesquisador incansável, viaja desde o disco O Canto das Lavadeiras, baseado no folclore brasileiro, lançado em 1989, até o mais recente trabalho Lusofonia, lançado no início de 2000, reunindo canções de todos os países de língua portuguesa.

Em setembro de 2000 concretizou, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos projetos mais cultuados: a apresentação do Concerto Negro. Idealizado por Martinho e pelo maestro Leonardo Bruno, o espetáculo enfoca a participação da cultura negra na música erudita.

Para cuidar ds diversas atividades, criou o Grupo Empresarial ZFM abrindo as portas para sambistas com um selo musical e inaugurando sua própria editora, com o primeiro romance Joana e Joanes.

Curiosidades

No Shopping Iguatemi, no bairro de Vila Isabel, Martinho inaugurou um botequim, chamado Butiquim do Martinho, onde se ouvia música brasileira, acompanhada de chope e petiscos, que ficou aberto durante nove anos, quando foi obrigado a fechar por determinação da direção do Shopping.

Martinho da Vila torce para o Vasco da Gama, e compôs duas músicas em homenagem ao clube do coração.

É, desde 2005, filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB).[1]

Em 2009, foi lançado o documentário "O Pequeno Burguês - Filosofia de Vida", que conta um pouco da vida artística e particular do artista.

Além de cantor e compositor, Martinho da Vila é escritor. É autor de nove livros:

  • "Vamos Brincar de política?" (Editora Global, 1986) - Infanto-juvenil
  • "Kizombas, andanças e festanças" (Léo Christiano Editorial, 1992 / Editora Record, 1998) - Auto Biográfico
  • "Joana e Joanes, um romance fluminense" (ZFM Editora, 1999) - Romance (Reeditado no mesmo ano em Portugal, pela Eurobrap, sob o título "Romance fluminense")
  • "Memórias póstumas de Teresa de Jesus" (Editora Ciência Moderna, 2002) - Romance
  • "Os Lusófonos" (Editora Ciência Moderna, 2006) - Romance
  • "Vermelho 17" (ZFM Editora, 2007) - Romance
  • "A Rosa Vermelha e o Cravo Branco" (Lazuli Editora, 2008) - Infantil
  • "A serra do rola-moça" ( ZFM Editora, 2009) - Romance
  • "A rainha da bateria" (Lazuli Editora, 2009) - Infantil

Discografia

  • 1969 - Martinho da Vila - (RCA Victor)
  • 1970 - Meu Laiá-raiá - (RCA Victor)
  • 1971 - Memórias de um Sargento de Milícias - (RCA Victor)
  • 1972 - Batuque na Cozinha - (RCA Victor)
  • 1973 - Origens (Pelo telefone) - (RCA Victor)
  • 1974 - Canta Canta, Minha Gente - (RCA Victor)
  • 1975 - Maravilha de Cenário - (RCA Victor)
  • 1976 - Rosa do Povo - (RCA Victor)
  • 1976 - La Voglia La Pazzia/L' Incoxienza/L' Allegria - (RCA Victor)
  • 1977 - Presente - (RCA Victor)
  • 1978 - Tendinha - (RCA Victor)
  • 1979 - Terreiro, Sala e Salão - (RCA Victor)
  • 1980 - Portuñol Latinoamericano - (RCA Victor)
  • 1980 - Samba Enredo - (RCA Victor)
  • 1981 - Sentimentos - (RCA Victor)
  • 1982 - Verso e Reverso - (RCA Victor)
  • 1983 - Novas Palavras - (RCA Victor)
  • 1984 - Martinho da Vila Isabel - (RCA Victor)
  • 1984 - Partido Alto Nota 10 - (CID)
  • 1985 - Criações e Recriações - (RCA Victor)
  • 1986 - Batuqueiro - (RCA Victor)
  • 1987 - Coração Malandro - (RCA Victor/Ariola)
  • 1988 - Festa da Raça - (CBS)
  • 1989 - O Canto das Lavadeiras - (CBS)
  • 1990 - Martinho da Vida - (CBS)
  • 1991 - Vai Meu Samba, Vai - (Columbia/Sony Music)
  • 1992 - No Templo da Criação - (Columbia/Sony Music)
  • 1992 - Martinho da Vila - (Columbia/Sony Music)
  • 1993 - Escola de Samba Enredo Vila Isabel - (Columbia/Sony Music)
  • 1994 - Ao Rio de Janeiro (Columbia/Sony Music)
  • 1995 - Tá Delícia, tá Gostoso - (Sony Music)
  • 1997 - Coisas de Deus - (Sony Music)
  • 1997 - Butiquim do Martinho - (Sony Music) 758.325/2-479455
  • 1999 - 3.0 Turbinado ao Vivo - (Sony Music)
  • 1999 - O Pai da Alegria - (Sony Music)
  • 2000 - Lusofonia - (Sony Music)
  • 2001 - Martinho da Vila, da Roça e da Cidade - (Sony Music)
  • 2002 - Martinho Definitivo - (Sony Music)
  • 2002 - Voz e Coração - (Sony Music)
  • 2003 - Martinho da Vila - Conexões - (MZA)
  • 2004 - Conexões Ao Vivo - (MZA/Universal Music Group)
  • 2005 - Brasilatinidade - (MZA/[[EMI[[)
  • 2006 - Brasilatinidade Ao Vivo - (MZA/EMI)
  • 2006 - Martinho José Ferreira - Ao Vivo na Suíça - (MZA/Universal Music) (registro de shows do cantor no Montreux Jazz Festival, na Suíça, nas edições de 1988, 2000 e 2006)
  • 2007 - Martinho da Vila do Brasil e do Mundo (MZA / Universal Music)
  • 2008 - O Pequeno Burguês - ao vivo (MZA Music)

Referências

Ligações externas

direita midiática conspira em hotel de são paulo

Por Miro Borges 11/02/2010 às 09:45

Marcel Granier, dono da golpista e corrupta RCTV, que teve sua outorga cassada pelo governo venezuelano, fará a palestra de encerramento. A lista de palestristas convidados causa náuseas: o fascistóide Denis Rosenfield, o racista Demétrio Magnoli, o pitbul Reinaldo Azevedo, o bravateiro Arnaldo Jabor, o líder da seita xiita Opus Dei, Alberto Di Franco, além de vários comentaristas da TV Globo.

Inspiradores do fascismo caboclo que estarão no Golden Tulip
Inspiradores do fascismo caboclo que estarão no Golden Tulip

Direita midiática conspira em São Paulo

No dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista, as estrelas da direita midiática estarão reunidas num seminário cinicamente batizado de "1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão". Não faltarão críticas a Conferência Nacional de Comunicação, sabotada pelos donos da mídia, e às idéias democratizantes do Plano Nacional de Direitos Humanos.


O presidente Lula ficará com a sua orelha ardendo. Será rotulado de autoritário, populista e de outros adjetivos. O evento tentará unificar o discurso da mídia hegemônica para a disputa presidencial de 2010.

Os inscritos que desembolsarem R$ 500 poderão ouvir as opiniões de famosos reacionários sobre as "ameaças à democracia no Brasil" e as "restrições à liberdade de expressão".

Marcel Granier, dono da golpista e corrupta RCTV, que teve sua outorga cassada pelo governo venezuelano, fará a palestra de encerramento. A lista de palestristas convidados causa náuseas: o fascistóide Denis Rosenfield, o racista Demétrio Magnoli, o pitbul Reinaldo Azevedo, o bravateiro Arnaldo Jabor, o líder da seita xiita Opus Dei, Alberto Di Franco, além de vários comentaristas da TV Globo.

O sinistro Instituto Millenium

O evento, que tem o apoio da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), é uma iniciativa do sinistro Instituto Millenium. Esta entidade reúne poderosos banqueiros, industriais e barões da mídia e pretende ser um centro de aglutinação dos defensores da "economia de mercado", como descreve seu sítio. Ela é presidida por Patrícia Carlos Andrade, que foi analista dos bancos Icatu e JPMorgan, e é filha do falecido jornalista Evandro Carlos de Andrade, um dos mentores da Central Globo de Jornalismo.

O instituto não tem nada de neutro ou plural. É controlado pelas corporações empresariais. Entre os mantenedores estão Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, Sergio Foguel, da Odebrecht, Pedro Henrique Mariani, do Banco BBM, Salim Mattar, do grupo Localiza, e Marcos Amaro, da TAM.


O gestor do fundo patrimonial da Millenium é Armínio Fraga, o ex-presidente do Banco Central na era neoliberal de FHC. Os barões da mídia têm expressiva presença na entidade. Entre os dez principais mantenedores estão João Roberto Marinho, das Organizações Globo, e Roberto Civita, da Abril. Seu conselho editorial é dirigido por Eurípedes Alcântara, diretor de redação da Veja.

A resposta dos movimentos sociais

O repórter Adriano Andrade, num excelente artigo para o jornal Brasil de Fato, demonstrou que o Instituto Millenium representa a nata da direita brasileira. Patrícia Andrade chegou a assinar o "manifesto contra a ditadura esquerdista na mídia", escrito pelo fascistóide Olavo de Carvalho. A entidade também promove anualmente o risível "dia da liberdade de impostos". Para o repórter, a Millenium lembra duas instituições que tiveram papel de relevo na preparação do golpe militar de 1964 - o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), ambos financiados pelo governo dos EUA e pelos grupos monopolistas nativos.

O evento de 1º de março bem que mereceria uma resposta organizada dos movimentos sociais, alvo das manipulações constantes da mídia hegemônica. O demonizado MST, as ridicularizadas centrais sindicais, a estigmatizadas entidades estudantis, além das forças opostas a todos os tipos de discriminação, como a de gênero e a racial, poderiam aproveitar este evento conspirativo da direita midiática para protestar contra a "criminalização dos movimentos sociais e pela autêntica liberdade de expressão". Nada mais democrático do que protestar contra a ditadura da mídia.

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André Garcia
meadiciona.com/andregarcia

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

haití: la ruina de los héroes

Tomado de: http://www.lavanguardia.es/lv24h/20100202/53881851072.html

Antumi Toasijé | 02/02/2010 - 10:06 horas | Historiador panafricanista (*)

Si todo el mundo verdaderamente supiera lo que pasó en torno al fuerte de Vertieres en la antigua Cap Français actual Cap Haitian hace algo más de doscientos años, tal vez no hubieran muerto tantas personas bajo los calamitosos escombros de un sueño planetario. Turistas de todo el mundo harían colas kilométricas, para entender cómo empezó a forjarse el mundo contemporáneo y para dar gracias a los héroes haitianos por acabar con la esclavitud. Sólo con el beneficio turístico de ese reconocimiento se habría construido un estado sólido a prueba de temblores de tierra, además, nadie habría osado chantajear a los haitianos con indemnizaciones a punta de pistola. En Vertieres un 18 de noviembre de 1803, el Vizconde de Rochambeau mantenía la desesperada posición francesa, comandando unas diezmadas tropas napoleónicas, la élite de su tiempo quizás sólo comparables a los marines actuales. La tropa estaba desalentada y temerosa porque hacía meses que se habían dado cuenta de un fenómeno excepcional de la historia, los hombres y mujeres que han ganado su propia libertad son lo más parecido a semi-dioses imbatibles. Las tropas francesas, a las puertas de los fuertes sitiados de Haití, relataron la experiencia, llenos de admiración y de reconocimiento porque ellos también habían sido revolucionarios que morían por el sueño de un mundo más justo. Los franceses lanzaban una andanada y abrían una vía en medio de la masa humana, pero enseguida otros, sin temor, llenaban el hueco dejado por las balas de cañón y entre cánticos ancestrales africanos proseguían la marcha, descalzos, con la ropa hecha jirones, envueltos en sudor y sangre.

Se dice que aquello había empezado un 14 de agosto de 1791, en Bosque Caimán, un grupo de esclavizados y libres liderados por el sacerdote de Vudú Boukman, nacido en Guinea y esclavizado en Haití, auto - liberado y digno sucesor del cimarrón Mackandal, se juramentaron para acabar para siempre con la opresión infinita de los blancos. Haití, la colonia más productiva de la historia de América, exprimía la sangre de 400.000 africanos y la convertía en azúcar para consumo de las crecientes burguesías europeas. La maquinaria extraordinaria funcionaba gracias al fomento de las guerras en África, el secuestro de cautivos y un sistema de producción que desconocía por completo la palabra humanidad. La extrema crueldad de los esclavizadores en los campos e ingenios azucareros hacía el resto. La esperanza de vida de los secuestrados desde su llegada a América, desde tierra natal en los reinos que circundaban Dahomey, apenas llegaba a los ocho años. El nunca suficientemente reconocido historiador C. R. L. James nos recuerda que quienes sobrevivían a una vida de brutalidad constante, de dieciocho horas de trabajo diarias, de invariables malos tratos, de sádicos abusos, de separaciones de familias, de mutilaciones, de humillaciones de toda clase, eran en ocasiones, en pago a una vida de entrega, devorados por mastines en plazas públicas montadas al efecto para deleite morboso de las clases altas. Los mayores o impedidos, acababan entre las fauces de canes entrenados para comer carne humana.

Héroes haitianos, héroes anónimos y héroes con nombres. El doloroso y largo proceso liberador tuvo el mejor de los líderes posibles, Toussaint L"Ouverture un ex – esclavizado, un genio lleno de compasión y de convicción, Toussaint el abridor de caminos, de quien se dijo que no descansaba, aseguraba que se iba a dormir y salía por la ventana, de noche, a supervisar sobre su caballo la situación de los destacamentos de insurrectos en las poblaciones vecinas. Redactaba varias cartas a la vez, vencía a España y a una Gran Bretaña que se abalanzaba sobre una presa que le parecía fácil. Recibía a las delegaciones francesas tratando a los emisarios con exquisito gusto. Se asociaba con unos o con otros, maquinaba y arengaba, avanzaba paso a paso, inteligentemente hacia la solidificación de la única revolución de esclavizados victoriosa de la historia. Finalmente traicionado por una Francia ingrata que le había jurado mantener la libertad de los esclavizados, para intentar reinstaurar la esclavitud una y otra vez, a la mínima oportunidad. Murió de frío abandonado, prisionero, en el alpino Fort de Joux el 8 de abril de 1802. Por suerte cuando una revolución es verdadera no depende de un único líder, en Vertieres, Jean-Jacques Dessalines culmina el descomunal proceso, los más desposeídos de la tierra, los esclavizados se levantan como gigantes y expulsan al ejército más avanzado de su tiempo. Mueren desde 1791 hasta 1803, 100.000 africanos y 20.000 europeos, sembrando una semilla de libertad que contagiará a toda América y que significará, no sólo la caída de todas las colonias una a una, sino el inicio del fin de la esclavización legalizada, una institución con milenios de existencia que parecía consustancial al ser humano e imposible erradicar.

Pero toda buena historia tiene su epílogo. La introducción la tenemos en el castillo-ciudadela Laferrière, declarada por la UNESCO patrimonio de la Humanidad. Una descomunal mole de piedra erigida en 1805 por el haitiano Rey Henri Christophe ante la posibilidad de un nuevo ataque francés a la parte occidental de la isla "La Española". Los franceses, observando la silueta de la imponente estructura, humillados por los que consideraban salvajes semi - bestias, decidieron atribuir la victoria africana al satanismo que vinculaban al Vudú. En un último gesto de arrogancia exigieron a la antigua colonia el pago de una millonaria indemnización por la pérdida de negocio de los antiguos esclavizadores. Y sorpresivamente, Haití pagó 60 millones de francos de oro moneda a moneda, religiosamente. El país más empobrecido de América, terminó de pagar en 1947 una suma que según se ha calculado actualmente correspondería a cerca de veintiún mil millones de dólares. Para pagar dicha deuda, a partir de principios del siglo XX, y especialmente con las dictaduras de los Duvalier, Haití se endeudó con la banca internacional, principalmente norteamericana hipotecando por completo el futuro del país. Para hacerse una idea, en el momento de mayor endeudamiento, el 80% del presupuesto del pequeño estado caribeño iba al pago de la deuda.

Al final de la era de los dictadores Duvalier, padre e hijo, las catastróficas medidas de ajuste estructural impuestas por el Fondo Monetario Internacional habían arruinado el campo y habían provocado un éxodo masivo a las ciudades, a esta etapa le siguió un agitado período de golpes militares orquestados desde Estados Unidos en defensa de una creciente industria de chocolatinas ultra – calóricas y adictivas chucherías. Sorpresivamente, en un momento de despiste en que los norteamericanos están enfrascados en su proyecto de debilitar Irak, un sacerdote católico de apariencia frágil, Jean Bertrand Aristide gana la presidencia en las verdaderamente libres elecciones de 1990 con el 67% de los votos. Sin embargo, vista su política cercana al pueblo es pronto depuesto con apoyo de la administración de Bush padre y empujado al exilio en Venezuela. La manipulación norteamericana de Haití había empezado con la ocupación militar iniciada en 1915 que no terminó hasta 1934. Los militares norteamericanos hicieron acto de presencia movidos por los banqueros que buscaban asegurar los pingües beneficios de la deuda del país. Al tiempo buscaban deshacerse de la molesta y creciente influencia alemana en Latinoamérica ya que los germanos controlaban el comercio haitiano y amenazaban con ahogar el boyante negocio de la Haitian American Sugar Company. La caída de Bush en 1993 supuso un cambio en las tornas políticas haitianas, Bill Clinton decide apostar por el popular Aristide. Cercano al pueblo y panafricanista, Aristide regresa de su exilio y finaliza su mandato disolviendo el ejército causa de gran parte de los males de Haití y se retira tras cumplir los 2 mandatos constitucionalmente preceptivos. Tras la presidencia intermedia del también progresista René Prevál, Aristide regresa al poder en 2000 y retoma las políticas reformistas. El líder del movimiento Lavalas aumentó severamente el acceso de la población a la sanidad y la educación, elevó sensiblemente los niveles de respeto a los Derechos Humanos, duplicó el salario mínimo, promovió una reforma agraria que benefició a los pequeños propietarios, mejoró la industria pesquera fomentando la autonomía de los pescadores, impulsó una red alimentaria de bajo coste e intentó con poco éxito acabar con la corrupción de la clase política haitiana. Quizás su mayor error fuese su sentido de la justicia. Haití, la tierra de los héroes anti – esclavistas, estaba arruinada por el pago de una indemnización injusta a Francia. Este quebradizo hombre se hizo eco de las disposiciones de la Corte Penal Internacional que decretaba en Roma en 2000 que la esclavitud es un Crimen de Lesa Humanidad que no prescribe, por tanto no tenía sentido pagar por ser libres, más bien los esclavizadores deberían haber indemnizado en su día a los esclavizados. Ni corto ni perezoso Aristide decidió presentarse en cada evento del 200 aniversario de la muerte de Toussaint, con un balance actualizado de la deuda, concretamente 21.6851135.571,48 dólares estadounidenses. No le importaba quien estuviera delante, lo mismo un presidente francés que uno norteamericano y esto es bastante más de lo que necesitan dos lobos enemistados para repartirse un cordero. Aristide será secuestrado el 1 de marzo de 2004, metido en un avión norteamericano y enviado al exilio en Sudáfrica, donde permanece hasta la actualidad.

La deuda de Francia con los héroes de la única revolución en la historia de la humanidad que supuso el fin de la esclavitud, es de tal magnitud que equivale a todo su producto interior bruto de un año y esto, seamos sinceros, sólo puede suponer un cataclismo para Europa. Porque, ¿si se le debe esto sólo a Haití qué no se le deberá a todos los africanos? Tal vez si Aristide hubiera sabido lo que se supo en enero de 2008, hubiera esperado un poco para reclamar lo que en justicia Haití merece. Porque el penúltimo acto de la tragedia haitiana se gesta bajo su suelo y bajo el mar territorial; en Plaine du cul-de-Sac, Artibonite, Plateau Central, y en el golfo de Gonave donde pugna por salir el tan codiciado petróleo. Desastres y calamidades como estos terremotos todavía se atribuyen en occidente, petit comité, a la incapacidad de los africanos para gestionar la macro-economía y construir estados arquitectónicamente e institucionalmente sólidos, desde luego hay que decir que tenemos una evidente incapacidad para exigir manu militari lo que nos corresponde. Porque la maldición de Haití no es el supuesto pacto satánico de los oficiantes de Vudú para exigir libertad a los Loas. La ruina haitiana y africana es que bajo nuestros pies no deje de crecer el oro, el petróleo, el coltán y los diamantes, el azúcar, el cacao, el café, la madera, la pesca… atrayendo a los más codiciosos y violentos de la tierra sobre nosotros y provocando el olvido y la ruina de los héroes que nos defienden.

(*) Director del Centro de Estudios Panafricanos

cadastro nacional da capoeira

O Cadastro Nacional da Capoeira já está sendo implementado através de fichas que podem ser encontradas abaixo, nas Superintendências Estaduais do IPHAN ou nos seguintes sites:

O cadastro tem caráter preliminar, com o objetivo de mapear o universo da capoeira, identificando mestres, professores, instrutores, grupos, pesquisadores, instituições de pesquisa e entidades que agregam grupos de capoeira. Esta é uma iniciativa do Grupo de Trabalho Pró-Capoeira-GTPC, formado pelo IPHAN, Secretaria da Identidade e Diversidade Cultura, Secretaria de Políticas Culturais e Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura. Atualmente o GTPC está estruturando as bases do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira (Pró-Capoeira), com o propósito de, em 2010, implementar uma base de dados pública que será construída a partir desse cadastro, além de lançar editais de apoio à capoeira e realizar encontros em todo o Brasil. A finalidade dos encontros é formular, de modo participativo, uma ampla e abrangente política pública voltada para salvaguarda da capoeira. Sua proposta contribuirá para a definição das linhas de ação e dos critérios de prioridade desta política.

Contato para maiores informações: capoeira@cultura.gov.br .

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Acesse: www.cultura.gov.br/sid

Nosso Blog: blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural

Nosso Twitter: twitter.com/diversidademinc

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

alambiqueiros de todos os confetes e serpentinas

O CCPC Centro Cultural Popular Consolação e o Samba de Alambique apresentam nesta QUINTA FEIRA, 11/02 A BANDA GAFIEIRA NA CASA e fazem convocação Geral para o Carnaval 2010. Venham ouvir e dançar ao Som dos Grandes Sucessos do Carnaval. Marchinhas, Marchas- Rancho, Sambas, Sambas Enredo, Gafieira e muita alegria.


O Baile será transmitido ao Vivo pela Radio do Alambique e contará com a participação do ouvinte através do MSN / Email refugiodosambista@hotmail.com


O CCPC fica na Rua da Consolação, 1897 com início às 19:00hs e ingressos a R$ 10,00.


Mais informações através dos sites www.sambadealambique.com.br e www.ccpc.org.br


Segue uma amostra do som da Gafieira Na Casa

http://www.mediafire.com/file/h2etmnnytzn/Gafieira na Casa - Agora é Cinza.rar

http://www.mediafire.com/file/zymm5yhyjke/Baile no Elite.rar


Ary Marcos

bloco banda do trem elétrico metroviários nesta sexta-feira


Sexta-feira agora dia 12/02/10 haverá o grande desfile do bloco banda do trem elétrico metroviários, com concentração na rua Luiz Coelho com rua augusta, a partir das 19:00h com muito chopp, camisetas, confetes, serpentinas e batidas.

Tudo isso com distribuição gratuita ao grande público presente. E terá música, alegria e muito mais!!!

É só conferir!!!

morre aos 70 anos o cantor sertanejo pena branca


Cio da terra - Almir Sater, Milton Nascimento e Chico Buarque
Cantam: Almir sater e... Pena Bramca e Xavantinho




SÃO PAULO - Morreu, nesta segunda-feira, aos 70 anos, vítima de enfarte, o cantor José Ramiro Sobrinho, o "Pena Branca", da ex-dupla sertaneja Pena Branca & Xavantinho. O cantor, ao passar mal em casa, no bairro do Jaçanã, na zona norte de São Paulo, foi encaminhado às pressas pela esposa, Maria de Lourdes, e pela vizinha para o pronto-socorro do São Luiz Gonzaga (PS Jaçanã), onde faleceu às 18h10. Segundo um amigo da família, de prenome Ricardo, contactado pela reportagem do estadao.com.br., a esposa de Pena Branca não estava se sentindo bem para falar com a imprensa.

José Ramiro, que não teve filhos, passou um dia normal em casa e até tocou algumas músicas em sua viola. "Ele nunca apresentou sinais de que tinha problemas no coração. Foi um enfarte fulminante", disse Ricardo. O corpo de Pena Branca será encaminhado ao IML. O velório e sepultamento, com horários ainda não definidos, ocorrem no Cemitério Parque dos Pinheiros, próximo da Rodovia Fernão Dias.

Nascido em 1939 em Igarapava, interior de São Paulo, Pena Branca iniciou carreira solo em 1999 com a morte do irmão, Ranulfo Ramiro da Silva, que na época tinha 57 anos. A dupla começou a cantar em 1962; e, em 1968, mudou-se para São Paulo para tentar a vida artística. Pena Branca e Xavantinho ganharam, em 1990, o Prêmio Sharp de melhor música ("Casa de Barro", de Xavantinho e Moniz) e melhor disco ("Cantado do Mundo Afora").

Em 1992, a dupla recebeu o prêmios Sharp e APCA. Os irmãos gravaram, em 1993, "Violas e Canções" (Velas), destacando-se "Viola Quebrada" (Mário de Andrade). Nesse ano, os shows da dupla chegaram até os Estados Unidos.

Lançaram ainda "Ribeirão encheu" (Velas), em 1995, com "Luar do sertão" (João Pernambuco e Catullo da Paixão Cearense), e "Pingo d´água" (Velas), em 1996, com "Tristeza do Jeca" (Angelino de Oliveira) e "Flor do Cafezal" (Luís Carlos Paraná

Fonte: http://www.odocumento.com.br/materia.php?id=322739

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

enterrado corpo de estudante da ufpe morto a tiros no recife

Aluno de escola pública, ele passou no vestibular em primeiro lugar. Vizinhos e amigos estavam inconformados com a morte do jovem.

Do G1, em São Paulo, com informações da Globo News

Foi enterrado no Recife, neste domingo (7), o corpo do estudante Alcides do Nascimento Lins, de 22 anos. O jovem foi baleado na cabeça na madrugada de sábado (6), em frente à casa em que morava, e não resistiu aos ferimentos.

O estudante nasceu em uma comunidade pobre e fazia o curso de biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Filho de uma catadora de lixo, o jovem ficou famoso ao tirar o primeiro lugar entre os alunos da rede pública no vestibular 2007 da UFPE.


O reitor da universidade, Amaro Lins, lamentou a morte do rapaz. “Que seja um exemplo para que todos nós possamos nos empenhar para mudar esse país e dar oportunidade a milhões de Alcides que estão espalhados por todos os recantos, para que eles não venham a ter um fim trágico como esse. Que eles possam ter o futuro que Alcides teria, caso esses marginais não tivessem ceifado sua vida”, diz Lins.

Vizinhos e amigos também estavam inconformados com a morte do jovem. “Era o exemplo da vila. Era um menino calmo, educado. Estamos arrasados”, diz Taciene Souza, vizinha da família.

Crime

Alcides levou dois tiros na cabeça na madrugada de sábado (6). Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital da Restauração, mas não resistiu.

Segundo vizinhos, os dois criminosos procuravam um outro rapaz. O delegado Fred Marcello vai investigar o crime. “Estamos trabalhando com essa hipótese, de que o alvo seria outra vítima, mas isso está sendo averiguado.Vamos escutar todas as pessoas que presenciaram o crime”, diz.

Fonte: http://g1.globo.com/

sábado, 6 de fevereiro de 2010

quem mesmo está gerando prejuízos e destruição para a sociedade brasileira?

30 de Janeiro de 2010

As ocupações são a única alternativa deixada pelo Estado e pelas grandes empresas para as famílias desesperadas, pela miséria e pela fome, reivindicarem o cumprimento da função social da terra e divulgarem para a opinião pública estas injustiças. Por Passa Palavra

A situação dos trabalhadores rurais na macro-região de Iaras, estado de São Paulo, onde se localiza a fazenda Capim (dentro do Complexo Monções, de terras da União) [1], é extremamente grave há décadas. Em uma região com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) semelhante ao de países como a Palestina, segundo o PNUD, lá vivem milhares de famílias sem-terra há anos passando dificuldades, incluindo fome e miséria. Conforme nos afirma o professor de Geografia Agrária da USP, Ariovaldo Umbelino, baseando-se no último Censo Agropecuário de 2006: “na região há 200 mil hectares de terras da União que vêm sendo sistematicamente griladas” [2]. Este quadro só torna ainda mais absurda a longa permanência de extensas terras públicas griladas especificamente pela poderosa transnacional Sucrocítrico Cutrale. Terras públicas que há muito tempo deveriam estar voltadas à reforma agrária, mas, ao contrário, permanecem sob o ilegítimo grilo da multibilionária empresa de exportação de laranjas – que controla cerca de 60% do mercado mundial de laranja, sendo a maior empresa do mundo neste ramo que, no Brasil, exporta mais de 90% de sua produção para o mercado estrangeiro.

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Um cartune de Carlos Latuff

A ocupação da fazenda grilada Capim, realizada em outubro de 2009, não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira que buscava chamar a atenção para a absurda grilagem de terras públicas feita exatamente pela transnacional Cutrale. As ocupações denunciavam também a parcialidade da Justiça e do Executivo, extremamente lentos para arrecadar terras ou recuperar áreas da União griladas, porém extremamente ágeis na hora de reprimir e criminalizar os trabalhadores rurais sem-terra. Ao invés de se inverter as prioridades, o que temos visto nos últimos dias é um acirramento da repressão e do terror contra aqueles que lutam com muito custo para se manter no campo, viver e produzir com dignidade – ao invés de incharem ainda mais as já super-populosas cidades brasileiras. A resposta do Estado, no entanto, associado à grande imprensa e a serviço do agronegócio, é fortalecer ainda mais um modelo agrícola excludente e insustentável sócio-ecologicamente, agravando, em consequência, ainda mais o cenário de desequilíbrio ambiental e de calamidade social que temos vivido nos últimos tempos, principalmente nas grandes cidades brasileiras.

Ora, todas estas ocupações não são feitas sem um profundo conhecimento da região, de sua estrutura agrícola desigual, do cotidiano local e das necessidades das pessoas que lá vivem. Conforme o quadro abaixo, com dados oficiais do Incra, podemos verificar que esta empresa do agronegócio, mesmo monopolizando o bilionário setor mundial de laranjas e sucos, tem se especializado há anos em grilar médios e grandes latifúndios no estado de São Paulo. E mais do que isso: especula nestas terras de acordo com o interesse de seus donos e acionistas, e apenas produz quando e quanto bem interessa para os cálculos do seu monopólio de mercado.


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Vale a pena citar aqui um pequeno trecho de artigo recente do já referido professor da USP, Ariovaldo Umbelino, sobre a prejudicial atuação de empresas como a Cutrale para o desenvolvimento rural brasileiro:

“Hoje são apenas quatro grupos que controlam toda a laranja: Cutrale (mais ou menos 60%); Citrosuco ; Louis Dreifus Commodities – LDC (francesa); e Citrovita, da Votorantim. A Cutrale tem esse poder todo porque possui uma empresa associada (joint venture) à Coca-Cola mundial nos EUA, de quem é fornecedora exclusiva à escala mundial. Por isso sua condição de empresa “Ltda.”, pois já é parte (menor) do monopólio mundial da Coca-Cola. Numa reportagem de 2003, a insuspeita revista Veja denunciou a empresa Cutrale por manter uma subsidiária nas ilhas Cayman, como forma de aumentar seus lucros ou, quem sabe, facilitar a evasão fiscal… e saiba Deus mais o quê.

Essas empresas passaram a comprar terras e assim garantirem uma base da produção de laranja suficiente para impor preços e condições draconianas aos pequenos e médios agricultores que antes produziam laranja para um mercado concorrencial. Ressalte-se que os trabalhadores dos laranjais vivem em regime de superexploração, recebendo salários ínfimos, pagos por produção, e sem nenhum direito trabalhista.

O resultado de todo esse processo foi que milhares de pequenos e médios agricultores tiveram que abandonar a produção de laranja. Entre 1996 e 2006, foram destruídos, segundo o Censo Agropecuário do IBGE, somente em São Paulo, nada menos do que 280 mil hectares de laranjais. Mas, sobre isto, a Globo não fez nenhuma reportagem. Nem o serviço de inteligência da PM de São Paulo se preocupou em filmar porque os pequenos e médios agricultores estavam destruindo seus laranjais!”

A Cutrale, junto com a Louis Dreifus e a Citrovita, vem sendo investigada pela Polícia Federal há mais de 5 anos por prática de cartel, o que estaria sendo feito há mais de 10 anos. Um cartel que, sabemos, definiu preços e datas de compra de laranjas dos citrocultores nacionais, arruinando diversos pequenos e médios produtores de laranjas, concentrando o lucro para a empresa e socializando os prejuízos entre os sem-terra, os pequenos e médios produtores e a população pobre em geral. De maneira previsível, a mesma justiça que criminaliza rapidamente o MST atravanca, ou é extremamente morosa, quando se trata de investigar a fundo as acusações que recaem sobre as grandes empresas.

Uma gigante destas definitivamente não precisaria grilar terras, muito menos terras públicas, em detrimento da condição de vida das milhares de famílias pobres e miseráveis sem-terra da região. E por que então grilam??? E por que seguem impunes??? E por que a grande imprensa não denuncia estes terríveis prejuízos para pequenos e médios agricultores, para os ecossistemas das regiões e para a própria União???

Vale a pena citar aqui um pequeno trecho de artigo recente do já referido professor da USP, Ariovaldo Umbelino, sobre a prejudicial atuação de empresas como a Cutrale para o desenvolvimento rural brasileiro:
“Hoje são apenas quatro grupos que controlam toda a laranja: Cutrale (mais ou menos 60%); Citrosuco; Louis Dreifus Commodities – LDC (francesa); e Citrovita, da Votorantim.
A Cutrale tem esse poder todo porque possui uma empresa associada (joint venture) à Coca-Cola mundial nos EUA, de quem é fornecedora exclusiva em escala mundial. Por isso sua condição de empresa “Ltda.”, pois já é parte (menor) do monopólio mundial da Coca-Cola.
Numa reportagem de 2003, a insuspeita revista Veja denunciou a empresa Cutrale de ter subsidiária nas ilhas Cayman, como forma de aumentar seus lucros, ou quem sabe de evasão fiscal… e saiba Deus mais o quê.
O resultado de todo esse processo foi que milhares de pequenos e médios agricultores tiveram que abandonar a produção de laranja. Entre 1996 e 2006, foram destruídos, segundo o Censo Agropecuário do IBGE, somente em São Paulo, nada menos do que 280 mil hectares de laranjais. Mas a Globo não fez nenhuma reportagem. Nem o serviço de inteligência da PM de São Paulo se preocupou em filmar porque os pequenos e médios agricultores estavam destruindo seus laranjais!

Bem… Nós sabemos que os interesses de empresas como a Cutrale e outras afins, controladas por grandes empresários das altas rodas nacionais e internacionais, confluem com os interesses da grande imprensa (que é patrocinada por eles), da grande maioria dos políticos (financiados eleitoralmente por estas empresas), e da maior parte do aparato repressivo do Estado (que trabalha para defender estes interesses, e por eles também são pagos de maneira oficial e extra-oficial) [3].

O espetáculo da criminalização e suas brechas

As imagens desta ocupação e agora destas prisões, espetacularmente veiculadas e forjadas pela grande imprensa (numa “parceria” direta com a polícia) com o intuito de criminalização dos trabalhadores rurais sem-terra e do seu movimento, ao menos não conseguiram esconder de toda sociedade brasileira a absurda existência desta grilagem de terras públicas e destas brutais injustiças decorrentes, exatamente numa região com população extremamente pobre e carente de terras para viver e para produzir. Uma área onde vivia, por exemplo, dentre milhares de histórias semelhantes, a militante do MST, Maria Cícera Neves, que estava há cerca de 9 anos acampada em lona preta e barraco, lutando por um pedaço de chão, quando morreu em agosto de 2009 atropelada por um caminhão enquanto marchava rumo à São Paulo para reivindicar seu direito à terra. Esta história saiu apenas como uma nota de rodapé nestes jornais impressos e telejornais, os mesmos que veiculam incansavelmente que a derrubada de cada pé de laranja daquele imenso e insustentável deserto verde monocultor “era como se o trator passasse por cima de cada um de nós, de toda a sociedade brasileira”, nas palavras deste grande ser humano e grande cidadão brasileiro que é Ronaldo Caiado [4].

Ao não possibilitarem a reforma agrária e não promoverem a democratização do acesso à terra no Brasil, os grandes latifundiários, as grandes empresas grileiras do agronegócio e o próprio Estado, coniventes com tudo isso, não deixam outra alternativa aos milhões de famílias trabalhadoras rurais sem-terra do país, senão a denúncia e a luta pelos seus direitos por meio do recurso legítimo à ocupação de terra e, em alguns casos de necessidade extrema, da legítima desobediência civil. As ocupações são a única alternativa deixada pelo Estado e pelas grandes empresas para as famílias desesperadas, pela miséria e pela fome, reivindicarem seu direito constitucional e o cumprimento da função social da terra, e divulgarem para a opinião pública estas injustiças. Assim como o trabalhador na cidade não tem outra alternativa, diante da exploração, senão parar a produção das empresas em que trabalha ou a circulação de carros e mercadorias pelas ruas (secas ou alagadas) e, assim, chamar atenção da opinião pública para seus gravíssimos problemas. Sim, isso gera prejuízos, sobretudo à imagem e à reputação de políticos e empresários – que outra linguagem não entendem. A história tem demonstrado que as pequenas conquistas dos trabalhadores só têm vez quando estes tipos de pressões legítimas acontecem, e que de outra maneira as “respostas” vêm sempre no sentido de abafar e reprimir – violentamente – tais manifestações.


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Porém, após estes últimos episódios, a imagem da Sucocítrico Cutrale nunca mais será a mesma, já que agora boa parte do povo brasileiro sabe que ela se utilizou, e se utiliza, de terras públicas griladas para acumular bilhões de dólares nas mãos de sua família de proprietários (os Cutrale já apareceram no ranking de maiores bilionários do mundo, segundo a revista Forbes, embora cada vez menos queiram visibilidade), enquanto milhares de famílias de trabalhadores sem-terra continuam sequer sem um pedaço de chão para viver e produzir, logo ali, na sua vizinhança.

Por outro lado, exatamente pelo fato das legítimas e pacíficas ocupações escancararem esta inconveniente realidade, fica clara também a sintonia com que os mesmos grandes latifundiários, as grandes empresas transnacionais, a grande imprensa e setores coniventes do Estado (todos que se beneficiam desta festa) procedem a um processo de inversão da realidade, ao propagarem que os “verdadeiros criminosos” são os pequenos trabalhadores rurais sem-terra: forjando imagens, deturpando fatos e manipulando declarações com o intuito de demonizar os sem-terra [5].

Já em plena disputa eleitoral, e tendo emplacado (mais uma!) “CPI do MST”, exatamente para fins eleitorais e de barganha de poder, não tardarão em aparecer novas e as mais variadas denúncias, divulgadas com estardalhaço pela grande mídia. Os trabalhadores rurais sem-terra aparecerão nestes órgãos de imprensa e nas suas páginas (policiais) como aqueles que geram prejuízos para grandes empresas (estas sim,“exemplares”), para os cofres “públicos” e até mesmo para o “meio-ambiente” – como no caso da “terrível” derrubada de pés da monocultura de laranja. Enquanto bilionários banqueiros seguem impunes (como Daniel Dantas, Salvatore Cacciola e tantos outros), recebendo um habeas corpus atrás do outro; enquanto políticos-panetones [6] se mantêm em seus altos cargos; e enquanto o agronegócio avança na destruição da Amazônia e de tantos outros biomas (como o Cerrado e o Pantanal), mesmo diante de tudo isso, as imagens punitivas que vemos espetacularmente nas TVs são as de trabalhadores pobres sendo criminalizados, presos e muitas vezes assassinados por um aparato policial cada vez mais violento, no campo e nas periferias urbanas. Infelizmente nós sabemos que o preço da rebeldia e da resistência contra tantas injustiças é altíssimo, e quem o está sentindo na pele neste momento são justamente os militantes do MST, sobretudo aqueles que tiveram suas prisões – obviamente políticas – consumadas.

O Estado reprime quem resiste à injustiça

Basta ver o estado das casas e barracos dos trabalhadores rurais que foram presos nesta espalhafatosa “Operação Laranja” e compará-lo com as mansões dos proprietários e acionistas da Cutrale para sabermos quem está gerando injustiça e prejuízo ao país, à sociedade, ao nosso meio-ambiente e à democracia. No entanto, ao invés da denúncia dos crimes da Cutrale, da cobrança pela urgente retomada das terras públicas da União, e da distribuição delas para as milhares de famílias rurais pobres que realmente necessitam, a grande imprensa tenta construir a imagem de que os criminosos são os trabalhadores e os seus movimentos sociais, para isso atuando cada vez mais junto à polícia.

O MST em  Manari, foto de Leo Caldas

O MST em Manari, foto de Leo Caldas

É óbvio que, com o crescimento das desigualdades sociais no campo brasileiro, e a falta de alternativas criadas aos milhões de famílias de trabalhadores rurais sem-terra (senão o êxodo rural e o inchaço ainda maior dos bolsões de miséria nas grandes cidades), devido à insistência num modelo agrícola concentrador e depredador da natureza, obviamente a tendência é a pressão da população pobre do campo aumentar ainda mais, cada vez mais. Em contraposição à política de repressão e criminalização dos movimentos sociais, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), aprovado recentemente pelo Presidente da República, tem entre os seus objetivos estratégicos “a utilização de modelos alternativos de solução de conflitos, de modo a, entre outras ações programáticas, fomentar iniciativas de mediação e conciliação, estimulando a resolução de conflitos por meios autocompositivos, voltados à maior pacificação social e menor judicialização”. Infelizmente, ao invés disso, o que temos visto na prática aqui no estado de São Paulo e em outros estados [7] é o acirramento do caminho da intolerância por parte da Polícia Civil e Militar, da grande mídia e de outros braços ligados ao agronegócio: o aumento da criminalização, da policialização e da repressão dos trabalhadores pobres, intensificando-se assim ainda mais os conflitos.

IMPORTANTE:
Enquanto escrevemos esta matéria, no dia 29/01/2010, tomamos conhecimento que mais militantes do MST foram presos, nesta madrugada, numa ação de “prisão preventiva” realizada em Santa Catarina. Entre eles está uma das lideranças locais do MST, Altair Lavratti.

A impressão que dá, para muitos de nós, é a de que enquanto não acabarem de devastar todas as nossas terras, florestas e rios; enquanto não desmatarem e poluírem com trilhões de litros de agrotóxicos todas as áreas e biomas possíveis; e enquanto não expulsarem e criminalizarem todos os trabalhadores e trabalhadoras rurais do campo – agravando assim ainda mais todos os inúmeros problemas já vividos nas cidades, incluindo o desequilíbrio sócio-ambiental e a própria criminalização dos pobres e negros da cidade; enfim, enquanto estes senhores não acabarem de destruir o campo brasileiro e fazerem explodir as cidades, eles não se darão por satisfeitos, utilizando-se para isso de todos os recursos possíveis e imagináveis (incluindo “reportagens”, prisões e às vezes até assassinatos) contra aqueles que tentam permanecer e produzir dignamente no campo, criando outro modelo de sociabilidade e de produção agroecológica para o país.

E, de fato, estão conseguindo: o mundo parece estar desabando e desaguando sobre as nossas cabeças, sobretudo da população mais pobre, de ascendência indígena e negra no Brasil. E aos que se levantam e resistem a este verdadeiro “projeto de destruição”, a estes continua a ser destinado o chicote, os grilhões, as celas e as balas. Passa Palavra

NOTAS

[1] União é a pessoa jurídica de Direito Público representante do Governo Federal, no âmbito interno, e da República Federativa do Brasil, no âmbito externo.

[2] Grilagem é o método pelo qual grandes fazendeiros falsificaram títulos de cartório para se apropriar das terras públicas. O nome se deve pelo fato de colocar-se títulos falsos em uma gaveta ou baú fechado com um grilo dentro, que ao morrer expele certas substâncias que dão ao papel a aparência de envelhecido. Esse método foi muito comum no interior do estado de São Paulo e data de 1856, data final para que os possuidores de terra registrassem sua posse nos termos da Lei de 1850 (esta lei proibia a ocupação de terras do Estado, a não ser por meio de compra, inviabilizando assim que negros e trabalhadores imigrantes e pobres tivessem a posse da terra, obrigando-os a se submeterem às formas de trabalho impostas pelos grandes fazendeiros).

[3] Em 2006 a Cutrale financiou, via doações que totalizaram R$ 2 milhões, a campanha de 55 candidatos, tais como os parlamentares que votaram pela CPI do MST, Arnaldo Madeira (PSDB/SP) que recebeu R$ 50.000,00, Carlos Henrique Focesi Sampaio, também do PSDB paulista, e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB/BA), obtiveram cada um R$ 25.000,00 para suas respectivas campanhas. Nelson Marquezelli (PTB/SP) foi beneficiado com R$ 40.000,00 no mesmo período. A lista dos candidatos que receberam doações da Cutrale pode ser obtida em http://www.mst.org.br/node/8460

[4] Ronaldo Caiado foi um dos fundadores e é ainda hoje um dos maiores símbolos da UDR (União Democrática Ruralista), uma associação de grandes latifundiários, grupos paramilitares de fazendeiros, e representantes do agronegócio. Deputado Federal pelo partido conservador DEM do estado de Goiás, comanda a chamada “Bancada Ruralista” no Congresso Nacional.

[5] Imagens como a aparição de tratores despedaçados, entre outras grandes máquinas, impossíveis de serem quebradas durante uma ocupação de terra, conforme afirma o movimento, conformaram um cenário montado imediatamente depois da saída dos integrantes do MST da Fazenda Capim, em outubro de 2009. No entanto, foram exatamente estas imagens as que mais circularam pela grande imprensa, sem a garantia de espaço para a versão dos sem-terra sobre elas.

[6] Referência ao atual governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que, tendo sido flagrado por câmeras no momento em que recebia propina [suborno, ou “luvas”] de empresas que coadunavam com o seu governo, alegou que o dinheiro seria destinado à doação de panetones [equivalentes ao bolo-rei português] para a população carente no período do natal.

[7] IMPORTANTE: Enquanto escrevemos esta matéria, no dia 29/01/2010, tomamos conhecimento que mais militantes do MST foram presos, nesta madrugada, numa ação de “prisão preventiva” realizada em Santa Catarina. Entre eles está uma das lideranças locais do MST, Altair Lavratti.