segunda-feira, 30 de novembro de 2009

candido mendes: caetano perdido no brasil de lula*

Candido Mendes -- Jornal do Brasil - 25/11/2009

Até onde convive com a democracia o excesso da popularidade presidencial? O exemplo de Lula ao reforçar o seu ineditismo é o de que só avança na aprovação política o presidente que renunciou a toda a veleidade de um terceiro mandato, e chega a esses dados únicos de aprovação em fins de seu segundo governo.

Não há que repetir como os países lá fora, a partir do próprio Obama, mostrem o nosso capital de respeito internacional. É o roldão que acossa o status quo nacional, enraizado na oposição proverbial que parece, de vez, perder o pé entre nós. Ou fecha-se a todos os “olhos de ver” e explode em despautérios melancólicos, como vem de fazer o atarantado Caetano Veloso, chamando Lula de analfabeto e cafajeste.

É frase de quem fala de seu quintal bem instalado, e insulta o presidente que mudou a escala da prosperidade brasileira. Trouxe a população de uma Colômbia para a nossa economia de mercado e se vê reconhecido por todos os grupos e segmentos da nova mobilidade nacional. A grosseria nada tem a ver com sentimentos de classe média, que hoje já responde por 56% da nossa população.

O novo e inédito comando de Lula não é o de um carisma clássico, em que uma coletividade delega a um fuehrer, ou a um chefe da hora, o exercício ou forra de sua expectativa coletiva. O “Lula lá” é a do povo todo que chegou ao Planalto, e que hoje na sua solidariedade independe de partido, de poderes corporativos sindicais e desarma todos os cálculos de um ganha e perde do rondó político tucano.

A palavra diária do presidente, que não ensina, nem prega, mas tem o dom da consonância com o que o povo quer ouvir, não como consolo, mas o passo a passo – e o PAC o assegura – deste Brasil que se sabe no poder, e o frui. Há, sim, um tom de repente no que ouvimos todo dia, mas é também o de uma reflexão em marcha, que criou este coloquial único de entendimento que nada tem mais a ver com a fala “bem” do país dos hierarcas. O novo é muitas vezes o óbvio, sim. Mas esse que se reautentica tão só por quem pode dizê-lo.

O país que vai às urnas em 2010 tem na sua cabeça novas e legítimas razões de apoio ao governo que descartou por inteiro o que diga o palanque das oposições vociferando contra os ditos analfabetos e cafajestes. O nouveau richismo verbal de Caetano só mostra como se perdeu no Brasil de Lula, este que sabe para onde não quer voltar, e de como vai adiante, nas certezas do país da mudança e não do vedetismo deslumbrado.

Candido Mendes é presidente do senior board do Conselho Internacional de Ciências Sociais da Unesco, membro da Academia Brasileira de Letras e da Comissão de Justiça e Paz.

Origem: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/11/24/e241126518.asp

(*) O artigo desta postagem chegou-me por email enviado pelo amigo Marcelo A. Benedito.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

seminário irá debater a obra do geógrafo milton santos

O congresso nacional é a casa que deságua todas as decisões da nação como expressão dos interesses e aperfeiçoamento da democracia. ‘’Que é a universalidade do poder, um homem um voto, onde todos se igualam na colocação do voto na urna’’.

O blog onegronobrasil1980.blogspot.com interage na divulgação da programação do seminário MILTON SANTOS, promovido pela comissão de educação e cultura da câmara dos deputados. Leia na íntegra.

samba da beringela - aniversário de 1 ano neste domingo

Domingo agora, dia 29/11 tem o Samba da Beringela. Aniversário de 1 ano.


Samba da Beringela é do MURILÃO. Beringela pq sua esposa D. Tereza nos deixa agraciados por uma deliciosa Beringela em Conserva, preparada por ela.


E por ser aniversário de 1 ano, o Murilão e D. Tereza vão trazer muita gente boa.


Local: Padaria Santa Maria ou Padaria do Sr. Alberto


Endereço: Av. Deputado Emílio Carlos,1150 - Vila Santa Maria - Limão.


Horário: 15:00h

terça-feira, 24 de novembro de 2009

as mãos dos pretos

AS MÃOS DOS PRETOS

Já nem sei a que propósito é que isso vinha, mas o Senhor Professor disse um dia que as palmas das mãos dos pretos são mais claras do que o resto do corpo porque ainda há poucos séculos os avós deles andavam com elas apoiadas ao chão, como os bichos do mato, sem as exporem ao sol, que lhes ia escurecendo o resto do corpo. Lembrei-me disso quando o Senhor Padre, depois de dizer na catequese que nós não prestávamos mesmo para nada e que até os pretos eram melhores do que nós, voltou a falar nisso de as mãos deles serem mais claras, dizendo que isso era assim porque eles, às escondidas, andavam sempre de mãos postas, a rezar.

Eu achei um piadão tal a essa coisa de as mãos dos pretos serem mais claras que agoraé ver-me a não largar seja quem for enquanto não me disser porque é que eles têm as palmas das mãos assim tão claras. A Dona Dores, por exemplo, disse-me que Deus fez-lhes as mãos assim mais claras para não sujarem a comida que fazem para os seus patrões ou qualquer outra coisa que lhes mandem fazer e que não deva ficar senão limpa.

O Senhor Antunes da Coca-Cola, que só aparece na vila de vez em quando, quando as coca-colas das cantinas já tenham sido todas vendidas, disse-me que tudo o que me tinham contado era aldrabice. Claro que não sei se realmente era, mas ele garantiu-me que era. Depois de eu lhe dizer que sim, que era aldrabice, ele contou então o que sabia desta coisa das mãos dos pretos. Assim:

“Antigamente, há muitos anos, Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, Virgem Maria São Pedro, muitos outros santos, todos os anjos que nessa altura estavam no céu e algumas pessoas que tinham morrido e ido para o céu, fizeram uma reunião e decidiram fazer pretos. Sabes como? Pegaram em barro, enfiaram-no em moldes usados e para cozer o barro das criaturas levaram-nas para os fornos celestes; como tinham pressa e não houvesse lugar nenhum, ao pé do brasido, penduraram-nas nas chaminés. Fumo, fumo, fumo e aí os tens escurinhos como carvões. E tu agora queres saber porque é que as mãos deles ficaram brancas? Pois então se eles tiveram de se agarrar enquanto o barro deles cozia?!”.

Depois de contar isto o Senhor Antunes e os outros Senhores que estavam à minha volta desataram a rir, todos satisfeitos.

Nesse mesmo dia, o Senhor Frias chamou-me, depois de o Senhor Antunes se ter ido embora, e disse-me que tudo o que eu tinha estado para ali a ouvir de boca aberta era uma grandessíssima pêta. Coisa certa e certinha sobre isso das mãos dos pretos era o que ele sabia: que Deus acabava de fazer os homens e mandava-os tomar banho num lago do céu. Depois do banho as pessoas estavam branquinhas. Os pretos, como foram feitos de madrugada e a essa hora a água do lago estivesse muito fria, só tinham molhado as palmas das mãos e as plantas dos pés, antes de se vestirem e virem para o mundo.

Mas eu li num livro que por acaso falava nisso, que os pretos têm as mãos assim mais claras por viverem encurvados, sempre a apanhar o algodão branco de Vírginia e de mais não sei aonde. Já se vê que a Dona Estefânia não concordou quando eu lhe disse isso. Para ela é só por as mãos desbotarem à força de tão lavadas.

Bem, eu não sei o que vá pensar disso tudo, mas a verdade é que ainda que calosas e gretadas, as mãos dum preto são sempre mais claras que todo o resto dele. Essa é que é essa!

A minha mãe é a única que deve ter razão sobre essa questão de as mãos de um preto serem mais claras do que o resto do corpo. No dia em que falámos disso, eu e ela, estava-lhe eu ainda a contar o que já sabia dessa questão e ela já estava farta de se rir. O que achei esquisito foi que ela não me dissesse logo o que pensava disso tudo, quando eu quis saber, e só tivesse respondido depois de se fartar de ver que eu não me cansava de insistir sobre a coisa, e mesmo assim a chorar, agarrada à barriga como quem não pode mais de tanto rir. O que ela me disse foi mais ou menos isto:

“Deus fez os pretos porque tinha de os haver. Tinha de os haver, meu filho, Ele pensou que realmente tinha de os haver... Depois arrependeu-se de os ter feito porque os outros homens se riam deles e levavam-nos para as casas deles para os pôr a servir como escravos ou pouco mais. Mas como Ele já não os pudesse fazer ficar todos brancos porque os que já se tinham habituado a vê-los pretos reclamariam, fez com que as palmas das mãos deles ficassem exactamente como as palmas das mãos dos outros homens. E sabes porque é que foi? Claro que não sabes e não admira porque muitos e muitos não sabem. Pois olha: foi para mostrar que o que os homens fazem, é apenas obra dos homens... Que o que os homens fazem, é feito por mãos iguais, mãos de pessoas que se tiverem juízo sabem que antes de serem qualquer outra coisa são homens. Deve ter sido a pensar assim que Ele fez com que as mãos dos pretos fossem iguais às mãos dos homens que dão graças a Deus por não serem pretos”.

Depois de dizer isso tudo, a minha mãe beijou-me as mãos.

Quando fugi para o quintal, para jogar à bola, ia a pensar que nunca tinha visto uma pessoa a chorar tanto sem que ninguém lhe tivesse batido.

[23]

Bibliografia essencial: Luís Bernardo Honwana, Nós Matámos O Cão Tinhoso, Afrontamento

Origem: http://asombradospalmares.blogspot.com/2003/09/lus-bernardo-honwana-as-mos-dos-pretos.html

vii aniversário do projeto rua do samba paulista

DIA 28 de Novembro
VII ANIVERSÁRIO DO PROJETO
Rua do Samba Paulista
84ª Edição

O Projeto Rua do Samba Paulista. acontece todo último sábado do mês - desde o ano de 2002- até o nosso 6º aniversário os encontros aconteciam no Largo General Osório . Luz, Centro Velho de São Paulo - e tem como principal objetivo o resgate, promoção, divulgação e preservação do Samba Paulista, através do reconhecimento e homenagem a todos aqueles que lutaram, lutam e continuarão lutando pelo Samba, além de contribuir para a revitalização da Região central da cidade.

Passados 7 anos, a RSP uma Roda de Samba, aos moldes de um terreiro imemorial, se constituiu como um terreiro de lazer e congraçamento da população paulista e paulistana afeiçoada ao samba e as suas tradições, tem contribuído para a transformação da região central da cidade como um fecundo centro gerador de ações culturais, um Pólo de Cultura, além, constituir um espaço de lazer e de afirmação da identidade e de resistência cultural da população afrodescendente, tanto na luta pela preservação de suas heranças e referências culturais como também na luta pela inclusão social, contra o racismo, o machismo e na construção de cidadania.

Próximo sábado, último sábado do mês, 28 de novembro, celebraremos o nosso 7º aniversário. No período da manhã, teremos uma mesa-redonda, um café da manhã, com os amigos e parceiros, para avaliação do Projeto e elaboração do calendário 2010. No período da tarde, a RODA DE SAMBA, com convidad@s, amig@s e com a participação especial da Velha Guarda do Samba Paulista.

O Projeto RUA DO SAMBA PAULISTA é uma realização do Projeto Cultural Samba Autêntico, UNEGRO – União de Negros pela Igualdade, com a parceria da Prefeitura de São Paulo e do Coletivo de Empresários e Empreendedores Negros – CEABRA, e acontece todo o último sábado do mês, agora em um novo endereço: Av. São João, entre o Boulevard e o Largo São João, Centro de São Paulo.

É NA RUA E É DE GRAÇA !!!

Convidamos a tod@s para participarem desta celebração e compartilhar deste AXÉ !!!


Coordenação do Projeto
RUA DO SAMBA PAULISTA

Rebele-se
contra o racismo !!!!

pra fechar o mês com muito Asè !!!

Vamos fechar o Mês de Novembro com muito Samba!

Dia 27/11 Samba Autêntico na FAPESP

Dia 28/11 Rua do Samba Paulista



ANIVERSÁRIO DO PROJETO RUA DO SAMBA PAULISTA

RODA DE SAMBA

GRAVAÇÃO DE CD AO VIVO

CONVIDADOS



Asè, Patacori!
T. Kaçula
www.myspace.com/ttkacula
www.tkacula.blogspot.com



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

dia da semana, cores e saudações dos orixás

Cada orixá existente no candomblé ou umbanda tem uma correspondência com um dia da semana, assim como cores e saudações específicas.

No dia da semana de nosso orixá é comum usar roupas de cores correspondentes a eles, contas na cor do santo, sendo também o dia mais propício a fazer oferendas e alcançar graças, assim como agradecê-las.

Confira aqui tudo que corresponde ao seu orixá

Saudações, cores e os dias da semana para cada orixá

  • Exú - Mensageiro dos orixás Saudação: Laroyê Exú! Cores: vermelho e preto Dia da semana: Segunda-feira. Mais sobre Exú

  • Ogum - O orixá da guerra, é também ferreiro Saudação: Ogunhê! Cores: azul, verde Dia da semana: Terça-feira. Mais sobre Ogum.

  • Oxóssi - O orixá da caça e rei das matas Saudação: Okê arô! Cores: verde, azul Dia da semana: Quinta-feira. Mais sobre Oxóssi.

  • Omolú/Obaluaiê - O orixá da medicina, deus da varíola Saudação: Atotô! Cores: marrom, cor palha Dia da semana: Segunda-feira. Mais sobre Omulú.

  • Nanã Buruku - a mais velha dos orixás, primeira esposa de Oxalá, deusa da morte Saudação: Saluba Nanã! Cores: lilás, roxo Dia da semana: Terça-feira. Mais sobre Nanã.

  • Oxumaré/Bessen - O orixá da riqueza representado pelo arco-íris e pela cobra Saudação: Arroboboi Oxumarê! Cores: amarelo e verde Dia da semana: Terça-feira. Mais sobre Oxumarê.

  • Logunedé - O caçador filho de Oxum e Oxóssi Saudação: Olorikim Logun! Cores: amarelo e azul Dia da semana: Quinta-feira. Mais sobre Logunené.

  • Iansã - Senhora dos ventos e tempestades Saudação: Epahey Oyá! Cores: marrom e vermelho Dia da semana: Quarta-feira. Mais sobre Iansã.

  • Xangô - Senhor da justiça Saudação: Kao Kabiesilê! Cores: vermelho e branco, marrom e branco Dia da semana: Quarta-feira. Mais sobre Xangô.

  • Oxum - Orixá do amor, da fertilidade, maternidade e senhora das águas dos rios, lagos... Saudação: Ora yê yê ô! Cores: amarelo Dia da semana: Sábado. Mais sobre Oxum

  • Iemanjá - Deusa do mar, segunda esposa de Oxalá Saudação: Odò ìyá! Cores: prata e branco Dia da semana: Sábado. Mais sobre Iemanjá.

  • Ossaim - O orixá das plantas Saudação: Ewê ô! Cores: verde e branco com lista vermelha Dia da semana: Segunda-feira. Mais sobre Ossaim.

  • Obá - orixá dos ventos e redemoinhos Saudação: Obá Xiré Yá! Cores: rosa, coral Dia da semana: Quarta-feira. Mais sobre Obá.

  • Irokô - O orixá do tempo Saudação: Iroko y Só! Eeró! Cores: branco, cinza Dia da semana: Terça-feira. Mais sobre Irokô.

  • Oxalá/Oxaguiã/Oxalufã - O orixá maior Saudação: ÈPA BÀBÁ ! Cores: Branco Dia da semana: Sexta-feira. Mais sobre Oxalá.

Origem: http://www.raizesespirituais.com.br/orixas-cores-saudacao-dia/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

projeto nosso samba se despede de 2009 neste domingo!!!

Gente boa gente!

Domingo agora dia 22/11/09, o PROJETO NOSSO SAMBA DE OSASCO estará encerrando suas atividades de 2009. Por estarmos em novembro o tema da Roda de Samba será CONSCIÊNCIA NEGRA. E além da Roda de Samba, também será encenada a peça PERIFERIA pelo Grupo Teatral Crianças do Morro, coordenado por Adriana Aparecida de Souza (Drika).

A Peça diz a respeito do cotidiano das periferias, com suas violências (fisicas, psicológicas e morais), com esquetes criados a partir de pesquisas e depoimentos dos participantes; assim como seus desejos para uma sociedade não violenta, e sua luta em prol da paz. Trata-se da realidade vivida pela população de baixa renda.
Todos(as) estão convidados(as) a participar dessa Kizomba que marca o encerramento das atividades do PNS na Casa de Angola nesta temporada.

Quando: Domingo agora dia 22/11/09
Horário: Das 16:00h às 20:00h.
Local: Casa de Cultura Afro-Brasileira “CASA DE ANGOLA” - que fica junto ao Centro de Eventos Pedro Bertolozzo.
Endereço: Avenida Visconde de nova granada, nº 513, km 18, Osasco (altura do nº da Av. dos Autonomistas). A Avenida Visc. De Nova Granada é paralela à Rua São Maurício....Próx. Estação Comandante Sampaio.
Entrada: Franca

Abraços e... Saudações Sambísticas!!!

Selito SD.

PS: Cris, tá valendo. Grato pela divulgação! Beijo...


as três rodas sagradas do universo africano no brasil: candomblé, capoeira e samba

Juarez Tadeu de Paula Xavier

Conferência no Consulado Brasileiro em Barcelona

Juarez Tadeu de Paula XavierA oralidade é um fator decisivo nas civilizações africanas. Ela é a via condutora de todo o conhecimento ancestral passado de geração a geração. As palavras, os versos, os poemas que guardam a história, os mitos e ritos africanos são preservados pelos arquivos orais dos velhos e velhas. Mais do que o desenvolvimento da memória, a palavra é o veículo da verdade sagrada africana – verificável no mundo real - legada pelos antigos. Foi à palavra que preservou viva a memória coletiva africana. Os primeiros africanos que chegaram às Américas mobilizaram suas memórias coletivas para reinventar uma pequena África deste lado do oceano. Se reinventou uma nova África nas Américas, que se reinventa a cada dia, nas três rodas místicas e culturais brincadas pelos afro descendentes brasileiros: as rodas de candomblé, de capoeira e de samba.

O candomblé é a forma da expressão que as religiões de matrizes africanas adotaram em alguns locais, fora do continente de origem. Os três grandes grupos humanos que aportaram em terras americanas – bantu, nagô e jejê - adotaram esse sistema de transcendência – relação com os ancestrais mitolóJuarez Tadeu de Paula Xaviergicos e históricos sagrados - e imanência – formas ritualísticas dessa relação, por meio dos cantos, danças e toques. Os ancestrais míticos e de osso – osso do mesmo osso – são invocados para dançar e despejar forças místicas – axé - sobre seus filhos e . Na capoeira, os africanos aprenderam a arte da valentia na vida. Mais do que um jogo de roda, a capoeira é um jogo na “roda da vida”, com ataque, ginga, golpes traumáticos, desequilibrantes e de construção das identidades negras. A roda de samba é um pouco da síntese dessas rodas anteriores. O samba é um candomblé profano, onde são lembrados os ancestrais míticos do gênero. O samba é a capoeira do sambista, que desafia tudo e todos para criar sua referência cultural, em versos, prosas e música. Essas três rodas têm um núcleo consistente em comum: nelas juntam-se sobre a base da oralidade o canto, a dança e o toque.

O canto faz parte do universo diário dos povos africanos. O canto está na adoração da ancestralidade, no trabalho do dia-a-dia, na preparação da guerra e nas delícias do amor. Mais do que pontuar momentos efêmeros, o canto para o africano é lembrar o passado, fazer o presente e inventar o futuro. O canto constrói cenários, imagens personagens e histórias. Nele, não se joga palavra fora. Cada palavra, frase e rima é uma solução de vida. É uma proposição! O afrodescendente não vive sem sua linguagem corporal. As mãos falam; os pés gritam, os olhos murmuram; os ouvidos cochicham, e a língua enuncia a palavra - Juarez Tadeu de Paula Xaviermelhor na boca do filho do que na do pai. Enquanto para o Ocidente o corpo era a prisão da alma, para o africano o corpo é o espaço de manifestação da alma. O som entra pela carne, e a faz vibrar. A alma do africano dança, como dançam seus orixás e os seus ancestrais, dança a natureza, dança o cosmo. O corpo inerte é o corpo morto. A vida e a morte dançam no ritmo do universo africano. Já os tambores falam! Quem já esteve perto de uma orquestra de tocadores de candomblé - rum, rumpi, lê, gan, xequere -, quem já esteve perto de uma bateria de escola de samba e quem já esteve perto do pandeiro, atabaque, reco-reco e berimbau de uma roda de capoeira, sabe o significado do toque musical para os afrodescendentes. São nesses gestos, fazeres e cantares que a África vive e revive em nós. Com pedaços intactos da presença africana; outros, misturados no cotidiano do negro; alguns, inventados nas oficinas dos saberes populares: os cantos, danças e toques africanos soam e vibram no cotidiano dos afrodescendentes brasileiros, por mais distantes que pareçam. Axé!

Juarez Tadeu de Paula Xavier, Jornalista, formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Mestre e doutor pelo Programa de Pós-Graduação e Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP/Prolam), na linha de Pesquisa de Comunicação e Cultura, onde pesquisou as relações internas da tradição religiosa iorubá, no Brasil e em Cuba (tradições Nagô e Lukumi). Diretor e professor do Curso de Comunicação Social da Universidade Cidade de S. Paulo.

Origem: http://www.capoeiravadiacao.org

os vetores da sacralidade africana e as rodas sagradas da resistência negra

*Juarez Tadeu de Paula Xavier

No Brasil, as formas da religiosidade dos descendentes de africanos assumiram três vetores distintos, mas inter-relacionados: as matrizes religiosas com forte presença negra, as tradições afro-brasileiras e as tradições afrodescendentes.

O primeiro vetor - matrizes religiosas com forte presença negra - constitui-se a partir das irmandades negras, que se formaram na base da igreja católica. Quando chegavam ao país, os africanos escravizados eram batizados. Seus nomes originais trocados por nomes de origem portuguesa. Após o batismo - segundo os teólogos da época, para salvá-los de suas vidas pagãs - filiavam-se a uma irmandade, das diversas existentes, de acordo com sua origem - ou a origem de seu embarque para o país.

Importantes irmandades surgiram nessa fase. Algumas de grande reputação, como as irmandades de Nossa Senhora da Boa Morte[1] e a irmandade de S. Benedito. Essas irmandades eram espaço de socialização da população escravizada e, muitas vezes, focos de resistência à escravidão, com a compra da alforria ou como local de abrigo para africanos fugitivos. Muitas dessas irmandades tiveram papel importante para a reconstrução dos universos sociais e culturais destruídos pela violência do cativeiro.

No segundo vetor - as tradições afro-brasileiras - mesclaram-se as diversas linhas de religiosidades que se encontraram neste lado do Atlântico, com diversas denominações: umbanda, quimbanda[2] e candomblé de Caboclo. Cada uma como sua singularidade e história particulares.

A umbanda é - a rigor - a única religião de expressão nacional surgida no país. No seu centenário, que se completa este ano, essa peculiar forma de transcendência e imanência religiosa é a síntese do "panteão" dos orixás iorubanos, a magnitude do espiritismo kardecista e das correntes do catolicismo popular, mesclado com a tradição indígena. Esse encontro singular estruturou uma das mais originais formas religiosa no país.

A quimbanda mesclou aspectos genuínos de uma população marginalizada e vulnerável que, na passagem da sociedade escravocrata e rural para a sociedade do trabalho livre e urbana, se aglomerava nas franjas da organização social, sem amparo legal e abandonada à própria sorte. Essa população encontrou na quimbanda um abrigo seguro para suas aflições e desamparo.

Já o candomblé de Caboclo - expressão singular brasileira - é a junção das matrizes africanas com as raízes indígenas, que se encontraram no Recôncavo Baiano, e produziram uma sínteses especial. Segundo alguns estudiosos, ao chegar na região, muitos africanos de origem bantu procuraram identificar o ancestral da terra, já que está tradição tem fortes ligações com a terra. Identificaram o índio com ancestral senhor da terra o adotaram com seu ancestral. Dessa releitura em busca do ancestral perdido e, nesse caldo de cultura especial, nasce essa tradição que fundi as duas matrizes numa única e original forma de adoração da ancestralidade afro-indígena, o candomblé de Caboclo..

O terceiro vetor - as tradições afro-descendentes - tem três origens distintas: a nagô/iorubá[3] - das regiões da África Ocidental, onde estão localizada a Nigéria, Togo e República do Benin -, a jejê[4] - a região do antigo Daomé - e a bantu[5] - que se estende por amplo território ao sul do continente africano.

Linha de corte

Essas tradições - a despeito da violência da fornalha da escravidão - procuraram preservar suas raízes ancestrais - de forma direta ou indireta - e constituíram o que o sociólogo Roger Bastide (1898-1974) chamou de "linha de corte", entre a sociedade global e a espaço onde reinventaram suas tradições, nas roças e terreiros de candomblé, para preservar suas formas de organização cósmicas, místicas, sociais e pedagógicas.

Em cada um desses três vetores encontram-se, em estado latente, três dimensões, em processo permanente de mudança, adaptação e modificação. Um pedaço original da civilização africana, outro pedaço síntese dos encontros das diferentes matrizes, e, como parte da originalidade dinâmica e criativa, um pedaço "inventado" no país, como fruto da criatividade mutante do universo africano. Nelas encontram-se uns núcleos densos africanos, uns núcleos ressemantizados pelas diversas formas de sínteses e uns núcleos inventados, no forno criativo do país.

Feijoada

O antropólogo cubano Fernando Ortiz (1880-1969) chamou esse encontro de "ajiáco", um cozido parecido com a feijoada, de origem cubana, onde se mesclam e se misturam todas as linhas civilizatórios que se encontraram na ilha caribenha.

Apesar de suas múltiplas matizes, esses três vetores têm características comuns. Eles foram portos seguros para a resistência negro-africana, contra a violência da descaracterização no período do trabalho servil.

Nesses espaços, os afrodescendentes reorganizaram seus ecossistemas humanos - suas visões de mundo, seus conhecimentos ancestrais, suas habilidades humanas no trato com a natureza e seus fenômenos, suas formas de organização moral, ética e deontológica, suas estruturas pedagógicos de fruição do mundo e do devir, seus conhecimentos sobre a vida e a morte, sua formas de invocação do sagrado, suas estruturas cosmológicas, sua originalidade cultural, sua musicalidade, sua motricidade corporal, enfeixada na dança e na capoeira, sua insaciável sede de vida - e reestruturaram sua humanidade africana.

Candomblé, samba e capoeira

No refazer de sua humanidade, os afrodescendentes brasileiros inventaram um espaço onde se encontraram o som, a dança e o canto - base da maiêutica africana - que fez brotar as três rodas sagradas da cultura negra do país: a roda de candomblé - onde os universos materiais e imateriais se encontram -, a roda de samba - onde o universo cultural expande suas possibilidades criativas - e a roda de capoeira - onde o universo fica de cabeça para baixo. Três rodas sagradas, três rodas de resistência, três rodas de reinvenção da humanidade africana, cravada na alma brasileira.

* Jornalista; doutor em Comunicação e Cultural; diretor do curso de Comunicação Social da Universidade Cidade de S. Paulo; Asogun do Ilê Ase Iya Mi Agba.

Saiba mais:

SANTOS, Deoscóredes Maximiliano dos. (mestre Didi). História de um terreiro nagô: crônicas históricas. São Paulo: Carthago & Forte, 1994.

SANTOS, Jocélio Teles dos. O dono da terra: o caboclo nos candomblés da Bahia. Salvador: SarahLetras, 1995.

SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nagô e a morte: pàdè. Àsèsè e o culto égun na Bahia. Petrópolis: Vozes, 1986.

SANTOS, Stella de Azevedo. Meu tempo é agora. São Paulo: Editora Oduduwa, 1993.



[1] Nascida nas senzalas há cerca de 150 anos, a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte tinha o intuito de alforriar negros ou dar-lhes fuga encaminhando-os para o Quilombo do Malaquias, em Terra Vermelha, zona rural da cidade de Cachoeira. Com a abolição da escravidão, as irmãs aproximaram-se da Igreja, surgindo assim a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte. (http://www.facom.ufba.br/com024/boamorte/ - acesso 11/11/2008 - às 11h35).

[2] Na estrutura interna, a quimbanda e a umbanda são muito parecidas, sendo que a quimbanda conservou o aspecto mais original da religião africana e voltou-se mais para os mitos de terror dos folclores pagão e ameríndio. A quimbanda também não procurou adaptar-se à mitologia do catolicismo, como o candomblé. A natureza específica da quimbanda é muito ambígua, pois há casos de prática de quimbanda em terreiros de umbanda, por pequenos grupos (http://www.guia.heu.nom.br/quimbanda.htm - acesso 11/11/2008 - às 12h).

[3] Os iorubás ou iorubas (em iorubá: Yorùbá), também conhecidos como ou yorubá (io•ru•bá) ou yoruba, são um dos maiores grupo étno-linguístico ou grupo étnico na África Ocidental, composto por 30 milhões de pessoas em toda a região. Constituem o segundo maior grupo étnico na Nigéria, com aproximadamente 21% da sua população total. (Wikipédia - acesso 11/11/2008)

[4] Candomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino de Dahomey levados para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Os vários grupos étnicos - como fon, ewe, fanti, ashanti, mina - ao chegarem no Brasil, eram chamados djedje (do yoruba ajeji, 'estrangeiro, estranho', designação que os yoruba, no Daomé atribuíam aos povos vizinhos. Introduziram o seu culto em Salvador, Cachoeira e São Felix, na Bahia, em São Luís, no Maranhão, e, posteriormente, em vários outros estados do Brasil. (Wikipédia - acesso 11/11/2008).

[5] Os bantos (grafados ainda bantu) constituem um grupo etnolingüistico localizado principalmente na África subsariana que engloba cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes. A unidade deste grupo, contudo, aparece de maneira mais clara no âmbito lingüístico, uma vez que essas centenas de subgrupos têm como língua materna uma língua da família (Wikipédia - acesso 11/11/2008).

Escrito por Agbede D'Ola às 16h28

Origem: http://ileaseiyamiagba.zip.net

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

11ª festa do livro da usp - 2009

http://www.edusp.com.br/eventos.asp

11ª Festa do Livro da USP - 2009 - Dias: 25-26-27 de Novembro das 09h00 às 21h00
LIVROS A PARTIR DE 50% DE DESCONTO !!! a metade do preço !!!!!!

Saguão do Prédio de Geografia e História da USP - FFLCH
Av. Prof. Lineu Prestes, 338 - USP

Cidade Universitária - São Paulo - SP

EDITORAS PRESENTES:

* 7 LETRAS
* AEROPLANO EDITORA E CONSULTORIA LTDA
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mte recebe relatório do planseq para negros e afro-descendentes

Documento da Comissão de Concertação passará por avaliação técnica e Chamada Pública

Brasília, 08/04/2009 - O diretor do Departamento de Qualificação do Ministério do Trabalho e Emprego (DEQ/MTE), Carlo Roberto Simi, recebeu da Comissão de Concertação do Plano Setorial de Qualificação para negros e afro-descentes relatório com a definição das vagas e locais onde serão implentados os cursos de qualificação. Uma Chamada Pública será realizada depois da análise técnica do documento.

A Comissão, formada em Audiência Pública, é composta por representantes patronais, do governo e da sociedade civil que foi constituída para elaboração de um documento que atendesse a realidade social dessas pessoas, levando em consideração, entre outros fatores, os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) durante 2008.

Constatou-se que quinze estados mais o Distrito Federal serão contemplados com a qualificação social e profissional nos setores de serviço e comércio. 25 mil vagas serão distribuídas nas ocupações de atendente de lanchonete, borracheiro, carpinteiro, costureira, cuidador de pessoas com doenças falciformes, eletricista, empacotador, gerente de supermercado, operador de caixa, operador de telemarketing, recepcionista, repositor, supervisor e vendedor.

Realidade - De acordo com o relatório, a comunidade negra e afro-descendente apresenta os piores índices de empregabilidade, os menores salários, a mais baixa formação educacional e, ao mesmo tempo, ocupa a cabeceira das estatísticas de desemprego.

"Esse é o maior Planseq com marca social da história do MTE, e o maior de todos também. Faremos o possível para atender essa demanda, que já é antiga da sociedade. Será altamente positivo para o Brasil", concluiu o diretor.

Confira o número de vagas destinadas aos

seus respectivos estados:

UF Vagas
AL 315
AP 280
AM 340
BA 2.165
CE 2.340
DF 1.740
GO 765
MA 340
MT 2.940
MG 6.970
PR 965
PA 425
PE 300
RJ 3.860
RS 465
SP 790

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317 - 6537/2430 - acs@mte.gov.br

seminário da diversidade cultural

SID/MinC promove último encontro da série nos dias 17 e 18 deste mês, em São Paulo

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2009/11/capa_site_diversidade1-163x163.jpgSão Paulo será sede, nos dias 17 e 18 de novembro, do último encontro do ano do Seminário da Diversidade Cultural - Entendendo a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

O evento reunirá, mais uma vez, gestores públicos e privados para discutir os conceitos, objetivos e princípios diretores da Convenção, adotada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2005 e ratificada pelo Brasil em 2007.

Promovido pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), o Seminário conta, nesta edição, com a parceria do Instituto Itaú Cultural, local da realização do evento, e do Observatório da Diversidade Cultural.

A Convenção da Unesco, já adotada em 103 países, tem como principal objetivo proteger e promover a diversidade das expressões culturais, materializadas e transmitidas principalmente pelas atividades, bens, serviços culturais, línguas e costumes de cada comunidade. Além de reafirmar o direito soberano dos Estados de formular e implementar suas políticas culturais, a Convenção disponibiliza uma série de medidas que as Partes podem adotar para proteger e promover a diversidade das expressões culturais em seu território.

“A Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais foi criada exatamente porque a diversidade cultural no mundo corre perigo. A globalização econômica e financeira e o progresso das tecnologias de informação e comunicação facilitaram a circulação dos bens e serviços, o que resultou em uma maior interação cultural. O problema é que essa interação tem acontecido de maneira profundamente desigual, com um fluxo de bens e serviços culturais direcionado principalmente dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento”, alerta Giselle Dupin, coordenadora de Articulação, Formulação e Conteúdo da SID/MinC e membro da delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção.

“O exemplo mais visível desse desequilíbrio é a oferta de filmes no mundo. As grandes produtoras cinematográficas são norte-americanas e detêm cerca de 90% do mercado mundial de audiovisual, incluindo filmes e programas para a televisão”, cita Giselle, que fará palestra no Seminário sobre os princípios básicos da Convenção e do andamento das negociações com o Comitê Intergovernamental.

O secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, participa da solenidade de abertura do evento, pela manhã, e na parte da tarde fala sobre as ações que estão sendo desenvolvidas para a proteção e a promoção das expressões representativas da diversidade cultural do país e como as políticas públicas de Cultura no Brasil estão respondendo aos desafios da Convenção. Participam da mesa de abertura, como convidados, o secretário municipal de Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Calil, e a presidente do Itaú Cultural, Milú Villela.

Ainda no dia 17, o evento também terá como palestrantes Hirton Fernandes, coordenador de Culturas Populares da Secretaria de Cultura da Bahia, e André Sturm, coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. No dia 18, proferem palestras sobre a Diversidade Cultural e a participação da Sociedade Civil José Márcio Barros, do Observatório da Diversidade Cultural; Azelene Inácio Kaingang, socióloga indígena do Mato Grosso; João Batista da Luz, representante da Comunidade Quilombola dos Arturos de Minas Gerais; e Renata Katsue Yuba, representante da Comunidade Japonesa Yuba de São Paulo.

Confira a programação no Blog do Seminário: blogs.cultura.gov.br/diversidadecultural.

Seminário da Diversidade Cultural - Esse é o quinto e último encontro de uma série realizada ao longo deste ano, e que terá continuidade em 2010, pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura para divulgar a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. O primeiro, voltado para os gestores da região Sudeste, aconteceu no mês de junho, em Belo Horizonte. O segundo foi realizado em Sousa, na Paraíba, reunindo gestores públicos e privados de Cultura de todo o semiárido nordestino. Em agosto, em Boa Vista, foi a vez dos gestores da região Norte. O quarto encontro reuniu gestores do Centro-Oeste, em Campo Grande, nos dias 6 e 7 deste mês.

Outras informações sobre o Seminário: (61) 2024-2383, com Júlia Tolentino.

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Site: http://www.cultura.gov.br/sid

Blog: http://blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural/

Twitter: http://twitter.com/diversidademinc

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acontece na fflch-usp nº 021

pasmem: o ato médico passou na câmara dos deputados e agora vai para o senado!!!!!

Tatiana Maria Sanches
13/11/2009

Projeto de Lei do Ato Médico

No dia 22 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei do Ato Médico. De forma absurda, ele define quais atividades da saúde que serão exclusivas dos médicos e as que podem ser desempenhadas por outros profissionais, entre eles, nós, os psicólogos. Resumindo: o projeto restringe a atuação de outras profissões da saúde subordinando-as ao médico.

O SinPsi e o conjunto das entidades da psicologia se posicionam contrariamente ao Ato Médico que de modo autoritário e anacrônico passa a ditar como a saúde deve ser cuidada. Mais que prejuízo aos outros profissionais, o que está em risco é a própria sociedade. Todo o avanço no conceito de saúde e a consideração dos múltiplos fatores envolvidos fica perdido e o que passa a prevalecer é uma visão restrita a um determinado saber, o saber médico. Esse é um debate antigo e superado, ao menos até agora. O próprio SUS é organizado dentro de uma concepção de saúde e doença que considera inclusive os fatores sociais, ambientais e culturais. Mais do que ameaçar os 4 milhões de profissionais da saúde, a ameaça também se faz aos 191 milhões de brasileiros.

A nossa luta não é contra o trabalho médico. O que reivindicamos é que todos profissionais que atuam no âmbito da saúde possam trabalhar de forma sistêmica, garantindo a interdisciplinaridade necessária para uma compreensão abrangente e integral.

No campo prático há riscos enormes. O primeiro é o do aumento de custos, pela duplicação artificial de esforços e a necessidade desnecessária do controle do médico. O outro é da desorganização dos serviços públicos que deverão ser reestruturados para atender as exigências da lei. Também há a questão da escassez de médicos, principalmente na área de saúde mental, que será ainda maior já que tudo será feio por ordem e aprovação do médico.

Ainda há no projeto a exclusividade do médico para direção clínica de todos os equipamentos de saúde. Mais uma arbitrariedade que não encontra base na realidade e desrespeita todos os avanços dos últimos anos.

Caso o projeto entre em vigor, as pessoas que tiverem problemas que não precisam ser resolvido por um médico, como problema postural (fisioterapia), obesidade (nutricionista) ou um caso de sofrimento psíquico (psicólogo), terão que ir obrigatoriamente ao médico, pois ele passará a ser o único profissional autorizado a diagnosticar a prescrever tratamento em qualquer problema de saúde.

Sem autonomia no seu próprio campo de atuação, todos os profissionais serão apenas auxiliares dos médicos. Acontece que essas profissões, como a nossa, construíram seus saberes pela pesquisa e pela prática por séculos.

Devemos questionar os parlamentares se na hora que eles aprovaram o projeto, pensaram em questões como: será que todo o médico sabe o suficiente para determinar como será realizado o tratamento de todos os outros profissionais? Se a formação acadêmica de um médico englobasse o conhecimento técnico e prático de todas as outras 11 profissões de nível superior da área da saúde, porque essas profissões existiriam e teriam sido regulamentadas pelo pro lei federal?

Não podemos deixar a uma única profissão a tarefa de decidir sobre tratamento e cuidado. O Brasil não pode abrir mão do cuidado multidisciplinar.


*** Com informações do Conselho Federal de Psicologia**



Clique aqui e envie mensagens aos senadores e à presidência da República questionando o PL do Ato Médico!

prefeito de são caetano transfere feriado do dia da consciência negra do dia 20, sexta-feira, para o dia 22, domingo... pode?!?

José Auricchio Júnior - Prefeito de São Caetano

DECRETO Nº 9.958 DE 06 DE NOVEMBRO DE 2009 "TRANSFERE O FERIADO MUNICIPAL DO DIA 20 DE NOVEMBRO DE 2009 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS".


JOSÉ AURICCHIO JÚNIOR, Prefeito Municipal de São Caetano do Sul, no uso de suas atribuições legais, nos termos do inciso VIII do artigo 69 da Lei Orgânica do Município,

D E C R E T A:-


Artigo 1º - Fica transferido para o dia 22 de novembro de 2009, domingo, o feriado municipal do dia 20 de novembro de 2009 - "Dia Nacional da Consciência Negra", instituído pela Lei Municipal nº 4.446 de 16/11/06.

§ Único - As unidades administrativas que prestam serviços essenciais ou obrigatórios à população ficam excluídas das disposições do presente decreto, as quais funcionarão através do estabelecimento de plantões ou outro meio que for determinado pela Secretaria a que estejam subordinados.

Artigo 2º - As despesas com a execução do disposto neste decreto correrão por conta das verbas próprias do orçamento, suplementadas se necessário.

Artigo 3º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, 06 de novembro de 2009, 133º da fundação da cidade e 62º de sua emancipação Político-Administrativa.

O conteúdo dseta postagem chegou-me enviado por email pelo colega Segis Caldo.