segunda-feira, 27 de abril de 2009

manuel zapata olivella


Manuel Zapata Olivella (Lorica, Córdoba, 17 de marzo de 1920 - Bogotá, 19 de noviembre de 2004) fue un médico, antropólogo, folclorista y escritor colombiano, el más importante representante de la literatura afrocolombiana.

Siendo niño Manuel Zapata Olivella, su padre, el profesor Antonio María Zapata Vásquez, se trasladó con su familia a Cartagena de Indias, en donde refundo el Colegio "La Fraternidad" donde el ser humano y su entorno, eran los ejes fundamentales de estudio desde una óptica científica y humanista, que reñía con la cátedra religiosa imperante para la época.

Estudió Medicina en la Universidad Nacional de Colombia, en Bogotá. De 1943 a 1947 viajó por América Central y México ejerciendo los más diversos oficios. En la ciudad de México trabajó en el Sanatorio Psiquiátrico del Dr. Ramírez y después en el Hospital Ortopédico del Dr. cantante Alfonso Ortiz Tirado, para la revista Time y para la revista Sucesos para Todos. Discutía contra su hermano Virgilio defendiendo a los Estados Unidos, cambiando de manera de pensar después de un viaje a este país donde sufrió discriminación racial.

Durante su estancia en México, escribió la novela no publicada "Arroz Amargo". Como etnógrafo, publicó varios estudios sobre las culturas de los negros de Colombia. Enseñó en varias universidades de Estados Unidos, Canadá, Centroamérica, y África. Fundó y dirigió la revista de literatura Letras Nacionales.

El tema principal de la narrativa de Zapata Olivella es la historia y la cultura de los habitantes del caribe colombiano, en especial la vivencia de los negros e indigenas. Su obra más importante es la novela Changó, el Gran Putas (1983), una extensa obra que se propone como la epopeya de los afroamericanos, narrando sus orígenes en África, las historias de los negros cimarrones en Cartagena y la independencia de Haití, hasta llegar a la lucha contra la segregación en Estados Unidos. Su novela anterior En Chimá nace un santo (1964) fue finalista en dos concursos legendarios, el Esso de 1963, en que fue derrotada por Gabriel García Márquez con La mala hora y el Premio de Novela Breve Seix Barral, cuyo primer puesto fue para La ciudad y los perros, de Mario Vargas Llosa.


Origem com mais irformações: http://es.wikipedia.org/wiki/Manuel_Zapata_Olivella


Assita o documentário

Manuel Zapata Olivella, Abridor de caminos. - 28:26 - 11/09/2007
María Adelaida López - www.manuelzapataolivella.org

Documental Duración: 30 minutos Dirección: María Adelaida López 2007 Escritor, novelista, antropólogo, investigador y científico social, Manuel Zapata Olivella (Lorica, 1920 - Bogotá, 2004) fue uno de los afrocolombianos más destacados del siglo XX. A partir de un recorrido por su vida y obra, el documental aborda varios aspectos fundamentales de este polifacético y prolífico personaje, centrándose en dos en particular: el primero, relacionado con sus trabajos de investigación, promoción y difusión de la cultura tradicional colombiana, y el segundo, enfocado en su aporte literario en cuanto a la reivindicación y visibilidad de la cultura y la historia de los negros en el continente americano. Clique aqui!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

em madureira (rj) passgeiros são agredidos por funcionários / feitores da supervia, concessionária de ferrovia. como nos tempos do escravagismo


Hoje pela manhã assisti estupefato, no tele jornal Bom dia Brasil, a uma matéria sobre a greve dos ferroviários na cidade do Rio de Janeiro. A atitude dos funcionários da concessionária SuperVia lembrou a dos feitores dos tempos escravagistas. Pior ainda foram as palavras do diretor de marketing da empresa, José Carlos leitão, que justificou a atitude dos "preparados" agentes dizendo que os agredidos são marginais e que cometeram o crime de impedirem o fechamento das portas da composição. Incrível, não?! Bem... vejam mais na postagem seguinte.

SuperVia agride passageiros

por Eucimar de Oliveira

Não bastasse o desconforto de enfrentar longos atrasos dos trens por causa da greve dos ferroviários, os passageiros da SuperVia foram tratados hoje pela manhã, na estação de Madureira, como animais tocados para o curral. Imagens exibidas pelo Bom Dia Brasil, da TV Globo, mostram agentes da empresa chutando, empurrando, dando socos e até chicotadas nas pessoas para que elas entrassem nos trens superlotados. Há pouco a SuperVia informou que demitiu os funcionários envolvidos nos espancamentos. Veja aqui a matéria e o video.

Origem: http://youpode.com.br/?p=5728

Mais sobre o assunto.

homens são chicoteados em trem no rio por agentes da supervia

terça-feira, 14 de abril de 2009

a rota caribenha da escravatura

Texto recebido por email do CEA - Centro de Estudos africanos

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ANGOLANOS POVOARAM TAMBEM AS ANTILHAS HOLANDESAS

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E um dos factos históricos, maior, pouco conhecido, que confirma a obra colectiva “Presencia africana en el Caribe” , livro editado sob a coordenação da africanista mexicana Luz Maria Martinez Montiel pelo Conselho Nacional pela Cultura e Artes da Republica Federal, na sua didáctica colecção “Chaves da América Latina. A nossa Terceira Raiz “.

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Selado num consistente volume de 652 paginas, a compilação de San Angel articula-se numa dezena de capítulos nas quais os autores-contribuidores analisam, sob uma abordagem, preferencialmente, insular, a barulhenta instalação dos melano-africanos em Cuba, a profunda influência dos cultos congos na grande ilha, a evolução dos niger na Republica Dominicana, esta parte oriental da histórica Espanola, o enraizamento africano em Porto Rico , a particular bi-nacion, a estampilhagem civilizacional negra dos aferolhados na espiritual Jamaica, a definitiva adaptação da mão-da-obra negra nas cinco ilhas holandesas das Caraíbas, Curaçao, Bonaire e aparentadas; as, tornadas, afro-guianeses e a acomodação histórica dos afro-surinamenses.

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Nota, ai, com muito interesse, a síntese de Joel James Figarola comparando a natureza dos laços linguísticos e antropológicos que se estabeleceram entre Cuba e Haiti.

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Reencontra-se, ai, dentro dos especialistas que propuseram as suas analises a esta obra, o meu excelente colega, cubano, membro do novo Comité Cientifico Internacional do Projecto da UNESCO “ A Rota do Escravo “ , Miguel Barnet e a claridente Lydia Milagros Gonzales de Porto Rico.

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Na sua introdução a obra, Maria Montiel recorda, bem a propósito, que é a experiencia humana e agrícola da exploração da preciosa cana-de-açúcar em São Tomé, que foi aplicada no “além Atlântico das plantações”.

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Com efeito, arquipélago descoberto, inabitado, e lutando com um sub-povoamento crónico, este fornecera no novo continente e no conjunto insular, contingentes de cativos vindos, maioritariamente, do vizinho e parceiro Reino do Kongo e do litoral enclave português de Angola.

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São eles que provocarão, segundo a antropóloga mexicana, vários processos de estampilhagem civilizacional bantu no conjunto insular tais como a emergência dos famosos cultos sincréticos congocubanos ou palo mayombé, animados em Cuba, pelos mojigangas e em Porto Rico pelas sectas mialas.

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Perpetuarão, nas ilhas tropicais do Novo Mundo, o consumo da malanga (iniame) e do quimbombo( banana pão).

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Epicurianos, produzirão a música popular de grande ilha, comos seus ritmos e danças lascivos, a rumba, a conga, a bembé e a calenda.

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PUNCOES EXUTORIAS

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Retomarão, nas Guianas, os seus tambores do Congo e de Angola.

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Esses rebeldes, vindos da Colónia de Angola ou embarcados da embocadura do Congo conservarão os seus antropónimos, tais como Lemba, na República Dominicana.

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Rafael Duharte Jimenez indica, na sua vigorosa síntese intitulada “África em Cuba “ , a instalação em Havana, logo no século XVI, de Engolas, Embo, Congo, Casanga, Moçambique e São Tomé. Esses perpetuarão os nkise (feitiços), no quadro das crenças mayombé, bem manipulados pelos inevitáveis ngangas.

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Retomando o léxico residual de origem africana proposto pelo Sérgio Valdés Bernal, o contribuinte cita, entre outros elementos, para as palavras de filiation, visivelmente bantu, mambi , de mbi (assustador), bembé de bembo (lábios), gandul de wandu (ervilhas), mambo de mambu (diferendo), marimba (xilofone) e tango de tanga (cantar).

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Jimenez nota, dentro dos numerosos factos sintomáticos da influência bantu na “Gran Plantacion”, a titularização de filmes cubanos sobre a escravatura; uma dessas producoes sobre esse tema é Maluala (O Ofendido).

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Na sua notável contribuição, bem intitulada, “A cultura generada pelo açúcar”, o tenaz Miguel Barnet confirma que uma das zonas de proveniência de cativos introduzidos, clandestinamente, depois de 1873, ano de registo oficial, da chegada do ultimo navio negreiro num porto cubano, foi, numa grande escala, “las regiones del Congo”.

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Para ele, as terras kongo foram “ una de las zonas mas devastadas “ pelas punções executórias esclavagistas em direcção ao setentrion antilhano.

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Isso provocara, naturalmente, a retenção de etnomimos tais como Mayombé, Loango, Musundi, Ngola, Benguela e Kabinde ou cultos tais como os ligados aos kimbisa, espíritos, a devoção ao Nsambi ou Sambiampungo, a veneração do Ntangu, o Sol e da Mama Nkengue, Divinidade androgene, a crença aos endocui ao kandiempembé, o endoqui malo, a gestão dos munansos lugares de cultos e a fabricação dos kinfuiti, ngoma; matoko e matuka, tambores, a utilização, de mpaka meso e o respeito pela jupeteriana ensasi.

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Notar-se-á, na grande ilha, a perpetuação antropológica das convicções bantu sobre a força divina injectando o vital sangue menga e acordando a inteligência pelo nkuto, a orelha.

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E a instalação, massiva, da mão-de-obra vinda do “Pais da pantera” que explicara a multiplicação, durante o período colonial, dos Cabildos congos ou Congos Reales. Esses foram muito activos nas actuais províncias de Las Villas e Matanzas assim como na região de Colon.

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A famosa Sagua la Grande , em Las Villas , é a praça forte dos Eshicongos, que eles consideram como o seu kunalungo ou kunalumbu, do bantu, nlumbu, território. Tentou-se, ai, convencer Barnet, que o Congo Reale desta localidade era o “ Congo dia Ntotila de verdad”.

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CRISTALIZACAO SINONIMICA

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O membro, reconduzido, da instância da UNESCO retoma, bem à propósito, a sua compatriota Lydia Cabrera, que notou uma informação datada de 28 de Janeiro de 17 99, sobre a organização, na periferia da Havana, de barulhentas festas pelas naciones congos. Essas eram animadas, por, nomeadamente, os Basongo, os Mumboma, os Mundamba e os Mayaka.

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A significativa e continua presença congo no território adjacente o Golfe do México provocara a cristalização sinonímica com o termo negro.

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Com efeito, a designação etnonímica vinda da contra costa, de Africa central, se aplicara, em verdadeiro genérico, a diversos elementos da vida social cubana. Tudo se torna congo.

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Qualifica-se as outras comunidades bantu, aparentadas, deste predicativo. Avalia-se uma trintena de atribuições, dentre dos quais congo ngola, congo muluanda, congo kisiamo, congo babundo, congo mbangala, congo kisenga, congo ambaka, congo motembo e congo makua.

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O kisomba kia ngongo, visivelmente, kimbundu, torna-se fiesta de congos.

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Examinando a presença niger na Republica Dominicana, Carlos Andujar Persinal identifica, como uma das principais proveniências de bozales, a Africa central, cujo activo núcleo esclavagista é constituído, essencialmente, do solido bloco Congo/Angola, e do seu corolário humano, São Tomé.

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O contribuinte de Santo Domingo apresenta detalhes sobre esta proveniência baseando-se em estatísticas históricas e diversos elementos de natureza etnonímica.

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Nota, entre 1547 e 1821, a chegada em Espanola, de grupos de cativos bantu de etnias congo ngola, congo muluanda, congo kisiamo, congo babundo, congo mbangala, congo kisenga, congo ambaka, congo motembo e congo makua.

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Assinala, entre outros factos históricos sintomáticos do significativo povoamento bantu neste território ilhéu banhado pelo Mar das Caraíbas, a morte, em 1547, do líder cimarron, bem nomeado, Sebastian Lemba e o aprisionamento, em 1796, após a corajosa insurreição de Boca de Nigua , de vários incitadores de origem congo e mundongo.

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Ilustrando a forte influência do incontornável agregado Congo/Angola, no cristão Santo Domingo, Persinal põe em relevo a gayumba, o arco musical, a marimba, o xilofone, e os tambores congo-atabales.

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O exame do mapa toponímico do Oriente da Espanola permitiu ao antigo investigador do dinâmico Museu do Homem Dominicano de reencontrar as designações Angola, no sul da metade da ilha; El Congo, em diversas regiões do pais Fula e Lemba.

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Os afro-dominicanos conservaram, igualmente, como os seus irmãos da “Gran Plantacion” , ao nível do corpo humano, centro de preservação linguística, por excelência, o termo bantu bemba para lábios.

A aplicada Lydia Milagros Gonzalez encarregou-se, naturalmente, do seu pais, que, segundo ela, registou um povoamento, maioritariamente, bantu.

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Afirma, a este respeito, que” haber sido el grupo de mayor influencia en Porto Rico”.

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E, de reter, dentre dos bantuismos que a investigadora de San Juan cita, termos que se cristalizaram na “Habla ganga” ou “Espagnol Popular Porto-Riquenho”, o tambor bomba ou ngoma e a macanda, feitiço.

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O capítulo consagrado a presença africana nas Antilhas Holandesas é assinado pela Rosa Mary Allen.

MONO – IMPORTACAO

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Propõe como primeira marca de identidade histórica do grupo ilhéu, o crioulo guéné, hoje extinto.

Esta língua resuma bem a história da expansão, deportação de escravos e colonização holandesas em África, nas Américas e Caraíbas.

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Constituindo uma das potencias marítimas e financeiras, mercantilistas, dentre das mais activas da Europa, no século XVII, as Provincias Unidas, grandes rivais dos gémeos ibéricos, com a seu eficiente instrumento de negocios e colonizaçao, a celebre Companhia das Indias Ocidentais, ocupara, a partir de 1629, e isso, durante uma vintena de anos, a estratégica Pernambuco _ incluído Alagoas -, e outras regiões da imensa colónia portuguesa do Brasil, grande consumidora de congos, ngolas e mozambiques.

Com efeito, as tropas holandesas controlarão Itamaraca, Paraíba e Rio Grande do Norte. Fala-se, então, de um Brasil holandês!

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E, neste sub-continente, que a “Companhia” vai gerir, pela primeira vez, um grande número de melano-africanos. Com efeito, em 1630, a Capitania de Pernambuco recenseou, ai, mais de 48 000 trabalhadores negros !

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A Holanda continuara a ocupar, paralelamente, territórios no continente, nomeadamente, em Tobago e no Suriname e as suas seis ilhas nas Caraíbas.

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Expansionista, Amesterdão ousara ocupar, sobre a costa ocidental de Africa, entre outros centros esclavagistas, São Tomé, e sobretudo, de 1641 a 1648, a preciosa São Paulo de Loanda.

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Com efeito, esta cidade é uma boa posição, porque a viagem entre “As Portas do Mar” loandesas e as costas brasileiras era menos demorosa.

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E, estima-se, durante os sete anos que ela ocupou o principal centro da Colónia de Angola, a Holanda transportou mais de 12 000 cativos ngolas, mundongos, matambas e congos.

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Preocupado pela mono-importação negreira, o “Hof van Politie” de Pernambuco comunicara, no dia 26 de Julho de 16 30, a Companhia das Índias Ocidentais, que um navio acabava de acostar, mas , com unicamente, “carne humana negra”.

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E, este posicionamento geo-estratégico que permitira, para o essencial, aos negreiros holandeses, introduzir importantes contingentes de “negros de agua salada” nas suas possessões nas Antilhas, directamente, portanto, da contra costa ou via o Brasil.

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Avalia-se que a Holanda transportou, além Atlântico, mais de 10% de melano-africanos. Uma das suas regiões de abastecimento, em madeira de ébano, foi a Loango Coast/Angola.

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Este aprovisionamento se reflectira, naturalmente, em Curaçao.

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E assim que o livro de baptismos, datado de 1755, da Iglesa de Santa Ana, contem interessantes indicações sobre as origens étnicas ou os antropónimos de mães de crianças recipiendárias. Com efeito, reencontram-se, ai, menções tais como congo, canga, jamba, loango, angora, macamba ou macambi.

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Esta ascendência será, igualmente, atestada em certas expressões, muitas das vezes depreciativas, do papiamento, o crioulo da ilha.

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Mary Allen utilizou, a este respeito, entre outras fontes, a obra do Padre Brennenker “ Sambumbu, Volkskunde van Curaçao ...” e propõe uma dezena de cantos em crioulo.

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Assim, este falar fixou, definitivamente, a sentença

-“Bisti manera un loango” (Vestir roupa de cores brilhantes);

-a comparação papia luango, ( falar a toa));

- e o ditado « E ku bo wela luango a sina bo awe, di mi criojo a sinami kaba », (o que o teu antepassado luango ensinou-lhe, o meu avo crioulo o ensinou também).

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Reencontrada e utilizada pelos os Loango, a planta anti-diarreica Stamodia maritima, é designada, no falar corrente, puta luango.

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Os topónimos kanga e mundongo indicam bem laços os laços históricos com os antigos Kongo e Ndongo.

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Inspirar-se-á do kimbundu, guéné, para eponimização do antigo idioma crioulizado da ilha.

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Este termo se tornara genérico e será aplicado a diversos aspectos da vida social, kantika di guéné significando cânticos cantados em crioulo, kantika de makamba, cantos de amizade e o inevitável galina guéné, o galo local, suposto proteger as casas contra o mau espírito, o mal airu.

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Notar-se-á que um dos alimentos de base dos ilhéus é o funche, a base de farinha de milho.

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O capítulo sobre Surinam niger é proposto por Wim Hoogbergen e reencontra-se, ai, como uma das principais regiões de origem dos afro-surinamenses, o Loango/Angola.

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Um dos factos que confirma a forte presença dos Bantu no Suriname é a famosa gravura “Familia loango” inserida na obra de John G. Stedman, publicada em 1796.

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Terra de intermináveis insurreições, as anais conservaram nomes de alguns líderes tais como Pambu, Musinga, Makamaka e Sambo.

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Obra bem útil, “Presencia africana en el Caribe” permite de dispor num só volume, o quadro da evolução histórica, da cristalização dos crioulos e as perpetuações antropológicas africanas no conjunto insular.

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Permite, igualmente, apreciar as similitudes desta trama, sobretudo na sua declinaçãoo bantu, que constitui, incontestavelmente, uma das bases da identidade histórica caribenha e um dos fundamentos que facilitou a transversalidade cultural registada nesta região insular.

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Simão SOUINDOULA

Vice-Presidente do Comité Cientifico Internacional

do Projecto da UNESCO “A Rota do Escravo”