terça-feira, 17 de março de 2009

queen latifah - uma diva cantando, atuando e... como se não bastasse, supra sumo da beleza não convencional. exemplo!

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Queen Latifah pode não ter sido a primeira rapper mulher, mas foi, com seu álbum de estréia All Hail The Queen e o single “Ladies First”, pioneira ao adicionar consciência feminista ao gênero.
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Dana Owens nasceu em 18 de março de 1970 em Newark, EUA. Latifah significa “delicada, sensível” em árabe. Em 1987, ingressou no grupo de rap feminino Ladies Fresh, antes de seguir carreira solo. No ano seguinte, gravou o single “Wrath of my Madness” e mais tarde lançou seu primeiro álbum solo. Este, além de mostrar sua versatilidade ao combinar soul, dub reggae, dance e hip-hop, revelou Latifah como uma artista à altura dos principais rappers da época, com a diferença que abordava as questões do ponto de vista feminino.
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Em 1991, lançou Nature of a Sista, mas seu trabalho de maior sucesso foi Black Reign, graças à sua participação no seriado de TV “Living Single”. O disco foi dedicado a seu irmão, morto em um acidente de moto, gerando o hit “U.N.I.T.Y.”. Em 1998 gravou Order Of The Court.

Nome Completo: Dana Elaine Owens

Signo: Peixes

Local: Newark, New Jersey, EUA

Nascimento: 18/3/1970
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Filmografia
2008 - Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro (Mad Money)
2008 - Jogo de Amor em Las Vegas (What Happens in Vegas)
2008 - A Vida Secreta Das Abelhas (The Secret Life of Bees)
2007 - Juntos Pela Vida (Life Support)
2007 - Hairspray - Em Busca da Fama (Hairspray)
2006 - As Férias da Minha Vida (The Last Holiday)
2006 - Mais Estranho Que a Ficção (Stranger Than Fiction)
2005 - Um Salão do Barulho (Beauty Shop)
2004 - Táxi (Taxi)
2004 - Barbeiragem Total (Barbershop 2 - Back in Business)
2003 - Todo Mundo em Pânico 3 (Scary Movie 3)
2003 - A Casa Caiu (Bringing Down the House)
2002 - Pinóquio (Pinocchio)
2002 - Chicago (Chicago)
2002 - Falando Com os Mortos (Talking To Heaven)
1999 - O Colecionador de Ossos (The Bone Collector)
1998 - Esfera (Sphere)
1998 - Living Out Loud (1998) ()
1998 - Volta Por Cima (Living Out Loud)
1997 - Ate As Ultimas Consequencias (Set It Off)
1996 - Set It Off (1996) ()
1993 - Minha Vida (My Life (1993))
1992 - Juice (1992) ()
1989 - Queen - Rare Live (Queen Rare Live)
1981 - Queen - Greatest Flix (Queen - Greatest Flix )
No Embalo Do Amor (Brown Sugar )
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Mais sobre Queen Latifah
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É muito fácil desconsiderar Queen Latifah, incluindo-a no crescente grupo de rappers que decidem se tornar estrelas de cinema (Eminem, LL Cool J, Ice Cube…). Mas esta diva da black music não acrescentou ''rainha'' ao seu nome artístico por engano - ela literalmente reina nos palcos e no cinema. Na música, levou sua graça feminina a um gênero dominado por homens, substituindo a temática violenta por uma mistura criativa de jazz e soul tradicional. E, na sétima arte, batalha há doze anos, e atinge a maturidade de seu talento com uma indicação ao Oscar por ''Chicago''.

Como a maioria dos rappers americanos, Latifah nasceu nos subúrbios, em meio a uma família pobre e sem perspectivas. A atriz, porém, nunca bandeou para a marginalidade (ao menos não antes da fama), pois seu pai e seu irmão eram policiais. Este último, aliás, possui profunda influência em sua postura diante da vida, pois morreu precocemente em um acidente de moto. Detalhe: Latifh havia lhe comprado o veículo, com os primeiros rendimentos que obteve como rapper. Até hoje, ela usa a chave da moto em uma correntinha no pescoço.

Quando adolescente, Latifah apaixonou-se pelo rap, mas desprezava o conteúdo das letras, que geralmente reduziam a mulher a um mero instrumento sexual. Por isso, ao entrar ao grupo de rappers femininas conhecido como Ladies Fresh ela adotou o codinome Queen Latifah (Latifah significa, em árabe, ''delicada'' e ''sensível''). De dia, ela trabalhava como funcionária do Burger King; de noite, subia aos palcos da periferia com suas amigas.

Inicialmente, ela exercia a função de ''beatbox'', ou seja, aqueles auxiliares do rapper que fazem som de percussão com a boca. Isso, porém, provou-se muito pouco para a ambição de Latifah, que, aos 18 anos, deixou o Ladies Fresh e lançou o single ''Wrath of My Madness''. No ano seguinte, incluiu a canção em seu álbum de estréia, ''All Hail the Queen''. Nos três anos seguintes, Latifah foi se tornando cada vez mais popular - o público reagia bem às suas letras criativas e a via como um bom exemplo a ser seguido. Ao longo dos anos, porém, suas músicas tornaram-se mais incisivas, mas sempre com uma filosofia de vida positiva.

Evolução natural em sua carreira, Latifah atuou pela primeira vez atendendo ao convite do diretor Spike Lee. Fez uma pontinha no genial ''Febre da Selva'' (1991), o melhor longa do cineasta, ao lado de Wesley Snipes, Halle Berry e Samuel L. Jackson. Seu filme seguinte foi a comédia ''House Party 2'', com Martin Lawrence, no mesmo ano. Em apenas doze meses, ela havia trabalhado com aqueles que seriam os maiores atores negros da década que começava.

Em 1992, conheceu outro rapper famoso, que tentava a sorte no cinema: Tupac Shakur, protagonista de ''Juice'', drama suburbano a respeito de três amigos envolvidos em um duplo assassinato. Latifah foi umas das mais chocadas com o brutal assassinato de Shakur em 1996. Muitos outros músicos, porém, cruzariam o caminho da atriz, como Dr. Dre no mistério ''Tiras por Acaso'', em 1993, e Vanessa Williams no drama de época ''Homens Perigosos'', de 1996.

Até meados da década de 1990, porém, Latifah ainda via sua carreira como atriz restrita aos filmes voltados para a comunidade negra. Ela ainda não havia cruzado a linha imaginária que divide a preconceituosa Hollywood. Se quisesse sobreviver na profissão, precisava rapidamente provar que sua empatia com o público não estava intrinsecamente ligada à cor da sua pele. Ao mesmo tempo, precisava fazê-lo sem que os fãs negros a considerassem uma ''vendida''. A dupla oportunidade surgiu em 1993, com o seriado cômico ''Living Single'' e o filme ''Minha Vida''. No primeiro, interpretava uma mulher moderna, que compartilhava com as amigas as dores e alegrias dos relacionamentos amorosos. E, no segundo, acompanhava o doente Michael Keaton, diagnosticado com câncer, enquanto ele gravava em vídeo recados para seu filho, que jamais teria a oportunidade de ver, ainda na barriguinha de Nicole Kidman.

O filme obteve sucesso mediano, mas mostrou que Latifah havia conseguido completar a transição. Em 1996, participou da excelente fita de ação ''Até as Últimas Conseqüências'', no qual assumia um papel desafiador: uma lésbica ladra de carros. Baseada em fatos reais, o filme mostrava como ela e mais três amigas (que incluíam Kimberly Elise, Vivica A. Fox e Jada Pinkett, futura senhora Will Smith) haviam perpetrado um dos mais famosos e violentos assaltos a banco da história dos EUA. Coincidência ou não, nesta mesma época Latifah foi presa e fichada na polícia duas vezes em seguida, na mesma semana: uma por portar arma e maconha; e outra por agredir um fotógrafo que foi cobrir o caso.

Os dias de ''bad girl'', porém, ficaram para trás. Em 1998, participou da ficção científica ''Esfera'', seu primeiro papel rodeada de grandes astros: Sharon Stone, Dustin Hoffman e, novamente, Samuel L. Jackson. O quarteto compunha uma equipe de cientistas designada para investigar uma enorme esfera de metal encontrada no fundo do Oceano Pacífico. Ainda em 1998, provou sua versatilidade na comédia com pitadas de drama ''Dando a Volta por Cima'', que mostrava uma recém-divorciada (Holly Hunter) redescobrindo os prazeres da vida ao lado de um novo namorado (Danny DeVitto) e de uma nova amiga (Latifah).

Nenhum dos dois filmes, porém, foi um grande sucesso de bilheteria. Em 1999, compensou com o suspense ''O Colecionador de Ossos'', um de seus filmes mais rentáveis. Claro que grande parte do público foi ao cinema não para vê-la, mas sim a dupla de protagonistas Denzel Washington e Angelina Jolie. Denzel interpretava um expert em perícia criminal que, tetraplégico, precisa da ajuda da policial Jolie para prender um assassino serial. Latifah vivia a enfermeira que cuidava de Denzel. No mesmo ano, teve seu status de estrela reconhecida com o programa de TV ''The Queen Latifah Show'' e com uma participação especialíssima em ''Vivendo no Limite'', filme de Martin Scorsese.

Já no novo milênio, expandiu ainda mais a quantidade de gêneros em sua filmografia, fazendo o infantil ''Beary e os Ursos Caipiras'', a comédia romântica ''Brown Sugar'' (ainda inédita no Brasil) e, principalmente, o musical ''Chicago'', pelo qual foi indicada ao Oscar de melhor coadjuvante. No filme dirigido por Rob Marshall, ela interpreta a falastrona carcereira que fornece interessantes conselhos às vedetes assassinas Roxie (Renée Zellweger) e Velma (Catherine Zeta-Jones). É claro que ela faz bom uso de sua capacidade vocal ao longo da trama.

A boa fase de Latifah foi comprovada com seu projeto imediatamente posterior a ''Chicago'', a comédia ''A Casa Caiu''. Primeiro, trata-se de seu primeiro grande filme como protagonista, ao lado de Steve Martin. Segundo, o filme foi uma das melhores bilheterias de estréia de sua carreira, somando surpreendentes US$ 32 milhões logo no primeiro fim de semana. Na comédia, ela interpreta uma ex-presidiária que decide investir no relacionamento com um divorciado (Martin) que conheceu pela internet enquanto estava na cadeia. O problema é que o jeito despachado dela acaba conflitando com a rotina certinha dele.