segunda-feira, 23 de junho de 2008

sérgio vaz: exército 3 x 0 providência

Publicado em 20 DE JUNHO DE 2008 - 11h23 no Hip Hop a lápis (Vermelho online)

Nos últimos dias muito tem se falado sobre 1968, ano em que a juventude do mundo, sobretudo no Brasil, resolveu incendiar o planeta com a fúria e indignação contra o sistema vigente no universo. Armados de utopias e ao som de músicas de protesto, os jovens brasileiros foras às ruas exigirem o fim da ditadura e a volta da liberdade de expressão.

Mas o governo militar, para acabar com o suposto plano comunista de comandar o país, criou o Ato Institucional nº5, o terrível AI-5, baixado no dia 13 de dezembro de 1968, e que permaneceu forte durante 10 anos, os temíveis anos de chumbo da história brasileira.

Estão sendo programados vários eventos, livros e debates para lembrarem essa época em que a ditadura militar não admitia vozes contrárias ao seu governo. Enfim, quem tiver a fim de conhecer um pouco dessa história, sugiro várias leituras, mas principalmente o livro ''1968 o ano que não acabou'' do jornalista Zuenir Ventura, entre tantos outros sobre o tema.

Mas já que vários ex-carbonários resolveram lembrar esse tempo de luta, quarenta anos depois, o exército brasileiro também resolveu lembrar seus tempos áureos de baionetas em punho. Nesta semana que passou, onze deles, de sentinelas no morro da Providência/RJ prenderam três três jovens moradores da favela, por desacato à autoridade.

Como o superior não quis prendê-los, o oficial inferior desacatou às ordens oficiais e sequestrou os três insurgentes favelados, e conforme ele mesmo relatou, os jovens foram entregues de presente, aos traficantes do morro da Mineira (ADA), rivais do morro da Previdência (CV), e que por isso teriam sido executados. Sei não, essa história está meio camuflada.

Pois é, o exército brasileiro, quarenta anos depois resolveu dar as caras (ou armas), e terceirizou a tortura e o assassinato.

Não é a primeira vez que o EB atormenta o morro da Providência, lembram quando o quartel foi assaltado? E isso aí, orgulho ferido não se cura fácil meu compadre.

Quer sejam nos morros cariocas ou nas palafitas nordestinas, essas histórias de dor e sofrimento parecem que não têm fim na vida das pessoas simples do país.

Eu só queria entender, ''Por quê tanto ódio ao povo da periferia?''

Quarenta anos atrás muitos lutaram por liberdade de expressão, oras, então por quê não se expressam nesse momento?

Vamos fazer de conta que esses três jovens são brancos e da classe média. Vamos abraçar a Lagoa Rodrigo de Freitas. Chama a Hebe, a Ivete. Vamos para a Paulista. Vamos usar fitinha branca para pedir paz. Vamos criar uma ONG para salvar a vidas dos pobres em extinção. Ué, cadê todo mundo porra?

''É né, quando morre pobre ninguém quer?!''

O Silêncio é mais covarde e violento do que bala de fuzil.

Sei que ninguém está me escutando, mas as favelas estão sangrando e as mães choram seus filhos mortos nas vielas, abandonados pelo descaso dessa elite que segura a baioneta, e finge que não vê, mesmo quando o sangue escorre sobre seus pés.

Não tenho tempo para orações, esse país, nem cristo salva.

Obs. minha caneta está carregada até a boca.

Origem: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=39042

lançamento dos livros de solano trindade: tem gente com fome e poemas antológicos

Lançamentos dos livros de Solano Trindade: Tem gente com fome (infantil) e Poemas Antológicos. O evento será realizado na Casa das Rosas, dia 25 de junho, quarta-feira, a partir das 19h30. Na ocasião, será comemorado o centenário do grande poeta Solano Trindade, com apresentação do "Cantando Solano - meu avô" - declamação de poemas pelos netos do poeta.


quinta-feira, 19 de junho de 2008

kabengele munanga



Nascimento: 19/11/1942,
Bakwa Kalonji
Profissão: Professor universitário e pesquisador
Projeto: Museu Aberto
Extraído do Museo da Pessoa


Kabengele Munanga nasceu na República Democrática do Congo, antigo Zaire, em 19 de novembro de 1942. Foi o primeiro antropólogo de seu país, saindo pela primeira vez para fazer mestrado na Bélgica. Chegou ao Brasil por convite de um colega, terminou seu doutorado, retornou ao Congo. Em 1980 veio para o Brasil, para assumir a cadeira de Antropologia na Universidade do Rio Grande do Norte. Depois de um ano muda-se definitivamente para São Paulo, tomando como sua casa a Universidade de São Paulo. Tem cinco filhos, dois belgas, dois congoleses e um brasileiro.

Meu nome, pronunciando na minha língua materna, é Kabengele Munanga. Eu nasci em Bakwa Kalonji, no antigo Zaire, atualmente República Democrática do Congo, no dia 19 de novembro de 1942.

O nome do meu pai é Ilunga Kalama. O nascimento dele eu não sei, porque quando meu pai faleceu, eu era criança de 6 meses. Naquela época, em plena colonização, não havia cartório, então não tem registro.

Minha mãe é Mwanza Wa Biaya, nascida na cidade Bakua Mulumba, no antigo Zaire, não conheço a data dela de nascimento, mas meu irmão disse que ela teria falecido com uma idade estimada de 100 anos.

Convivi com ela até quando eu já era professor da Universidade Nacional do Zaire. Retirei ela lá da aldeia, para conviver comigo na Universidade, comprei uma casinha. Depois tive que deixá-la para emigrar para o Brasil, são as circunstâncias da vida. Eu não a vi mais, me separei dela. A última vez que a vi foi em 1980, quando fui buscar meus filhos, nos últimos 10 anos da vida dela nós não nos vimos.

Minha mãe, como uma mulher que nasceu no campo e cresceu no campo, era uma pessoa analfabeta. Tanto ela como meu pai eram analfabetos, em plena colonização, na época que eles nasceram não havia escola. Todo mundo diz que ela era uma pessoa muito generosa, muito social, tudo que tinha dividia com os vizinhos. Se ela ia para a feira comprar alguma coisa, na rua já estava distribuindo para os outros. Era muito amada pelas pessoas que a conheciam, tinha um coração profundamente humano.

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As casas no campo são casas simples. São casas, dentro do estilo africano, que lembram um pouquinho os mocambos do nordeste, parte da parede batida de terra e o teto coberto de palha. São casas simples, mas muito higiênicas e adaptadas à vida do campo. Não eram casas de tijolos e pedra, essas em que vivemos hoje.

Tinha uma brincadeira que se diz aqui esconde-esconde, nós fazíamos muito nas aldeias. As brincadeiras eram nos fins de tarde, quando a lua é cheia, porque de dia é hora de trabalho. À noite, com a lua cheia, nós brincávamos de tudo quanto era tipo de brinquedo. Contávamos muitos contos, à noite ficávamos a contar estórias, e elas até que davam muito medo. Fazia parte da cultura. Também tinha corridas e jogo de futebol, mas não era com essa bola daqui. Fazíamos bolas com resto de panos misturados.

Todas as culturas africanas são culturas onde a música tem um papel muito importante no cotidiano. Não se trabalha sem cantar, as festas sempre são cantadas e dançadas. As músicas tradicionais faziam parte da vida. As músicas transmitem alegria, o prazer da vida.

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Eu nasci em 1942, na Segunda Guerra. Naquela época, todas as escolas faziam parte do monopólio das igrejas católicas e, principalmente, protestantes. Eu estudei em escola de padre, fui batizado, estudei em colégio interno. Rezei bastante, até que tinha calos nos joelhos no tempo do colégio.

Eu vi o mar já com quase 29 anos, quando fui fazer o doutorado na Bélgica. Nasci no interior, da minha cidade até o litoral são quase 3 mil quilômetros. O mar me impressionou muito. A segunda impressão foi o dia que caiu a neve. Acordei de manhã e vi pela janela aquela coisa. Não queria nem descer. Aí um casal italiano que conheci na Bélgica veio me buscar. Eu estava com medo. Eles insistiram: “Desce, não tem problema”. Eu não queria pisar na neve.

Algumas práticas da cidade me surpreenderam. Uma das coisas foi num velório: todo mundo se cumprimentou e foram embora para as casas deles. Na minha cultura, a morte é um momento de solidariedade. Depois do enterro, você vai para a casa onde está o luto, fica um pouquinho com a pessoa que perdeu o membro da família. À noite todo mundo se reúne na casa dessa pessoa para ela não ficar sozinha. Todo mundo traz seu prato de comida e bebida. Isso pode durar duas semanas, até um mês. Todas as noites, é lá o lugar de encontro. Os homens dormem fora, nas cadeiras e as mulheres dormem dentro da casa, junto das esteiras, no chão. Quando eu vi as pessoas se cumprimentarem e irem embora para as casas, aquilo me chocou, achei que era falta de solidariedade.

O individualismo na Europa é chocante para quem chega. Eu vivia num prédio onde eu mal conhecia meus vizinhos, pouco se falavam, só no elevador falava-se sobre o tempo, se estava frio ou calor. É chocante. Me lembro de um dia que tínhamos uma festa, havia um pouquinho de barulho. O vizinho não foi nem bater para avisar que estávamos fazendo muito barulho, foi chamar a policia.

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Até oito anos mais ou menos vivi na aldeia, depois fui morar na cidade com meu irmão para poder estudar. Ele era gerente de uma loja de um comerciante judeu. Cada vez que ele era transferido para uma cidade, eu o acompanhava, porque ele era praticamente o meu pai. Quando o Zaire recebeu a independência, fui para a capital Kinshasa, onde terminei finalmente a escola secundária. A minha primeira universidade era uma universidade privada, filial da Universidade de Luvaine, uma Universidade Católica da Bélgica. Eu fui para uma segunda Universidade, a Universidade Oficial do Congo e escolhi a Antropologia. Fui o primeiro antropólogo formado naquela Universidade.

Escolhi Antropologia porque era uma disciplina nova, estava sendo implantada e eu me interessei pela cultura, pelo estudo da cultura. Tinha professor visitante que vinha de toda a parte, dos Estados Unidos, da França, da própria Bélgica. Às vezes, tinha professor que vinha me procurar na residência universitária para chamar para a aula. Fui um aluno muito mimado, terminei a antropologia em 1969 e meu primeiro emprego foi como professor na Universidade, na categoria que eles chamam de Assistente, o que corresponderia aqui na Universidade de São Paulo a auxiliar de ensino.

Nas nossas universidades ainda não tinha curso de pós-graduação. Fui para a Bélgica para fazer o doutorado. A Bélgica era nossa antiga metrópole, fomos colonizados por eles. Havia bolsas de estudos para fazer pós-graduação lá.

Vivi na Bélgica de 1969 a 1971. Só três anos. Meus dois primeiros filhos nasceram lá. O último, Mulumba, já nasceu aqui no Brasil. Quando voltei para o Zaire ainda não tinha defendido minha tese de doutorado, fui para fazer pesquisa de campo. Por alguns problemas políticos fui bloqueado e não pude mais voltar para a Bélgica. Foi assim que eu descobri o Brasil, por um contato com um professor da Universidade de São Paulo, professor Fernando Mourão, que hoje é o diretor do Centro de Estudos Africanos. Estava lá fazendo conferencia, como convidado, e era possível terminar o doutorado na Universidade de São Paulo. Cheguei em outubro de 1977 e terminei a pesquisa em dois anos e meio. Meu estudo foi sobre um grupo étnico do sul do Zaire. É uma pesquisa sobre aspectos econômicos, políticos e sociais daquele grupo.

Me adaptar à língua foi a coisa mais pesada, porque eu falava francês como língua oficial. Eu dizia: “eu não falou português” com sotaque francês. A única coisa. No primeiro mês, eu comia aqui no CRUSP (Conjunto Residencial da Universidade São Paulo), porque era mais fácil, era pegar a bandeja e passar, mas nos fins de semanas era um problema, porque eu falava coisa que ninguém entendia. Muitas vezes eu só gesticulava, mostrava o pão, e o presunto e falava sanduíche, em francês também é sanduíche. Tomar uma cerveja, falava Bier em francês, beer em inglês, ninguém entende. Nessas lanchonetes ninguém entende. Até que mostrava alguém que estava tomando cerveja. Foi assim que consegui sobreviver. Aí abriu um curso de língua, na própria USP, na Coordenadoria de atividades culturais, para alunos estrangeiros. Depois de quatro meses comecei a me expressar. Mas antes disso, eu comecei meus cursos de pós-graduação, na segunda semana já estava na sala de aula, comecei a ler sem parar. A partir do francês, você pode ler muita coisa em português.

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Os filhos não vieram junto para o Brasil. Quando, em 1976, eu cheguei a meu país, estavam vivendo numa ditadura política. Alguns de meus familiares estavam com problemas políticos, alguns estavam até presos por uma oposição do regime de Ditadura ou exilados no exterior, então eu vi que não havia mais condições para um trabalho na área de ciências sociais, em que você faz uma crítica à sociedade. Em fevereiro de 1978, estava praticamente saindo como desertor. Tive que inventar um seminário fora, para eles poderem me liberar. Quando cheguei aqui, como eu tinha um diploma brasileiro, meu primeiro emprego foi como professor na Universidade do Rio Grande do Norte, em Natal, no curso de mestrado em Antropologia. Depois de um ano, em dezembro de 1980, eu voltei para buscar os quatro filhos. O meu filho mais velho chegou aqui com 10 anos de idade.


As crianças têm muita facilidade para se adaptar. Eu me lembro do primeiro dia que nós chegamos e eles já estavam jogando bola na rua com outras crianças. Eles falando em francês e as outras crianças falando em português. Me admirei como eles se comunicaram, com a bola. Só tive um filho que tive um pouquinho de dificuldade, o meu caçula do meu primeiro casamento, o Mbiya, que não podia se comunicar na escola, na pré-escola, porque ele chegou com quatro anos. Ficou praticamente louco, dava pontapé pra todo mundo, para os professores, berrava. Era uma crise de loucura, porque ele não sabia se comunicar com ninguém. Cometi o erro de mandar as crianças logo na segunda semana para a escola, achando que isso ia ser bom eles se acostumarem a lidar com os outros. Foi uma experiência terrível, mas só com ele. Com os outros, tinha preconceito na escola. Aqueles preconceitos raciais que nós conhecemos, essas coisas. Nas primeiras semanas, meu filho mais velho chegou em casa e perguntou “Papai, o que é macaco?” Macaco é como em francês, macac. Ele disse: “Aquele menino me chamou de macaco”. No dia seguinte, brigou.

Há negros no nordeste, mas quando você chega às escolas públicas de boa qualidade, o que se tem são alunos brancos, não tem negro. Eles eram a minoria. Eles têm muitos negros, mas isso não quer dizer que no nordeste não sejam racistas, não quer dizer que os baianos não sejam racistas. Foi a primeira dificuldade. E mudamos de escola, para uma particular. Ficamos em Natal só um ano, depois nos mudamos para São Paulo.

Depois de um ano em Natal eles já falavam a língua, chegaram a São Paulo já dominando o idioma, estudaram aqui. Como estudaram em escola particular, às vezes convivendo com o preconceito, às vezes convivendo com a amizade.

O preconceito aqui não tem nada com a cultura, mesmo os negros brasileiros são discriminados, têm preconceito. Eles falam a mesma língua, têm a mesma cultura. Na cultura eu sou até muito respeitado, quando abro a boca falando francês: “Ele não é daqui, é diferente dos negros daqui, vamos tratá-lo bem”

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Tem imigrante voluntário, que quer mudar a vida, quer viver num outro continente, num outro país. Tem imigrante que por motivos políticos ou sociais teve que abandonar suas terras em busca de sobrevivência. São dois tipos de imigrantes, mas cada um tem uma dificuldade, dependendo da história de vida dele, da formação, alguns têm dificuldades de integração, outros têm menos. Qualquer lugar do mundo onde você vai, você tem que fazer um esforço para se integrar e para ser integrado. Um país tem também seus preconceitos internos - como o problema de preconceito racial que existe no Brasil - preconceitos regionais como se tem em relação aos nordestinos e a primeira coisa que você tem que fazer, mesmo mantendo contato e vínculo com sua cultura-mãe, com sua história que você não pode perder - porque são raízes de seus filhos que você não pode perder - tem que fazer um esforço de integração, de adaptação à nova sociedade na qual você foi recebido.

Eu me assumi como intelectual engajado, porque essa sociedade me recebeu, me integrou. Tento manter minhas raízes, não posso perdê-las. Hoje tenho novas raízes, tanto que tenho um filho brasileiro. Faz parte da minha vida, da minha história.
Todo imigrante tem que fazer um duplo esforço, por um lado para não esquecer suas raízes, suas histórias. Seus netos e bisnetos vão querer saber onde está a outra parte da história da família. É possível preservar, por isso o trabalho do Museu da Pessoa me deixou apaixonado. Tem gente que não tem nem documento, nem foto, nem nada. Os filhos, os netos e bisnetos que quiserem saber alguma coisa, não encontrarão nada. Às vezes, os descendentes não sabem de mais nada, isso é muito triste.

É preciso amor por sua terra e pela terra que te recebeu, mesmo que essa terra tenha seus problemas. No meu caso, cheguei aqui com uma bolsa de estudos do governo brasileiro. Essa bolsa de estudos veio do povo brasileiro. O povo brasileiro, na realidade, pagou parte de meus estudos, isso é uma coisa que de alguma forma eu tenho que devolver. Todos esses anos trabalhando na Universidade de São Paulo, formando pessoas. Já formei 15 doutores e 5 mestres. Nem por isso perdi o contato do que acontece do outro lado, acompanho o que acontece no Zaire. Se um dia tiver oportunidade, mesmo vivendo aqui, ser útil para o desenvolvimento daquele país. Tenho parentes, tenho sobrinhos, sobrinhos, netos, irmãos, tios, tias, um pedaço da minha vida que não posso esquecer.

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Para meus filhos eu conto a história da família, conto a minha própria vida, de onde vim. Cada membro da família, onde estão, o que eles estão fazendo, o que eles estudaram, como era a vida. Conto sempre todos os lados, que na família tem pessoas pobres, outras que conseguiram alguma coisa na vida, tem intelectuais. Tem que relembrar a memória da família, esperando a possibilidade de fazer algumas viagens com eles, pra eles conhecerem essa parte da família.

O meu filho mais velho chegou aqui com 10 anos, agora está com 32. O mais jovem chegou com 4 anos e está com 26 anos. Eles conhecem mais o Brasil. Falam português sem sotaque, um bom português. Riem de mim porque eu falo com sotaque. São jovens de classe média intelectual que vivem numa cidade como São Paulo. Não são casados. Estou esperando netos, não sei quando vai nascer um, não vejo a hora!

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Esse trabalho é bárbaro, um trabalho excelente e que deve continuar, tem que encorajar isso. Muitos não têm possibilidade de registrar essas histórias, alguns pensam que um dia vai ter tempo de sentar e escrever sua autobiografia, nem todos, 90% chegam a não fazer sua autobiografia, qualquer coisa pode acontecer em qualquer momento. Se um dia um jovem chega lá no Museu e encontra a história da família, ou eu não estou mais aqui, porque ninguém fica. Kabengele já tem filhos. Um dia, um neto ou um bisneto vai procurar e vê que o pai não deixou nada. Tem que se registrar em algum lugar e dar possibilidade de falarmos também. Às vezes, é difícil você em casa, botar seus filhos, “vem aqui que eu vou contar histórias”, como eu estou contando hoje. Quando eles estão curiosos, fazem perguntas, aproveita-se a oportunidade para contar uma coisa ou outra, mas não se conta toda a história. Com o tempo, os mais interessados vão conhecer, mas como são fatos que passam pela oralidade, não é nada registrado, e a memória é falha, se perde com o tempo.

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As próximas gerações não podem abrir mão de viver, não abrir mão de sonhar. O mundo melhor, não sei se ele existe, é esse mundo concreto que estamos vivendo e que estamos lutando e cada um deixando para as gerações mais jovens a consciência de mudança. Transmitir essa consciência para outras gerações. E assim continuar a vida.

antonio gramsci


Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937) foi um político, filósofo e cientista político, comunista e anti-fascista italiano.

História

Nascido no norte da ilha mediterrânea da Sardenha, numa aldeia denominada Vila Cisper. Era o quarto dos sete filhos de Francesco Gramsci, que sofria por dificuldades financeiras e problemas com a polícia. Sua família passou por diversos municípios da Sardenha até finalmente estabilizar-se em Ghilarza.

Tendo sido um estudante brilhante, Gramsci venceu um prêmio que lhe permitiu estudar literatura na Universidade de Turim. A cidade de Turim, à época, passava por um rápido processo de industrialização, com as fábricas da Fiat e Lancia recrutando trabalhadores de várias regiões mais pobres. Os sindicatos então se estabeleceram e começaram a surgir conflitos sociais motivados pelas relações trabalhistas. Gramsci envolveu-se diretamente com estes acontecimentos, frequentando círculos socialistas bem como associando-se com emigrantes sardos.

Sua situação financeira, no entanto, não era boa. Suas dificuldades, que se somavam àquelas que tivera antes na Sardenha, certamente moldaram sua visão do mundo e tiveram peso na sua decisão de filiar-se ao Partido Socialista Italiano.

Gramsci, em Turim, tornou-se um notável jornalista, ainda que seus escritos fossem basicamente endereçados a jornais políticos como L'Avanti (órgão oficial do Partido Socialista); de todo modo a sua prosa brilhante e suas argutas observações logo lhe proporcionaram grande fama.

Sendo um escritor articulado e prolífico de teoria política, Gramsci produziu muito como editor de diversos jornais socialistas na Itália. Entre estes, ele fundou juntamente com Palmiro Togliatti em 1919 L'Ordine Nuovo, e contribuiu para La Città Futura.

O grupo que se reuniu em torno de L'Ordine Nuovo aliou-se com Amadeo Bordiga e a ampla facção Comunista Abstencionista dentro do Partido Socialista. Isto levou à organização do Partido Comunista Italiano (PCI) em 21 de janeiro de 1921. Gramsci viria a ser um dos líderes do partido desde sua fundação, porém sobordinado a Bordiga até que este perdeu a liderança em 1924. As teses de Gramsci foram adotadas pelo PCI no congresso que o partido realizou em 1926.

Em 1922 Gramsci foi à Rússia representando o partido, e lá conheceu sua esposa, Giulia Schucht, uma jovem violinista com a qual teve dois filhos.

Esta missão na Rússia coincidiu com o advento do fascismo na Itália, e Gramsci - que a princípio havia considerado o fascismo apenas como uma forma a mais de reação burguesa - retornou com instruções da Internacional no sentido de incentivar a união dos partidos de esquerda contra o fascismo. Uma frente deste tipo teria idealmente o PCI como centro, o que permitiria aos comunistas influenciarem - e eventualmente conseguirem a hegemonia - das forças de esquerda, até então centradas em torno do Partido Socialista Italiano, que tinha uma certa tradição na Itália, enquanto o Partido Comunista parecia relativamente jovem e radical. Esta proposta encontrou resistências quanto a sua implementação, inclusive dos comunistas, que acreditavam que a Frente Única colocaria o jovem PCI numa posição subordinada ao PSI, do qual havia-se desligado. Outros, inversamente, acreditavam que uma coalizão capitaneada pelos comunistas acabasse ficando distante dos termos predominantes do debate político, o que levaria ao risco do isolamento da Esquerda.

Em 1924, Gramsci foi eleito deputado pelo Veneto. Ele começou a organizar o lançamento do jornal oficial do partido, denominado L'Unità, vivendo em Roma enquanto sua família permanecia em Moscou.

Tumulo de Gramsci em Roma

Em 1926, as manobras de Stalin dentro do Partido Bolchevique levaram Gramsci a escrever uma carta ao Komintern, na qual ele deplorava os erros políticos da oposição de Esquerda (dirigida por Trótski e Zinoviev) no Partido Comunista Russo, porém apelava ao grupo dirigente de Stalin para que não expulsasse os opositores do Partido. Togliatti, que estava em Moscou como representante do PCI, recebeu a carta e a abriu, leu e decidiu não entregá-la ao destinatário. Este fato deu início a um complicado conflito entre Gramsci e Togliatti que nunca chegou a ser completamente resolvido. Togliatti, posteriormente, faria muito para divulgar a obra de Gramsci após sua morte, mas evitou cuidadosamente qualquer menção às suas simpatias por Trotsky.

Em 8 de novembro de 1926, a polícia fascista prendeu Gramsci (apesar de sua imunidade parlamentar e o levou a Regina Coeli, a famosa prisão romana. Ele foi sentenciado a 5 anos de confinamento (na remota ilha de Ustica); no ano seguinte ele foi condenado a vinte anos de prisão (em Turi, próximo de Bari, na Apúlia). Sua saúde, que nunca tinha sido excepcional, neste momento começava a declinar sensivelmente, ao mesmo tempo que ele foi deixado em uma cela pequena e com pouca assistência. Em 1932, um projeto para a troca de prisioneiros políticos ente Itália e União Soviética, que poderia dar a liberdade à Gramsci, falhou. Em 1934 sua saúde estava seriamente abalada e ele recebeu a liberdade condicional, após ter passado por alguns hospitais em Civitavecchia, Formia e Roma. Gramsci faleceu aos 46 anos, pouco tempo depois de ter sido libertado.


Pensamento

A influência póstuma de Gramsci encontra-se associada principalmente aos mais de trinta cadernos de análise histórica e filosófica que escreveu durante o período em que esteve na prisão. Estes trabalhos, conhecidos coletivamente como Cadernos do Cárcere, contêm o pensamento maduro de Gramsci sobre a história da Itália e nacionalismo, bem como idéias sobre teoria crítica e educacional que são freqüentemente associadas com o seu nome, tais como:

    • Hegemonia cultural como um meio de manipulação do Estado capitalista

    • A ampliação da concepção Marxista de Estado

    • A necessidade de educar os trabalhadores para encorajar o surgimento de intelectuais dentro da classe trabalhadora.

Com a hegemonia cultural, Gramsci realizou uma fina análise para explicar - num momento em que o movimento comunista, sob a dominação da Terceira Internacional, considerava de modo geral necessário preparar-se para uma tomada violenta do poder à maneira dos bolcheviques russos - porque a "inevitável" revolução do proletariado, prevista pelo marxismo leninista ortodoxo, não teria ocorrido na Europa Ocidental àquela altura do século XX.

Ao contrário, o capitalismo parecia então, apesar de todas as crises políticas e econômicas, dotado de uma capacidade inesperada de sobrevida nos países capitalistas avançados. Já no seu escritos pré-carcerários (como o seu "Informe sobre a situação italiana" elaborado para um Congresso do PCI) Gramsci havia apontado o papel de agentes de propagação de ideologias conservadoras exercido, na Itália provinciana, pelos pequenos funcionários públicos, intelectuais de província e outros elementos de classe média tidos como expressão de um suposto saber político - expressão local de mecanismos muito mais sofisticados existentes em sociedades européias mais desenvolvidas.

A Burguesia, nestes países, Gramsci sugeria, mantinha o controle sobre toda sociedade não apenas através da coerção política ou econômica, porém também pela cooptação ideológica, por meio de uma cultura hegemônica na qual os valores e interesses particulares da burguesia se tornavam o "senso comum". "Senso comum" este, que como explicaria Gramsci nos seus escritos carcerários, existiria, não naturalmente, como uma percepção empírica e passiva da realidade material, mas como uma construção mental realizada por cada indivíduo, grupo, e classe a partir das idéias recebidas e de seus projetos - "todos os homens são filósofos". Para Gramsci, a identidade originária entre a condição humana e o filosofar encontra-se expressa na própria existência de uma linguagem, "conjunto de noções e conceitos determinados" - de interpretações da realidade - "e não, simplesmente, de palavras gramaticalmente vazias de conteúdo"[1]. Para Gramsci, este senso comum na maioria dos casos é um aglomerado heterogêneo e incoerente de noções de procedência a mais variada; mas cabe aos intelectuais, precisamente, a tarefa de codificarem este senso comum numa cosmovisão internamente coerente e unificada.

Uma seção importante dos Cadernos, aliás, está dedicada à crítica do manual de marxismo elaborado à época por Bukharin, o Tratado de Materialismo Histórico, que Gramsci tinha como sumamente inadequado na sua visão do marxismo como uma verdade absoluta capaz de "desmascarar" monstruosidades ideológicas passadas; para Gramsci, inversamente, as ideologias devem ser vistas como respondendo às necessidades concretas de uma conjuntura histórica, e é o reconhecimento disto qua faz do marxismo, antes de mais nada, uma "filosofia da praxis".

Na sociedade burguesa moderna, os intelectuais da classe hegemônica haviam conseguido produzir, em determinadas circunstâncias históricas, um consenso cultural fabricado na intenção de que os membros da classe trabalhadora identificassem seus próprios interesses particulares com aqueles da burgesia, ajudando a manter o status quo. Por isto, segundo Gramsci, a classe trabalhadora precisava desenvolver uma cultura "contra-hegemônica", primeiro para demonstrar que os valores da burguesia não representavam os valores "naturais", "normais" ou "desejáveis" e "inevitáveis" de uma sociedade moderna e, segundo, para expressar politicamente seus próprios interesses (interesses estes que eram majoritários na sociedade como um todo, já que a classe trabalhadora forma a maioria da população de um país).

É de Gramsci o termo "Moderno Príncipe": este, ao contrário do príncipe de Nicolau Maquiavel (o monarca, ou seja, uma pessoa "física"), é um ente coletivo, personificado num partido. Para Gramsci, Maquiavel, diante da necessidade de propor uma forma de superação política do atrasado feudalismo corporativo da Renascença italiana, teria pensado no "Príncipe" como um indivíduo concreto, quando o Absolutismo europeu posterior mostraria que a gênese de tal príncipe estaria na unidade entre o Estado burocrático moderno, seu aparato ideológico e a sociedade civil, especialmente o Terceiro Estado. O "Moderno Príncipe" é quem influenciaria os costumes do povo, interferindo indireta e dialeticamente (e, portanto, sendo influenciado também por ele em sentido inverso) em sua cultura, língua, moda, pensamento e atitudes. O "Moderno Príncipe" é alternativamente identificado, nos escritos de Gramsci, com o Partido Comunista,com o movimento socialista, ou com a classe trabalhadora organizada. Os próprios "cadernos", deixam esta questão nebulosa. Deve-se levar em conta, no caso, que Gramsci escreveu os seus "Cadernos" sob vigilância direta da censura facista e que, portanto, não estava em condições de neles propor uma estratégia prática de tomada do poder, como muitos imaginam; o que ele conseguiu fazer, foi chamar a atenção para a especificidade do caso russo e afirmar que uma revolução socialista na Europa Ocidental teria obrigatoriamente de ser um processo muito diverso da Revolução Russa.

O marxista inglês Perry Anderson, aliás, numa análise provocativa publicada em português em 1986 (As Antinomias de Gramsci), avalia que Gramsci teria hipertrofiado de tal maneira a questão da hegemonia como condição prévia à tomada do poder a ponto de haver remetido tal questão para um futuro incerto e não sabido, o que reduziria a política gramsciana, na prática, ao cultivo de uma identidade operária no interior da sociedade burguesa.

Segundo a percepção de Gramsci, nas sociedades ocidentais a hegemonia cultural provém principalmente da sociedade civil, através da formação e manutenção de aparelhos privados de hegemonia, como as igrejas, escolas, universidades e associações, dentre outros, que tornam muito mais difícil uma tomada do poder político "de assalto", como ocorreu na Rússia em 1917. Desta forma, Gramsci amplia a concepção de Estado de Marx, pois diferentemente deste ele não considera a sociedade civil apenas como parte da "Base" ou "Infra-estrutura" econômica, mas como uma esfera de mediação entre a superestrutura e a infra-estrutura tais quais concebidas por Marx. Essa hegemonia cultural nas sociedades ocidentais explicaria, de certa forma, a dificuldade de ocorrerem revoluções socialistas em países dotados de sociedade civil altamente organizada, como na Alemanha ou na Inglaterra.

A necessidade de criar uma cultura da classe trabalhadora está relacionado com a proposta que Gramsci fez para um novo tipo de educação que pudesse desenvolver intelectuais na a classe operária e para ela. Suas idéias para um sistema educacional deste tipo correspondem à noção de pedagogia crítica e educação popular, segundo foram teorizadas e postas em prática décadas depois por Paulo Freire no Brasil. Por este motivo, promotores de educação popular e de educação para adultos consideram Gramsci como uma voz a ser ouvida até os nossos dias. As idéias de Gramsci também serviram de base para a criação da chamada Teologia da Libertação.

Embora o pensamento de Gramsci encontre muitos adeptos na esquerda organizada, ele tornou-se também um personagem importante nas discussões acadêmicas que tratam de estudos culturais e teoria crítica. Teóricos políticos do centro e da direita também encontraram inspiração em seus conceitos; sua idéia de hegemonia, por exemplo, tornou-se amplamente citada. Sua influência é particularmente forte na ciência política contemporânea, no tema da prevalência do pensamento neo-liberal entre as elites políticas. Seu pensamento também influenciou fortemente os estudos sobre cultura popular .


Referência

A. Gramsci. Cadernos do Cárcere. Ed. bras. de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, v. 1, p. 93


Leitura Sugerida

ANDERSON, Perry. As Antinomias de Gramsci. São Paulo: Joruês,1986.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. 6 v. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999-2002.
_______________. Escritos políticos. 2 v. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. [Extensa antologia de textos jornalísticos anteriores ao cárcere]
_______________. Cartas do cárcere. 2 v. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.


Ligações externas

Gramsci e o ensino noturno
Gramsci e as organizações internacionais
Gramsci e o Brasil

sábado, 14 de junho de 2008

menininha superpoderosa... minha sobrinha maravilhosa!

"Acho que está na hora de mostrar quem sou..."
...
"TCHAM TCHAAAMMM!!!"
...

"Eu sou a..."
...
"Menininha superpoderosa..."
...
"WINNIE MARINA... Princesinha do Tio Selito!!!"


- Aí, se liga na rima!

Grafo aqui umas palavras
Pra falar dessa menina
Muito fofa, muito meiga
Seu nome: Winnie Marina

Não, não sou nenhum coruja
É olhar pra confirmar
É a menina mais linda
E neste mundo igual não há

Pequenina e danadinha
Olha, tenho que falar
Quando quer, essa pretinha
Bota mesmo pra quebrar

A Winnie quando dorme
Bota a mão no coração
Quando acorda, que energia
Bota a casa no chão

Mas, tá certa, ela pode
Tá na idade de aprontar
É... o casal se sacode
"Pobres" Meire e Juá

Mas tudo isso faz parte
É dádiva a criação
E os pais são sim felizes
Com a "Winnie Furacão"

É o encanto da família
De São Paulo e Sorocaba
É divina luz, é fonte
De amor que nunca acaba

Ah, menininha pretinha
Coisa mais linda do mundo
O amor que eu lhe sinto
Vem do peito, lá do fundo!

E o poema ritmado
Que ora aqui deixo escrito
É singela homenagem
P'ra Winnie, do "Tio Shilitu"

- É isso aí (rsrs)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

adriana moreira na galeria olido (nas terças de junho)



As apresentações gratuitas da excelente cantora começaram semana passada na GALERIA OLIDO. Todas às terças deste junho às 19:00, a sambista desfila belo repertório, com o luxuoso auxílio de:

Junior Pita: Violão 7 cordas
Milton Conceição: Cavaquinho
Raphael Moreira: Percussão
Gerson Martins: Percussão
Jorge Neguinho: Percussão

Restam mais 03 apresentações: 10, 17 e 24 de junho. Aproveitem!!!!!!!!!!

Campanhas como “BRASIL: O PAÍS DOS IMPOSTOS” omitem o essencial, porque se negam a admitir nossas flagrantes e violentas desigualdades. Explicitá-las implicaria ir além do denuncismo fácil que coloca o “governo” contra a “sociedade”. Quem faz esse raciocínio acha que a “sociedade” é composta pelas madames da foto, pelos seus maridos e amantes e pela vacilante e fluida “classe média” que anseia freqüentar esses ambientes tão ‘cleans’, quanto frescos. NÃO SE ENGANE E LEIA O ESTUDO ABAIXO!!!!!!!!!


Pobres pagam mais imposto que os ricos no Brasil

Fonte: http://www.ipea.gov.br/

Os 10% mais ricos concentram 75% da riqueza do país. Para agravar ainda mais o quadro da desigualdade brasileira, os pobres pagam mais impostos que os ricos.

Segundo levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), apresentado em 15/5 ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) reunido em Brasília, os 10% mais pobres do país comprometem 33% de seus rendimentos em impostos, enquanto que os 10% mais ricos pagam 23% em impostos.

"O país precisa de um sistema tributário mais justo que seja progressivo e não regressivo como é hoje. Ou seja, quem ganha mais deve pagar mais; quem ganha menos, pagar menos", disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, durante a apresentação do levantamento, que foi feito por pesquisadores das diretorias de Estudos Sociais, Macroeconomia e Estudos Regionais e Urbanos, para contribuir na discussão da reforma tributária.

Os números do Ipea mostram que os impostos indiretos (aqueles embutidos nos preços de produtos e serviços) são os principais indutores dessa desigualdade. Os pobres pagam, proporcionalmente, três vezes mais ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que os ricos. Enquanto os ricos desembolsam em média 5,7% em ICMS, os pobres pagam 16% no mesmo imposto.

Nos impostos diretos (sobre renda e propriedade) a situação é menos grave, mas também desfavorável aos mais pobres. O IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) tem praticamente a mesma incidência para todos, com alíquotas variando de 0,5% para os mais pobres a 0,6% e 0,7¨% para os mais ricos. Já o IPTU (Imposto sobre Propriedade Territorial e Urbana) privilegia os ricos. Entre os 10% mais pobres, a alíquota média é de 1,8%; já para os 10% mais ricos, a alíquota é de 1,4%.

"As mansões pagam menos imposto que as favelas, e estas ainda não têm serviços públicos como água, esgoto e coleta de lixo", alertou o presidente do Ipea.

Veja os dois documentos que compõem o levantamento do Ipea:

http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/destaque/DesigualdadeJusticaTributaria_CDES.pdf
http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/destaque/JusticaTributaria.ppt

Retirado de: Painel do Zephir

bela canção, pena que não toca nas rádios e tvs! será porque?

video

duo moviola de graça no studio sp!


quarta-feira, 11 de junho de 2008

novela das oito

que papelão, rede globo!

Por Mariana Martins em 10/6/2008
Observatório do Direito à Comunicação, 6/6/2008

A Rede Globo, que não carece de apresentações, acabou de terminar uma das suasobras ficcionais mais marcadamente ideológica dos últimos anos, a novela DuasCaras, do também já conhecido roteirista engajado com as causas da emissora,Aguinaldo Silva. A novela, que foi exibida no conhecido horário nobreoferecido às obras ficcionais, trabalhou arduamente contra lutas travadaspelos movimentos sociais, dentre eles o movimento negro e o movimentoestudantil. Sem falar das doses diárias de discursos contra o setor público,os partidos e os políticos.

A novela prestou um verdadeiro desserviço à afirmação da raça no Brasil,pregando uma aversão clara à discussão de identidade negra e cultivou umaidéia de racismo às avessas, dos negros em relação aos brancos. Afinal, somostodos iguais e bonitos. Se não temos as mesmas oportunidades é porque,paciência, nem todo mundo se esforça como deveria. Como não poderia deixar deser, a trama serviu para lançar e fazer publicidade de outro grande desserviçopúblico, o livro do diretor-executivo de jornalismo da emissora, Ali Kamel,que tem como título (pasmem!) Não somos racistas.

O movimento estudantil foi "pautado" pela novela, que tinha um "cunho socialapurado". Os estudantes, lógico, foram tratados como vândalos sem causa, comdireito a desqualificação das universidades públicas, "que vivem em greve enão tem dinheiro para manter nem os laboratórios" e uma apologia àsuniversidades privadas.

Sem falar da imagem da favela idealizada pela Globo...

Ações diretas

Não satisfeita, ou melhor, muito satisfeita com o resultado que lhe rendeuexorbitantes pontos no Ibope, a Globo resolve "prestar favores" a outro setorque vem sendo a duras penas desmascarado pelos movimentos sociais: as empresasde papel e celulose. Com a imagem ferida pelas ações de movimentos como os deluta pela terra, ambientalistas e indígenas que denunciam suas constantesviolações, as empresas de celulose – Aracruz Celulose, Votorantim e Suzano –, segundo informações que circulam pela internet, seriam as patrocinadoras danova novela das 8h, que entrou no ar no último dia 2/6, A Favorita.

A trama tem, dentre suas protagonistas, uma menina linda, loira, meiga emilitante ambientalista. Esta linda mocinha, preocupada com o desmatamento noBrasil é nada mais nada menos que a grande herdeira de um império de celulose. Os donos da fábrica de celulose, seus avós, que sofrem com ações desindicalistas exaltados, são também igualmente bonzinhos e humanos como a loira.

No primeiro capítulo já deu para perceber algumas movimentações de que agrande empresa de celulose não será nem de longe a vilã desta trama. Como nãopoderiam faltar, frases feitas contra os "militantes" da ficção já foramproferidas. Coisas como "Até a minha neta de esquerda se deixa seduzir pelasmaravilhas que o dinheiro pode comprar", ditas pelo bom avô, que lógico, já superou a "doença infantil e ultrapassada" de ser de esquerda, como o mesmo falou em outra passagem.

A trama tem espaço também para um político que veio "de baixo", um negro, quetem um discurso enfático sobre as suas origens e contra os corruptos, mas quepelo visto está muito envolvido com as "benesses" do poder (se alguém vestir acarapuça, paciência. É o papel do Quarto Poder fazer denúncias subliminares). Enfim, este foi só o primeiro capítulo de uma novela que ainda vai trabalharmuito no plano ideológico mais declarado e não somente no subliminar, como eramais comum em outras tramas.

Assim como as novelas, as propagandas institucionais da Globo também estãotomando claramente lado nos debates, como por exemplo a última campanhainstitucional à favor da "liberdade de expressão na publicidade". Na verdade,a rede vem tomando o lado de quem paga a conta. Diante da "ameaça" de umapopulação que não respondeu satisfatoriamente às campanhas contra Lula e,contrariando a emissora, reelegeu o presidente em 2006, são mesmo necessáriasações mais diretas e a adoção de um perfil mais apelativo das novelas. Atéporque não se pode mais correr o risco de não voltar ao poder, literalmentefalando.

Espaço público

Mais uma vez os grandes grupos de mídia no Brasil demonstram e reafirmam afidelidade aos seus co-irmãos, o grande empresariado. O papel de Partido daBurguesia, Aparelho Privado de Hegemonia, como queiram chamar, segue seaperfeiçoando, assim como o próprio modelo de exploração, assim como o própriocapital.

O uso de uma concessão pública para fins meramente privados vai também sendoaperfeiçoado e passando à margem dos questionamentos públicos. Por que seráque o fato de uma concessão pública ser usada para fazer campanha de opiniãonão é tomada como um escândalo? Com que direito a Globo – que, quando é do seuinteresse, defende a transparência com o que é público – faz isso com a suaconcessão que também é pública? Quem lhe deu mandato para dizer o que quer enão estabelecer contraposições no uso desta concessão?

Boa parte do poder público, seja o Executivo, o Legislativo e até por vezes opróprio Judiciário, tem medo de comprar a briga contra os meios de comunicaçãode massa. Temem o ostracismo midiático e serem tachados de responsáveis portrazer de volta à vida o fantasma da censura, ameaças seguidamente feitas aquem ousa questionar o poder irrestrito e a total desregulação na qualfunciona os grandes meios. De forma bem elaborada, os barões da mídia e aGlobo, em especial, conseguem assumir o posto de guardiões da liberdade ejogar a mordaça nas mãos de quem luta pelo fim dos monopólios, pela pluralidade.

Provavelmente gritarão "censura" quando se depararem com críticas como estas,por exemplo. Desde já vamos deixar claro que não questionamos aqui a liberdadede criação. Esta deve ser preservada. Contudo, não podemos deixar passarimpune o uso do espaço público para fazer uma campanha de opinião em que só umlado tem vez e voz: o lado dos patrocinadores, que, por sua vez, precisam "limpar" suas imagens.

Sem distorções

Não foram poucos os teóricos que previram, acusaram e comprovaram que a mídia,principalmente os meios de comunicação de massa ligados a grandes gruposeconômicos, a conglomerados de mídia, têm um papel a cumprir: o de porta-vozdas classes dominantes, de legitimador do consumo e das ações do capital.Papel que cumprem, diga-se de passagem, muito bem.

Mesmo sem ter uma visão apocalíptica dos meios de comunicação, é impossívelnão perceber a força que estes veículos têm sobre boa parcela da sociedade e alegitimidade que tramas como estas podem trazer para suas causas, já que atuarno plano jornalístico apenas não dá mais conta de passar o recado e trazer oretorno esperado.Será que só quando os militantes que combatem as transnacionais patrocinarem anovela é que eles poderão ter suas visões veiculadas sem distorções e estereótipos?

Fonte: Observatório da Imprensa na TV

igualdade racial na educação: 1º. encontro de educação básica da região metropolitana de são paulo sobre a aplicação da lei 10.639/2003.


Este encontro é uma iniciativa do grupo de coordenadores do Projeto Negritude da EA. O Projeto Negritude foi criado em 2005 pela área de Línguas Estrangeiras de EA e tem por objetivo mostrar a história e culturas dos povos negros no mundo, bem como discutir as questões étnico-raciais em torno da Negritude.

A lei 10.639 promulgada em 9 de janeiro de 2003 que institui a obrigatoriedade do ensino de História da África e da Cultura Afro-brasileira foi criada no intuito de fazer uma política reparadora na educação brasileira que sempre preconizou a educação de matriz européia. Sabemos que muitas ações pedagógicas, desde a promulgação da lei, tem sido feitas nas unidades escolares no território nacional. Todavia, estas ações ainda estão esparsas. Neste sentido, devemos nos voltar para ações que possam gerar um momento de compartilhamento e reflexão sobre o que está sendo feito.

OBJETIVO GERAL

Este encontro tem por objetivo apresentar e divulgar, entre os professores, os trabalhos desenvolvidos de acordo com a lei 10.639/2003 e também refletir com mais profundidade sobre a aplicação desta lei.


PROGRAMAÇÃO

17/10 Sexta:
09h00/15h00 – Encontro das Escolas Públicas de São Paulo: “Projeto Educando” (Ação Educativa) - ESSA APRESENTAÇÃO INTERNA NÃO APARECE NO SITE
16h00/19h00 – Credenciamento
19h00/21h00 – Cerimônia de Abertura com Palestra da Profa. Dra. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva - relatora da lei 10.639 - UFSCAR
21h00 – Coquetel e Lançamento de Publicações

18/10 Sábado:
8h:00/ 9h:00 – Abertura dos Trabalhos: Resultado das Consultas sobre Igualdade Racial
9h:00 / 10h:30 – Comunicações
10h:30 / 11h:00 – Coffee Break
11h:00/ 12h:30 – Oficinas e relatos de experiências
12h:30/ 14h:30 – Almoço
14h:30/ 16h:00 – Mesas-redondas
16h:00/ 16h:30 – Coffee Break
17h:30/ 18h:30 – Atividade Cultural
Cerimônia de Encerramento: Prof. Dr.Walter Silvério* - UFSCAR

PÚBLICO ALVO
Professores do Ensino Fundamental e Médio da região metropolitana de São Paulo e estudantes/pesquisadores de graduação e pós-graduação.

VAGAS
200 vagas com reserva de 60% para professores da rede pública; 20% para professores da rede privada; e 20% para alunos de graduação e pós-graduação.


SOBRE AS INSCRIÇÕES

Os interessados poderão se inscrever para o encontro nas seguintes modalidades:
( ) participante
( ) expositor - para essa opção há três modalidades possíveis:
Relato de Experiências – 15 min.
Exposição de práticas pedagógicas sobre temas ligados à Negritude nas várias disciplinas da educação básica.
Comunicação – 15 min.
Exposição de trabalhos acadêmicos: reflexão e apresentação de resultados de pesquisas no intuito de repensar as práticas pedagógicas.
Oficina – 1h:30
Apresentação de alguma atividade relacionada à vivencia em sala de aula ligada ao tema da negritude.

As exposições devem estar relacionadas a um dos sub-temas abaixo:

SUB-TEMAS

Os trabalhos enviados, comunicações e narrativas devem estar relacionados aos sub-temas abaixo. O candidato deve indicar o sub-tema na ficha de inscrição.

1) anti-racismo e ensino
Neste grupo vamos discutir as relações raciais dentro do espaço escolar, considerando-as um reflexo das desigualdades sociais entre brancos e negros que, muitas vezes, é disfarçada por um discurso de democracia racial. A escola deve ser o lugar no qual possamos desconstruir os discursos que sustentam estas desigualdades, sendo ela um espaço de excelência para a formação de cada sujeito Neste sentido, devemos fazer uma revisão crítica dos conteúdos ensinados na busca de novos horizontes, para além do eurocentrismo.

2) memória, história e saber
Neste grupo vamos tentar entender as diásporas negras: o sentido histórico-político das culturas negras no mundo. Confrontaremos as formulações da história oficial com as novas pesquisas historiográficas que contemplam as tradições orais e a cultura material dos povos negros, para desta forma, podermos repensar nossas práticas escolares, buscando a construção de um saber crítico que promova e reconheça as culturas africanas e afro-brasileira.

3) cultura negra e corpo
Neste grupo vamos repensar os diversos significados sociais, biológicos, estéticos e políticos, historicamente construídos do corpo negro e que o transformaram em algo negativo, legitimando políticas de poder e repressão. A resignificação do corpo para o povo negro representa o seu reconhecimento enquanto sujeitos históricos.

4) negritude e cidadania
Neste grupo vamos refletir, a partir da diversidade racial, as diversas formas de exclusão presentes no cotidiano escolar. Percebemos que mulheres, índios, homossexuais, estão, muitas vezes, à margem do processo de igualdade de direitos em nossa sociedade.

5) oralidade na tradição africana
Neste grupo vamos valorizar a tradição oral africana, retomando-a dentro do espaço escolar e propondo atividades que envolvam a prática da oralidade nos diversos campos do conhecimento. Para os povos africanos negros, a oralidade ganha um lugar de destaque nas suas produções culturais (griots). Nós , brasileiros, fazemos uso, às vezes sem nos darmos conta, desse método, na nossa cultura (o hip-hop, a embolada, no candomblé) etc.

6) Ciência, Etno - matemática e Tecnologia de matriz africana
Neste grupo vamos mostrar que as culturas negras também são produtoras de ciências, matemáticas e tecnologias. Nosso modelo de escola adota apenas os métodos científicos eurocêntricos, negando todas as produções desenvolvidas por africanos ou afro-descendentes, não legitimando o legado científico deixado por estes povos.

7)) Material didático/ leitura e escrita/ multiculturalismo
Neste grupo vamos pensar sobre o uso do material didático atualmente disponível que, na sua maioria, não leva em conta a diversidade cultural. Algumas vezes vemos uma sobreposição de culturas, mostrando a imagem do negro e de suas produções como algo negativo e de menor valor. Neste sentido, buscamos alternativas de produção e utilização de materiais didáticos.

8) Arte e Negritude
Neste grupo vamos apresentar as experiências e as expressões artísticas tematizadas para a negritude. A idéia central é divulgar as produções que valorizam a pintura, a música, o teatro, a literatura, fundadas na reflexão sobre as práticas pedagógicas e as possibilidades e limitações encontradas na aplicação da lei 10.639/03.

9) Educação Infantil e Negritude
Neste grupo vamos refletir acerca das práticas pedagógicas em torno da educação para crianças de 0 a 5 anos. Se faz necessário a discussão de nossa influência enquanto educadores na garantia do aprendizado de valores pluriculturais e, especificamente, nossa iniciação na construção da consciência social em favor da igualdade étnico-racial.


CRONOGRAMA

Inscrições de 11 de junho a 30 de Setembro

Participante e expositor até:

11/06 R$25,00
12/07 R$35,00

13/08 R$45,00


Prazo máximo para entrega de resumos das Comunicações, das oficinas e dos Relatos de experiência até 15 Julho


SOBRE OS RESUMOS

- conter título, autor(es), instituição- ser digitado em fonte TIMES NEW ROMAN, 10- ter entre 150 e 200 palavras- ser escrito de forma a atrair o público-alvo- ser enviado pelo formulário de inscrição on-line.


NORMAS PARA PUBLICAÇÕES NOS ANAIS DO PRIMEIRO ENCONTRO

Os textos devem ser entregues via página da web.
Os textos das comunicações deverão ter no máximo 8 páginas.
Os trabalhos devem ser apresentados na seguinte seqüência: título do trabalho (caixa alta, centralizado), nome(s) do(s) autor(es) (alinhado à direita), nota de rodapé especificando tipo de vínculo e instituição a que pertence(m) o(s) autor(es), texto (alinhamento justificado), notas de final de texto, entre 3 e 5 palavras-chave em português e bibliografia.
Subtítulos: sem adentramento, em maiúsculas, numerados em numeração arábica; a numeração não inclui a introdução (quando houver), a conclusão e a bibliografia.

Os textos devem observar a seguinte formatação:

· Margens de 3 cm.
· Uso da fonte Times New Roman, corpo 12, espaço duplo, exceto para as citações com mais de três linhas.
· Uso da fonte Times New Roman, corpo 11, espaço simples, para as citações com mais de três linhas.
· As citações de até três linhas devem integrar o corpo do texto e ser assinaladas entre aspas.
· As indicações bibliográficas deverão ser especificadas em nota de fim de texto, da seguinte forma: sobrenome do autor; vírgula; data da publicação; vírgula; abreviatura de página (p.) e o número desta(s); ponto. Exemplo: Serrão, 1985, p.31-36.
· A bibliografia, apresentada ao final, deverá conter apenas as obras referidas ao longo do texto. Ela deve seguir as normas da ABNT, a saber:
Para livros, deverá ter o seguinte formato: SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor. Título do livro. Local de publicação: Nome da Editora, Data de publicação. Exemplo: LOURENÇO, Eduardo. O labirinto da saudade. 2. ed. Lisboa: Dom Quixote, 1982.

Para artigos publicados em revistas e periódicos, deverá ter o seguinte formato: SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor. Título do artigo. Nome do periódico, série do periódico, Local de publicação, v. Volume do periódico, n. Número do periódico, p. Páginas em que está presente o artigo, data. Exemplo: PESSOA, Fernando. A nova poesia portuguesa sociologicamente considerada. A Águia, 2. série, Porto, v.1, n.4, p.101-107, abr. 1912.

OBSERVAÇÃO FINAL
A desconsideração das normas implicará a não aceitação do trabalho.

MESAS REDONDAS

1. Os PCN´s no Contexto da Lei 10.639/2003)
Mediador(a): Eliane Cavaleiro ou Rosana Monteiro*
Mesa: Rosa Margarida ou Azoílda*
Patrícia *
Ana Lú

2. Formação de Professores: das Reformulações do Currículo às Práticas Pedagógicas em Torno das Relações Étnico-raciais
Mediador(a): Profa. Dra. Cristina Wissambach FFLCH/USP
Mesa: Prof. Dra. Maria Antonieta Antonezzi – PUC - SP
Prof. Dr. Mário Lugarinho FFLCH/USP*
Prof. Dr. Marcos Ferreira - FE/USP

3. O Negro no Livro Didático: Desconstrução de Estereótipos
Mediador(a): Marcos Silva*
Mesa: Circe Bittencourt – FE/USP
Fulvia Rosemberg
Ernesta Zamboni- Unicamp

4. A Implementação da Lei 10.639: Entraves e Conquistas
Mediador(a):
Mesa: Ione Jovino
Billie – Ceert *

5. Diversidade Cultural (vs.) Desigualdades Sociais: Raça e Gênero
Mediador(a): (Reparação – Ações Afirmativas)
Mesa: Potã – Liderança Indígena Guarani *
Prof. Dr. Emerson da Cruz Inácio – FFLCH/USP
Prof. Juarez Xavier *

6. Educação Infantil e Igualdade Racial
Lucimar Dias – Ceert
Letícia – Meimb *
Patrícia Santana*

* a confirmar


Comissão Organizadora:
Coordenadores do Projeto Negritude:
Claudia Viegas Saraiva (Profª de Língua Francesa) José Augusto Rezende de Souza (Prof. de Língua Inglesa)
Luciano Ducatti Colpas, ( Prof. de Educação Física)
Maria de Lourdes Baptistella (professora de Língua Inglesa) Sérgio Luiz Baptista da Silva (Prof. de Língua Francesa)

Direção da Escola de Aplicação:
Vanderlei Pinheiro Bispo - Diretor
José Carlos Carreiro – Vice diretor

EM ABERTO

Comissão de Divulgação:
Coordenadores do Projeto Negritude:
José Augusto Rezende de Souza (professor de Língua Inglesa)
Maria de Lourdes Baptistella (professora de Língua Inglesa)

EM ABERTO

Comissão Científica:
Coordenadores do Projeto Negritude:
Claudia Viegas Saraiva (professora de Língua Francesa)
Luciano Ducatti Colpas, ( professor de Educação Física)
Sérgio Luiz Baptista da Silva ( professor de Língua Francesa)

EM ABERTO

Apoio Técnico:
Bolsistas do Projeto Negritude:
Fernanda Rodrigues de Miranda
Jairo Ferreira de Souza

Coordenadores de comunicações:
Educadores da Escola de Aplicação

Recursos materiais:

Panfletos e folderes.
Lanche
Transportes
Kit’s (pasta, caneta, folhas para anotações e folheto de programação do evento)
Mídias para DVD e CDR
Data show
Filmadoras
Fitas
Camisetas
Crachás
Copos e pratos descartáveis
Água
Material de limpeza
Transporte
Fichas de inscrição

Recursos Humanos:
Apoio do setor de comunicação e mídia.
Assistência técnica acadêmica inscrição e certificados
Assistência técnica financeira
Assessoria de imprensa
Segurança
Limpeza

Parcerias Confirmadas:
Ação Educativa.
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo

Página do encontro

Menu
.Apresentação
.Inscrição – (gerar boleto ou informar forma de pagamento)

.Temas e sub-temas
.Mesas
.Cronograma
.Localização
.Comissões
.Parcerias e apoios
.Projeto Negritude
.Outros links envolvidos

Ação Educativa
Educafro
UniPalmares
Escola de Aplicação / EA-FEUSP
Centro de Estudos Africanos / CEA-USP

quarta-feira, 4 de junho de 2008

kiko dinucci e bando afromacarrônico no sesc pompéia

.

Show de Lançamento do CD "Pastiche Nagô, de Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico, e "Ocupado como Gado com Nada pra Fazer", de M.Takara

Lançamento digital simultâneo no Brasil e EUA em parceria com o selo norte americanos ONE CELL RECORDS"

Ocupado como Gado com nada pra fazer" e "Pastiche Nagô" são os nomes dos novos trabalhos do multi instrumentista M. Takara e Kiko Dinucci e BandoAfroMacarrônico. Os músicos que produzem sons totalmente distintos, mas complementares, fazem show de lançamento no Sesc Pompéia.

O primeiro CD de Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico é voltado à sonoridade paulistana, no qual os ritmos são nitidamente influenciados pela música africana e se manifestam de maneira cosmopolita, trafegando pelo samba, maxixe, música caribenha e principalmente por heranças da cultura bantu e yoruba oriunda dos cultos afro-religiosos difundidos no Brasil.

O trabalho do Bando AfroMacarrônico se difere dos demais nomes do samba pela forma com que dialogam com a cidade através de uma linguagem contemporânea sem perder as características regionais (o nome do grupo se refere ao bairro do Bexiga, no qual imigrantes italianos e descendentes de africanos dividiam o mesmo espaço), resultando em um som denso e dançante que muito se aproxima do chamado Afro-beat.

Já M.Takara, baterista das bandas Hurtmold, Instituto e São Paulo Underground, lança no mesmo show Ocupado como Gado com Nada pra Fazer, sua quarta produção solo. Com composições novas que utilizam mais batidas eletrônicas e a voz, o multi-instrumentista apresenta este novo trabalho e conta com a participação de Richard Ribeiro (Debate, SP Underground) na bateria e Rogério Martins (Hurtmold) na percussão. O resultado é uma trilha sonora inusitada que mostra marcas de eletrônica experimental, jazz, música brasileira e rock.

O CD Pastiche Nagô, produzido por André Magalhães e que conta com canções do próprio Kiko e do compositor paulista Douglas Germano, e Ocupado como Gado com Nada pra Fazer são do selo paulistano DESMONTA em parceria com o selo americano ONE CELL RECORDS. A idéia do selo não é apenas de colocar discos novos no mercado, mas sim criar uma rede de "produção" entre artistas brasileiros e internacionais, distantes em sua forma criativa.


Dia 5 de junho, quinta-feira, às 21h
R$ 16,00 (inteira); R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). Não é permitida a entrada de menores de 18 anos.

Choperia

Na internet:

Estabelecimento: Sesc Pompéia
Endereço: Rua Clélia, 93
Bairro: Água Branca
Cidade: São Paulo
Telefones: 3871-7700 / 3865-0324