quinta-feira, 27 de março de 2008

"mãe áfrica: as três rodas de resistência negra"

Mãe África A UNEGRO e o Bakisse Aueto Mona Cafunge apresentarão em 5/04/2008 das 9h00 até as 18h00, no CMTC, em São Paulo, o evento “Mãe África: As Três Rodas de Resistência Negra”, que inclui roda de capoeira, roda das religiões de matriz africana e roda de samba, através das quais pretendem mostrar a contribuição da população negra na cultura nacional e na formação da brasilidade.




Apesar de o ano corrente completar 120 anos da abolição dos escravos, os negros, descendentes diretos dos escravizados são indevidamente valorizados do ponto de vista social e cultural, conseqüentemente, estão a margem da plena cidadania que todas as mulheres e homens livres tem direito de gozar. Compreendemos que compete ao Estado e a toda sociedade civil envidarem esforços que combatam a ignorância, pois ela alimenta o racismo e mantém a população negra sempre em condições desfavoráveis.


Por isso, a União de Negros Pela Igualdade - UNEGRO e o Bakisse Aueto Mona Cafunge apresentarão em 5 de abril de 2008, no CMTC – Clube situado na Av. Cruzeiro do Sul, 808, Pari (SP): "Mãe África: As Três Rodas de Resistência Negra". Através da roda de capoeira, roda das religiões de matriz africana e roda de samba será possível mostrar a contribuição da população negra na cultura nacional e na formação da brasilidade. As Três Rodas de Resistência Negra será um veículo contra a desinformação, preconceito e discriminação que pesam sobre as manifestações culturais de origem africana.


O evento será composto de várias atrações e momentos de reflexão. Iniciará às 9:00h o término está previsto para 18:00 horas. Contaremos com a presença de irmandades religiosas, grupos de capoeiras, grupo de dança afro que apresentará a dança dos orixás e dos inkisses. Haverá lançamento da Revista do Congresso da UNEGRO "Movimento Negro: Um Passo Além da Propostal", lançamento do "Mapa do Quilombo" e no encerramento das atividades terá um belo samba de roda apresentado pelo Grupo Cultural Samba Autêntico e as baianas velhas paulistas.


A realização da "Mãe África: As Três Rodas de Resistência Negra" contará com apoio dos Sindicatos dos Metroviários, SINTECT-SP, SINTRATEL, SEEL-SP, Coordenadoria de Assuntos da População Negra - Cone, CMTC – Clube e da Subprefeitura Sé, é parte da agenda dos 120 nos da abolição. O público alvo da atividade são os povos de santos, capoeiristas, sambistas e todos amantes da cultura de descendência negra. A entrada é franca.

governo lula não tem compromisso com o povo negro

Retrocesso

Cinco anos após anunciarmos e cantarmos, em sambas, versos e prosas a vitória da Lei 10.639, o Governo Lula, por intermédio do MEC, mostra seu descompromisso com o Povo Negro e seu racismo institucional, ao acabar com a referida lei e retroceder em todas as nossas conquistas educacionais.


No dia 10 de março de 2008, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num ato "impensado" ou "insensato" acaba com uma vitória e uma conquista histórica do Povo Negro brasileiro, a Lei 10.639, diga-se de passagem, de sua própria autoria.


A Lei 10.639 foi a primeira lei assinada pelo Presidente Lula, onde, num ato de coragem e dignidade, reconhecia como membro máximo do estado brasileiro, a existência do racismo no Brasil e a necessidade de políticas públicas de estado para combatê-lo e enfrentá-lo.


A lei foi um avanço, ao estabelecer a obrigatoriedade do ensino da história da Cultura Africana e do Povo Negro no ensino médio e fundamental, público e privado. A lei retirava nosso povo do ocultamento histórico a que fomos submetidos, obrigando a sociedade brasileira, composta de um pensamento social racial, a aceitar, estudar e entender nossas histórias, costumes, culturas e tradições.


As pesquisas seguem evidenciando as desigualdades raciais no Brasil e todas elas apontam que um dos principais espaços de sua continuidade e efetivação é exatamente na escola.


Nós educadores e educadoras negras e anti-racistas, assistimos ao longo destes cinco anos a um duro e amargo embate racial, às vezes oculto e camuflado, muitas vezes aberto e escancarado, onde de forma geral, educadores e educadoras, desfilam seus pré-conceitos e ainda insistem em negar o racismo em suas escolas e salas de aula e a aceitar suas próprias condições de preconceituosos, racistas e discriminadores.


Infelizmente, depois de 5 longos anos de lutas, vemos a dificuldade de tirar a Lei 10.639 do papel e fazer com que estados e municípios, gestores públicos e privados, entendam a dimensão de inclusão e desenvolvimento contida na questão racial, e da necessidade efetiva de combater o racismo e promover as igualdades raciais no Brasil. Exemplo disto, é a preparação e a organização "excludente do povo negro" da Conferência Nacional da Educação, que nem em seus textos e debates aponta minimamente a gravidade e a importância da temática.


Claro que sabemos e entendemos perfeitamente que biologicamente as raças não existem, mas como tem insistido e comprovado o professor e mestre Dr. Kabenguele Munanga, sociologicamente nós vemos, entendemos e atuamos frente às raças, melhor dizendo como ensina e explica o professor Dr. Amauri Mendes, o Pensamento Social no Brasil é Racial, ou seja, é a partir das raças que eu vejo e julgo o mundo e infelizmente, pré-concebo: branco sucesso, negro fracasso.


Nossos olhos racistas vêem algumas formas de genocídio, mas não vêem o extermínio cotidiano dos valores, culturas, auto-estimas e amores de milhares e milhões de meninos e meninas negras. Muitas destas crianças, inclusive por força do racismo, apesar de sua pele escura, não conseguem se olhar no espelho e se admitir como negros e negras, chegando mesmo ao absurdo, de inventarem cores para clarear suas peles, almas e mentes.


Alguém pode me dizer onde se encontram no mundo das cores a cor parda, a cor mulata ou a cor chocolate?


Não é a toa que dizemos "preto é cor, negro é raça". Será que os não negros conseguem entender ou sequer refletir sobre a força e a intencionalidade desta expressão?


Estimado Sr. Presidente, Senhores do Congresso, autoridades educacionais, militantes dos Movimentos Sociais e Populares, ao se colocar a questão racial e negros e indígena no Decreto Lei 11.645, o Presidente Lula e seus assessores dão um claro sinal de sua "ignorância" em relação à educação e a legislação educacional brasileira, além é claro, do show de desentendimento da questão negro-racial.


Não somos contra os indígenas, antes que alguém, falsamente, já tente nos imputar esta alcunha. Temos participado e lutado conjuntamente com os nossos irmãos indígenas, por suas questões raciais e culturais. Somos aliados históricos, contra o poder e a opressão racial branca neste país, já são mais de 400 anos de solidariedade, prova disto, está nas marcas de nossos quilombos e registros históricos. Os quilombos eram, e até hoje são, espaços de resistência indígena, negra e popular.


Recentemente lutamos juntos na Constituição de 1988; nas comemorações dos 500 anos do "descobrimento"; na Conferência de Durban, contra os preconceitos e intolerâncias étnico-raciais; lutamos cotidianamente, pelas demarcações das terras indígenas; e na educação, pela implantação do capitulo do Plano Decenal de 1996, que estabelece os princípios e diretrizes para a educação indígena no país.


O que nos revolta, é que a questão indígena já estava presente e incide diretamente na LDB, no Plano Nacional de Educação, e no currículo e livros didáticos, tendo garantida sua especificidade, e inclusive a especificidade da formação de seus educadores e educadoras e do ensino na língua materna, assegurando assim seu resgate e sua valorização cultural. É claro que o preconceito as discriminações e o racismo aos indígenas infelizmente ainda existem, mas a proporção e o formato são diferentes.


Quando alterado a Lei 10.639, pela Lei 11.635, cria-se uma confusão novamente na cabeça dos gestores educacionais e dos educadores e educadoras brasileiras. Voltamos à estaca zero, voltamos à idéia de que estamos falando só de mais uma diversidade, sem conseguir entender e compreender a profundidade e a complexidade da questão negro-racial no Brasil, e diga-se de passagem no mundo, como nos mostra agora os ataques recebidos a Barak Obama em sua campanha presidencial nos Estados Unidos.


Defendemos o combate efetivo a todas as formas de preconceitos, racismos, violências e discriminações, mas sabemos que quando juntamos tudo no mesmo balaio, é só uma forma de disfarçar e de fazer efetivamente o escamoteamento da questão, para que a mesma não seja efetivamente tratada.


Qualquer semelhança com o descaso da temática negro-racial pelo MEC, não é mera semelhança. Vemos por ai afora, pessoas desinformadas falando contra as políticas de cotas e ações afirmativas. Falam das cotas, sem o mínimo de informação e conhecimento. Pergunte a uma destas pessoas: O que são cotas? O que são e pra que servem as políticas de ações afirmativas? A maioria nem sequer consegue justificar ou esconder seu racismo. Nossa sociedade é uma sociedade multicotária (desculpem, acho que a palavra não existia), e normalmente as pessoas defendem todas aquelas que as beneficiem ou interessam, mas porque será que se incomodam tanto, quanto as cotas beneficiam um determinado segmento da sociedade brasileira, ou seja, a população negra?


Alguém já se perguntou: porque tanto ódio aos negros e negras neste país?


Ilmo Sr. Presidente, a única vantagem da Lei 10.639 era exatamente a evidenciação da questão racial negra, e foi exatamente com isto que o senhor acabou. O MEC, já evidenciava sua ignorância e desentendimento da temática, quando guetizou a questão racial na SECAD, onde um pequeno e valoroso grupo dentro do gigante elefante branco que é o MEC tenta em vão lutar e alterar estruturas e culturas profundamente arraigadas.


Dentro da SECAD, fizeram exatamente o mesmo erro: "jogaram pra lá todas as "diversidades" ou "ad-versidades" e com isto impediu-se que os temas fossem tratados com a franqueza e profundidade necessária. Foi assim que a questão racial, que diz respeito a 48% da população brasileira, passou a ser só mais uma "questãozinha" a ser tratada, ao invés de ser uma ampla política de estado, para o combate ao racismo e de promoção da igualdade racial, na dúvida é só ver o que foi e está sendo a Conferência Nacional da Educação.


As políticas raciais neste país e no mundo, não são e não podem ser tratadas como questões de minorias, são questões de maioria, são questões estratégicas do conjunto de nossas sociedades e principalmente da sociedade brasileira, o Brasil é o segundo maior país negro do mundo. Sem os negros e negras, Sr. Presidente, não há avanços sociais, não há democracia, não há efetivamente desenvolvimento e harmonia social.


LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008 - Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena".


Adilton de Paula é membro da CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras, militante do Movimento Negro em Santa Catarina, Consultor do PNUD e Assessor Sindical da FETIESC

Fonte: UNEGRO - União de Negros pela Igualdade

simonal: a pilantragem e a ditadura


Filme investiga relação de Wilson Simonal com a ditadura militar

LUIZ FERNANDO VIANNA
da Folha de S.Paulo

Em 2002, quando começou a buscar patrocínio para um documentário sobre Wilson Simonal (1939-2000), o humorista Cláudio Manoel encontrou dois tipos de pessoas: as que não se interessavam, por desconhecer quem tinha sido Simonal, e as que diziam coisas como "não quero me meter nisso", "para que mexer nessa história?".

"Ninguém Sabe o Duro que Dei", filme de Manoel, Micael Langer e Calvito Leal que será lançado no festival É Tudo Verdade (no próximo sábado, no Rio, e nos dias 4 e 5 de abril no CineSesc, em São Paulo), é o primeiro olhar do cinema sobre esse homem que, como diz Nelson Motta no documentário, "virou um tabu, um leproso, um pária" na música brasileira.

O degredo começou em agosto de 1971, quando sua popularidade como cantor só era superada (e não por muitos pontos) por Roberto Carlos. Suspeitando de que seu contador o roubava, ele mandou dar-lhe uma surra.

O problema é que a surra foi dada por dois agentes do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), serviço público cuja especialidade era torturar adversários da ditadura militar --e falsos adversários também. Um inspetor, Mário Borges, disse à imprensa que Simonal era informante do Dops, e a pecha de dedo-duro nunca mais se descolou dele, jogando-o num longo ostracismo.

"Ele pagou uma pena dura demais, desproporcional para uma surra, porque sua condenação foi até o fim da vida. Para ele, não teve anistia", afirma Manoel, da trupe Casseta & Planeta.

Mas o documentário não é uma defesa de Simonal. Por um lado, até piora sua situação, pois os três diretores, empenhados em saber o máximo sobre o que aconteceu, contrataram um detetive para localizar Raphael Viviani, o contador que foi o pivô da história.

Viviani diz no filme que foi torturado com choques elétricos no Dops e só aceitou assinar uma confissão do roubo --que ele nega ter cometido-- quando ameaçaram pegar sua família.Talvez a história tivesse terminado aí, não fosse sua mulher ter dado queixa do seu desaparecimento. O delegado resolveu investigar o caso, viu Viviani todo machucado e chegou ao nome de Simonal.


Ingenuidade

O cantor alegou ter recorrido ao Dops porque vinha recebendo ameaças terroristas e disse, talvez para impressionar, que tinha conhecidos na polícia política. Quando, mesmo sem provas, foi classificado como informante, ele se enrascou.

"Ele foi infeliz no caminho que seguiu", afirma Viviani no filme. Por esse lado, o contador até ajuda a imagem de Simonal, pois reforça a idéia predominante no documentário: o cantor era um boquirroto ingênuo, sem consciência da gravidade da situação política de então, e morreu pela boca.

Pela surra que mandou dar, Simonal foi condenado em 1972 a cinco anos e quatro meses, que pôde cumprir em liberdade. Pela fama de dedo-duro, pagou enquanto esteve vivo --e depois também.

Em 2003, após a família pedir uma investigação sobre o caso e diante do documento de 1999 da Secretaria Nacional de Direitos Humanos informando que não havia nenhuma prova de que Simonal tivesse servido à ditadura, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) o reabilitou simbolicamente.

"Ele dizia para mim: "Eu não existo na história da música brasileira'", conta, no filme, Sandra Cerqueira, a segunda mulher de Simonal, que acompanhou sua amargura, seu alcoolismo e sua grande raiva --o documentário tem imagens dele em programas de TV clamando inocência.

"Ele tinha uma atitude provocativa que não o ajudava a fazer amizades. Era metido a besta, um crioulo de sucesso que andava de carrão e comia as filhas dos brancos. Era um negro liberto", diz Manoel, tocando na questão racial, muito presente no longa.

Boa parte do filme cobre o "antes da queda". Aí se vê Simonal ao lado de Pelé --possivelmente o único negro mais famoso do que ele no Brasil da época--, fazendo comercial da Shell, cantando "The Shadow of Your Smile" com Sarah Vaughan, regendo o Maracanãzinho lotado e esbanjando malícia (ou pilantragem, como se dizia). "Pilantragem é o não-enchimento, o descompromisso com a inteligência", diz ele no filme, sem saber que a frase seria premonitória.


Retirado de: Griot Eletrônico - Fonte original: Folha On Line, 24.03.2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

gelede


Gelede é originalmente uma forma de sociedade secreta feminina de caráter religioso existente nas sociedades tradicionais yorubás. Expressa o poder feminino sobre a fertilidade da terra, a procriação e o bem estar da comunidade.

Gelede é um festival anual homenageando "nossas mães" (awon iya wa), não tanto pela sua maternidade, mas como ancião feminino. Ela ocorre durante a época seca (março-maio) entre os Yorubas do sudoeste da Nigéria e o vizinho Benin.

A máscara (ou adorno de cabeça, uma vez que não cobrem o rosto) é um par de um conjunto usado pelos homens vestidos como mulheres mascaradas para divertir, e aplacar as mães que são consideradas muito poderosas, e podem usar os seus poderes para o bem ou como feitiçaria de efeitos destrutivos.

Gelede é um festival anual que celebra a sabedoria das mães anciãs e mulheres entre os yorubas. O festival inclui máscara (ou adorno de cabeça, uma vez que não cobrem o rosto) usado pelos homens que vestidos como mulheres mascaradas para acalmar as mulheres mais velha da tribo. Dança e música são parte integrante da cerimônia, que utiliza elementos tradicionais da música Yoruba incluindo percussão complexa e músicas. O Gelede é precedido por uma cerimônia chamada Efe, que tem lugar na noite anterior.

Gelede surgiu provavelmente no final do século XVIII ou no início do século XIX. Pode estar associada com a mudança de uma sociedade matriarcal para uma patriarcal, mas então se poderia esperar que tenha origens mais antigas.

A cerimônia Gelede pode também ter lugar nos funerais de membros do culto ou em períodos de seca ou de outras situações graves, que se pensa ter sido trazida por feitiço maléfico.

Artigos
Gelede-Promoting Yoruba Identity

Ligações externas
Yoruba gelede mask snake and birds
Fotos da África
Alawoye.com Baba'Awo Ifaloju, showcasing Ifa using web media 2.0 (blogs, podcasting, video & photocasting)


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gelede

terrorismo midiático contra governos populares é debatido

Adital -

Enquanto a Sociedade Interamericana de Imprensa se reúne para tratar de temas como liberdade de imprensa, tópico até então questionável em tempos onde cada vez mais os grupos de comunicação se impõem como poderes institucionais, Caracas também abrigará um encontro para debater um tema bastante urgente: o terrorismo midiático. Essa é a proposta do "I Encontro Latino-americano contra o terrorismo midiático" que começa na próxima sexta-feira (28). Jornalistas de 14 países latino-americanos devem participar.

O evento acontecerá no Centro de Estudos Latino-americanos Rómulo Gallegos (Celarg). Para Hugo Chávez, presidente da Venezuela, este é um tema que precisa ser amplamente discutido, "pois o terrorismo midiático utiliza seus meios, para gerar guerra, violência, temor e angústia nos povos".

Em entrevista a televisão estatal venezuelana, o Ministro de Comunicação e Informação, Andrés Izarra, disse que o problema do terrorismo midiático é enfrentado diariamente pelos governos progressistas da Venezuela, da Bolívia e do Equador.

Como exemplo, ele citou o acirramento diplomático envolvendo a Colômbia, Equador e Venezuela, quando da invasão de tropas colombianas em território equatoriano que resultou na morte de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP). Jornais como o El País (espanhol), e El Tiempo (colombiano) tentaram relacionar o governo liderado por Rafael Correa com a guerrilha.

A "ditadura midiática" também será rechaçada numa marcha, programada para o dia 28, às 15h. A atividade também denunciará as ofensivas das SIP contra a Venezuela.

Para o diretor da Agência Bolivariana de Notícias (ABN), Freddy Fernández, a SIP tem sido "a ponta de lança da estratégia de dominação que pretendem Estados Unidos sobre o continente". A SIP defende os interesses dos oligopólios de comunicação, e se põe sempre a favor dos poderes conservadores, enquanto faz campanha pesada contra os governos democráticos e populares.

Entre os temas a serem discutidos no Encontro sobre o terrorismo midiático, está "Venezuela sob fogo midiático", no qual especialistas explicarão no que consiste o ataque contra Venezuela, como se organiza e qual foi o papel desempenhado pelos diferentes meios em todo o mundo.

No encontro da SIP - que será realizado no Caracas Palace Hotel -, para o qual o presidente venezuelano também foi convidado, será discutida a liberdade de imprensa nas Américas, além dos aspectos econômicos, éticos e profissionais dos jornalistas.

Em um relatório de forte teor político, sobre liberdade de imprensa na Venezuela em 2007, a SIP disse que o governo tenta suprimir "definitivamente" a liberdade de expressão e informação de jornalistas e meios de comunicação independentes. Segundo a entidade, o governo tenta controlar todos os poderes do Estado.

A Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão é vista pela SIP como uma tentativa de controlar o conteúdo dos meios rádio-eletrônicos independentes. O relatório criticou ainda o fechamento, em 27 de maio do ano passado, da Rádio Caracas Televisão (RCTV) e a não concessão de novas freqüências de transmissão à rede Globovisión. Em relação à liberdade dos jornalistas, a SIP denunciou perseguições, ameaças e até mortes.

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Fonte: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=32273

terça-feira, 25 de março de 2008

sobre os quilombos e sua resistência radical...

O escrito abaixo postado OS QUILOMBOS COMO RESISTÊNCIA RADICAL AO MODO DE PRODU-ÇÃO ESCRAVISTA, trata-se de excerto (capítulo IV) do texto de: MOURA, Clóvis - FORMAS DE RESISTÊNCIA DO NEGRO ESCRAVIZADO E DO AFRO-DESCENDENTE, in: História do Negro no Brasil, vol. 1 – O Negro na Sociedade Brasileira. KABENGELE MUNANGA (Organizador) Fundação Cultural Palmares - CNPq, do qual segue breve apresentação.


História do Negro no Brasil é uma coletânea editada pela FCP com apoio do CNPq. Conta com textos de personalidades e pensadores da conjuntura afro-brasileira: textos de Abdias do Nascimento, Clóvis Moura, Elisa Larkin Nascimento, Kabengele Munanga, Maria da Glória Moura, com textos de apresentação de Carlos Moura e do professor-doutor Ubiratan de Castro Araújo. Carlos Moura, ex-presidente e Ubiratan Araújo, atual presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP). História do Negro no Brasil se destina a ampliar e completar a visão corrente sobre o papel desempenhado pela população negra na construção da sociedade e da nação brasileira, ressaltando sua contribuição econômica, religiosa e sócio-cultural, bem como sua participação efetiva na luta pela liberdade, pela inclusão social, pela promoção da mulher e pela democracia.

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OS QUILOMBOS COMO RESISTÊNCIA RADICAL AO MODO DE PRODUÇÃO ESCRAVISTA

Os quilombos foram do ponto-de-vista de organização e de continuidade histórica a maior expressão de resistência à escravidão no Brasil. já escrevemos em outro local que o “quilombo caracteriza-se basicamente pela sua conotação radical, como expressão da radicalidade diante do escravismo. Esta radicalidade vem da própria essência da sociedade escravista. Nela não pode existir posição de negação a não ser se ela for radical. O escravo – ao nega-la – só podia faze-lo radicalmente. Ele tem de passar subitamente da condição de coisa à homem livre. O escravismo não lhe dá oportunidade do meio-homem, por isto, esta passagem tem de ser radical. Para ele não há possibilidade de uma meia posição. E por isto é que somente negando radicalmente o escravismo na sua essência ele adquire a condição de homem livre. O quilombola é o homem que adquire, pela sua condição radical, a sua liberdade. Ele não pode ser meeiro, camponês, posseiro ou arrendatário. Só pode ser homem livre ou escravo. Sociologicamente esta radicalidade surge da impermeabilidade do sistema para com o escravo. É somente no quilombo que ele adquire a sua cidadania”[1].

E nesta perspectiva dinâmica que iremos abordar, embora sucintamente a sua existência e a sua dinâmica no processo de lutas contra o estatuto da escravidão durante os quase quatrocentos anos da sua existência.

Por outro lado, os quilombos não podem ser analisados isoladamente, cada um com o seu final de vitória ou derrota, mas têm de ser analisados no seu conjunto, na sua continuidade histórico-social a qual determina a quilombagem como um processo de desgaste às forças – sociais, econômicas, culturais – do modo de produção escravista. É através desta perspectiva que, embora sumariamente, dentro do espaço que me compete, procurarei analisa-los e sociologicamente interpretá-los.


A QUILOMBAGEM COMO AGENTE DE MUDANÇA SOCIAL


Entendemos por quilombagem o movimento de rebeldia permanente organizado e dirigido pelos próprios escravos que se verificou durante o escravismo brasileiro em todo o território nacional. Movimento de mudança social provocado, ele foi uma força de desgaste significativa ao sistema escravista, solapou as suas bases em diversos níveis – econômico, social e militar – e influiu poderosamente para que esse tipo de trabalho entrasse em crise e fosse substituído pelo trabalho livre.

A sua dinâmica expressava a contradição fundamental da época, isto é, aquela que existia entre os escravos e os seus senhores e aparecia, em conseqüência disso, em todas as áreas e épocas em que o sistema de produção escravista foi estabelecido.

A quilombagem é um movimento emancipacionista que antecede, em muito, o movimento liberal abolicionista; ela tem caráter mais radical, sem nenhum elemento de mediação entre o seu comportamento dinâmico e os interesses da classe senhorial. Somente a violência, por isto, poderá consolida-la ou destruí-la. De um lado os escravos rebeldes; de outro os seus senhores e o aparelho de repressão a essa rebeldia.

O quilombo aparece, assim, como aquele módulo de resistência mais representativo (quer pela sua quantidade, quer pela sua continuidade histórica) que existiu. Estabelecia uma fronteira social, cultural e militar contra o sistema que oprimia o escravo, e se constituía numa unidade permanente e mais ou menos estável na proporção em que as forças repressivas agiam menos ou mais ativamente contra ele. Dessa forma, o quilombo é o centro organizacional da quilombagem, embora outros tipos de manifestação de rebeldia também se apresentassem, como as guerrilhas e diversas outras formas de protesto individuais ou coletivas. Entendemos, portanto, por quilombagem uma constelação de movimentos de protesto do escravo, tendo como centro organizacional o quilombo, do qual partiam ou para ele convergiam e se aliviam as demais formas de rebeldia.

Incluímos, por este motivo, no conceito geral de quilombagem outras manifestações de protesto racial e social, como por exemplo as insurreições baianas do século XIX que culminaram com a grande insurreição de 1835 em Salvador, que tanto pânico provocou entre as autoridades, forças militares e membros da população. Isto se explica não somente porque esses movimentos emancipacionistas escravos se inserem na mesma pauta de reivindicações dos quilombolas, mas também porque esses negros urbanos contavam como aliados os escravos refugiados nos diversos quilombos existentes na periferia de Salvador. Igualmente deverá ser incluído na quilombagem o bandoleirismo dos escravos fugidos, os quais em grupos ou isoladamente atacavam povoados e estradas. Desse bandoleirismo quilombola, os exemplos mais destacados são os de João Mulungu, em Sergipe, e Lucas da Feira, na Bahia, embora inúmeros outros tenham existido durante a escravidão em todo o território nacional.

A quilombagem era, por isto, a manifestação mais importante, que expressava a contradição fundamental do regime escravista. Os senhores de escravos, por outro lado, não desdenhavam a sua importância e se municiavam de recursos (militares, políticos, jurídicos e terroristas) para combate-la. Essa estratégia senhorial vai das leis da metrópole aplicadas na Colônia, alvarás e outros estatutos repressivos, à formação de milícias de capitães-do-mato, confecção e uso de aparelhos de suplício e outras formas de repressão não-institucionalizadas mas que se haviam transformados em costume.

Em outro local, por essas razões já havíamos escrito que:

O quilombo foi, inconstantemente, a unidade básica de resistência do escravo. Pequeno ou grande, estável ou de vida precária, em qualquer região onde existia a escravidão lá se encontrava ele como elemento de desgaste do regime servil. O fenômeno não era atomizado, circunscrito a determinada área geográfica, como dizer que somente em determinados locais, por circunstâncias mesológicas favoráveis, ele podia afirmar-se. O quilombo aparecia onde quer que a escravidão surgisse. Não era simples manifestação tópica. Muitas vezes surpreende pela capacidade de organização, pela resistência que oferece; destruído parcialmente dezenas de vezes e novamente aparecendo em outros locais, plantando sua roça, construindo suas casas, reorganizando a sua vida social e estabelecendo novos sistemas de defesa. O quilombo não foi, portanto, apenas um fenômeno esporádico. Constituía-se em fato normal da sociedade escravista.

O fenômeno da quilombagem, achamos nós, tem como epicentro o quilombo, mas nele podem ser englobadas todas as manifestações de resistência da parte do escravo.


A PRÁTICA DA QUILOMBAGEM

Por esses motivos é um movimento abrangente e radical. Nele se incluem não apenas negros fugitivos, mas também índios perseguidos, mulatos, curibocas, pessoas perseguidas pela polícia em geral, bandoleiros, devedores do fisco, fugitivos do serviço militar, mulheres sem profissão brancos e prostitutas.

Era um cadinho de perseguidos pelo sistema colonial. Era no quilombo ou nas demais manifestações da quilombagem que essa população marginalizada se recompunha socialmente. Por tudo isto a quilombagem tem uma dimensão nacional, conforme já dissemos. Articula-se nacionalmente, desde os primórdios da escravidão, atravessa todo o sistema escravista, desarticulando-o constantemente, e assume, muitas vezes, aspecto ameaçador par a classe senhorial, como no caso da República de Palmares.

Não iremos fazer aqui, mais uma vez, um apanhado histórico das organizações quilombolas, nem isto seria possível para um só autor e nas dimensões deste livro. Vamos apenas mostrar o elenco dos principais quilombos conhecidos nos diversos locais nos quais eles se manifestaram.



PRINCIPAIS QUILOMBOS BRASILEIROS


BAHIA

1. Quilombo do rio Vermelho
2. Quilombo do Urubu
3. Quilombos de Jacuípe
4. Quilombo de Jaguaribe
5. Quilombo de Maragoripe
6. Quilombo de Mutritiba
7. Quilombos de Campos de Cachoeira
8. Quilombos Orobó, Tupim e Andaraí
9. Quilombos de Xiquexique
10. Quilombo do Buraco do Tatu
11. Quilombo de Cachoeira
12. Quilombo de Nossa Senhora dos Mares
13. Quilombo do Cabula
14. Quilombos de Jeremoabo
15. Quilombo do rio Salitre
16. Quilombo do rio Real
17. Quilombo de Inhambupe
18. Quilombos de Jacobina até o rio São Francisco


Nota: Stuart B. Schwartz conseguiu listar 35 quilombos na região da Bahia entre os séculos XVII, XVIII e XIX.

Fontes: diversas, coordenadas pelo autor. Especialmente: Pedreira, Pedro Tomás. Os quilombos baianos. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, 1962. 24(4), out./dez. Schwartz, B. Mocambos, quilombos e Palmares; a resistência escrava no Brasil colonial. Estudos Econômicos. São Paulo, 1987, n. 1. Número especial.


MARANHÃO

  1. Quilombo da lagoa Amarela (Preto Cosme)
  2. Quilombo do Turiaçu
  3. Quilombo de Maracaçumé
  4. Quilombo de São Benedito do Céu
  5. Quilombo do Jaraquariquera

Fontes: várias, coordenadas pelo autor.


MATO GROSSO

  1. Quilombo nas vizinhanças do Guaropé
  2. Quilombo da Carlota (denominado posteriormente Quilombo Piolho)
  3. Quilombos à margem do rio Piolho
  4. Quilombo de Pindaituba
  5. Quilombo do Motuca
  6. Quilombo de Teresa do Quariterê

Fonte: Correspondência do Conselho Ultramarino, 1777. Códice 246. Apud Pinto, Roquete, Rondônia. São Paulo, 1950.


MINAS
GERAIS

  1. Quilombo do Ambrósio (Quilombo Grande)
  2. Quilombo do Campo Grande
  3. Quilombo do Bambuí
  4. Quilombo do Andaial
  5. Quilombo do Careca
  6. Quilombo do Sapucaí
  7. Quilombo do morro de Angola
  8. Quilombo do Paraíba
  9. Quilombo do Ibituruna
  10. Quilombo do Cabaça
  11. Quilombo de Luanda ou Lapa do Quilombo
  12. Quilombo do Guinda
  13. Lapa do Isidoro
  14. Quilombo do Brumado
  15. Quilombo do Caraça
  16. Quilombo do Inficionado
  17. Quilombos de Suçuí e Paraopeba
  18. Quilombos da serra de São Bartolomeu
  19. Quilombo de Marcela
  20. Quilombos da serra de Marcília


Nota: Carlos Magno Guimarães conseguiu listar 116 quilombos em Minas Gerais no século XVIII.

Fontes: diversas, coordenadas pelo autor. Especialmente: Costa Filho, Miguel. Quilombos. Estudos Sociais, Rio de Janeiro, 1960. n. 7, 9, 10. Vasconcelos, Diogo. História Média de Minas Gerais. Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1918. Guimarães, Carlos Magno. Os quilombos do século do ouro; Minas Gerais. Estudos Econômicos, São Paulo, 1988. 18(2).


PERNAMBUCO

1. Quilombo do Ibura
2. Quilombo de Nazareth
3. Quilombo de Calcutá (extensão do Cova da Onça)
4. Quilombo do Pau Picado
5. Quilombo do Malunguinho
6. Quilombo de Terra Dura
7. Quilombo do Japomim
8. Quilombos de Buenos Aires
9. Quilombo do Palmar
10.Quilombos de Olinda
11.Quilombo do subúrbio do engenho Camorim
12.Quilombo de Goiana
13.Quilombo de Iguaraçu


Fontes: diversas, coordenadas pelo autor. Especialmente: Melo, Josemir Camilo de. Quilombos em Pernambuco; século XIX. Revista do Arquivo Público. Recife, 1978. n. 31, 32. Freyre, Gilberto. Nordeste. Rio de Janeiro, José Olympio, 1937.


PARAÍBA

1. Quilombo do Cumbe
2. Quilombo da Serra de Capuaba
3. Quilombo de
Gramame (Paratuba)
4. Quilombo do Livramento


Fonte: Porto, Valdice Mendonça. Paraíba em preto e branco. João Pessoa, s. ed., 1976.


REGIÃO AMAZÔNICA

1. Amapá: Oiapoque e Calçoene
2. Amapá: Mazagão
3. Pará: Alenquer (rio Curuá)
4. Pará: Óbidos (rio Trombetas e Cuminá)
5. Pará: Caxiu e Cupim
6. Alcobaça (Tucuruí), Cametá (rio Tocantins)
7. Pará: Mocajuba (litoral atlántico do Pará)
8. Pará: Gurupi (atual divisa Pará e Maranhão)
9. Maranhão: Turiaçu (rio Maracaçumé)
10. Maranhão: Turiaçu (rio Turiaçu)
11. Pará: Anajás (lagoa Mocambo, ilha de Marajó)
12. Baixo Tocantins: Quilombo de Felipa Maria Aranha


Fontes: Salles, Vicente. O negro no Pará. Rio de Janeiro, FGV/UFPA, 1971.


RIO DE JANEIRO

  1. Quilombo de Manuel Congo
  2. Quilombos às margens do rio Paraíba
  3. Quilombos na serra dos Órgãos
  4. Quilombos da região de Inhaúma
  5. Quilombos dos Campos de Goitacazes
  6. Quilombo do Leblon
  7. Quilombo do morro do Desterro
  8. Bastilhas de Campos (quilombos organizados pelos abolicionistas daquela Cidade)

Fonte: diversas, coordenadas pelo autor.



RIO GRANDE DO SUL
  1. Quilombo do negro Lúcio (ilha dos Marinheiros)
  2. Quilombo do Arroio
  3. Quilombo da serra dos Tapes
  4. Quilombo de Manuel Padeiro
  5. Quilombo do município de Rio Pardo
  6. Quilombo na serra do Distrito do Couto
  7. Quilombo no município de Montenegro (?)


Nota: a interrogação posta depois do quilombo do município de Montenegro significa que as fontes informativas não são conclusivas quanto à sua existência; o quilombo de Manuel Padeiro é chamado, em algumas fontes, de Manuel Pedreiro.

Fonte: Maestri Filho, José Mário. O escravo no Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes/ EDUCS, 1984.


SANTA CATARINA

1. Quilombo da Alagoa (Lagoa)
2. Quilombo da Enseada do Brito
3. Outros quilombos menores “que devem ter dado muito trabalho”

Fonte: Piazza, Walter. O escravo numa economia minifundiária. São Paulo, Resenha Universitária/UDESC, 1975.


SÃO PAULO

1. Quilombos dos Campos de Araraquara
2. Quilombo da cachoeira do Tambau
3. Quilombos à margem do rio Tietê, no caminho de Cuibá
4. Quilombo das cabeceiras do rio Corumateí
5. Quilombo de Moji-Guaçu
6. Quilombos de Campinas
7. Quilombo de Atibaia
8. Quilombo de Santos
9. Quilombo da Aldeia Pinheiros
10. Quilombo de Jundiaí
11. Quilombo de Itapetininga
12. Q. da fazenda Monjolinho (São Carlos)
13. Quilombo de Água Fria
14. Quilombo de Piracicaba
15. Quilombo de Apiaí (de José de Oliveira)
16. Quilombo do Sítio do Forte
17. Quilombo do Canguçu
18. Quilombo do termo de Parnaíba
19. Quilombo da Freguesia de Nazaré
20. Quilombo de Sorocaba
21. Quilombo do Cururu
22. Quilombo do Pai Felipe
23. Quilombo do Jabaquara


Fonte: diversas, coordenadas pelo autor.

SERGIPE

1. Quilombo de Capela
2. Quilombo de Itabaiana
3. Quilombo de Divina Pastora
4. Quilombo de Itaporanga
5. Quilombo do Rosário
6. Quilombo do Engenho do Brejo
7. Quilombo de Laranjeiras
8. Quilombo de Vila Nova
9. Quilombo de São Cristóvão
10. Quilombo de Maroim
11. Quilombo do Brejo Grande
12. Quilombo de Estância
13. Quilombo do Rosário
14. Quilombo de Santa Luíza
15. Quilombo de Socorro
16. Quilombos do rio Cotinguiba
17. Quilombo do rio Vaza Barris


Fontes: Figueiredo, Ariosvaldo. O negro e a violência do branco. Rio de Janeiro, José Álvares, 1977. Moura, Clóvis. Rebeliões da senzala. 4. ed. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1988. Mott, Luís R. B. Pardos e pretos em Sergipe (1774-1851). Separata da Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, 1976. Sampaio, Aluysio. Os quilombos do Cotinguiba. Seiva, Salvador.

Esta pequena listagem bem demonstra como a quilombagem era um fenômeno nacional. Convém salientar que ela não representa, nem pela quantidade nem pela extensão geográfica, a sua importância social. Os quilombos eram focos de concentração demográfica e, ao mesmo tempo, fator de mobilidade social horizontal permanente. Podemos ver uma corrente migratória quilombola para as fronteiras, especialmente rumo às dos países vizinhos, destacando-se neste sentido, a que demandava às goianas. Esse movimento migratório chegou a impressionar e preocupar as autoridades e políticos, tendo Tavares Bastos a ele se referido como um elemento de fraqueza militar. Diz ele nesse sentido:


O governo oriental na última guerra (1864) expedira emissários para sublevarem os escravos do Rio Grande. Na Cruz Alta em Taquari e outros lugares houve por isso tentativas de insurreição. Muñoz e Apparício, chefes orientais, invadindo aquela província proclamaram que vinham dar liberdade aos escravos. O último relatório do Ministério da Justiça atribui a manejos de alguns orientais as tentativas de insurreição em Taim e Taquari.

Além disso, no tempo de paz, a fuga de escravos para os territórios vizinhos e outros fatos promovem conflitos entre as autoridades e amarguraram algumas de nossas questões internacionais. Ainda há pouco, noticia-se do Norte a fuga de escravos do alto Amazonas para o território do Peru e uma considerável evasão de outros do Pará para o território da Guiana Francesa ou para o terreno contestado do Amapá.


Como vemos, os escravos fugidos se acoitavam naqueles países onde não havia mais a escravidão, criando, em conseqüência, vários problemas diplomáticos. Por tudo isso, a quilombagem – até hoje estudada como um elemento secundário, esporádico ou mesmo irrelevante durante a escravidão – à medida que os cientistas sociais avançam suas pesquisas, demonstra ter sido um elemento dos mais importantes no desgaste permanente, quer social, econômico e militar, no processo de substituir-se o trabalho escravo pelo assalariado.


COMO SE ORGANIZAVAM OS QUILOMBOS


Os quilombos, tinham várias formas de organização. Muitos eram pequenos, outros, maiores, mas todos com o mesmo objetivo: fugir do sistema escravista. Em face da grande diversificação da economia escravista, muitas vezes os quilombos reproduziam internamente o tipo de economia da área na qual se organizavam. Por isso, embora a maioria praticasse a agricultura, em face da grande tradição agrícola dos povos africanos, não havia uniformidade naquilo que poderíamos atualmente denominar modelos econômicos.

Décio Freitas fez uma tipologia dos quilombos. Para ele houve, pelo menos, sete tipos fundamentais: a) os agrícolas, que prevaleceram por todas as partes do Brasil; b) os extrativistas, característicos do Amazonas, onde viviam de drogas do sertão; c) os mercantis, também na Amazônia, que adquiriam, diretamente de tribos indígenas, as drogas para mercadejá-las com os regatões; d) os mineradores, em Minas Gerais, Bahia, Goiás e Mato Grosso; e) os pastoris, no Rio Grande do Sul, que criavam o gado nas campanhas ainda não apropriadas e ocupadas por estancieiros; f) os de serviços, que saíam dos quilombos para trabalhar nos centros urbanos; e, finalmente, g) os predatórios, que existiam um pouco por toda parte e viviam dos saques praticados contra os brancos. Nos seis últimos tipos, a agricultura não estava ausente, mas desempenhava um papel subsidiário.

Como vemos, a regionalização da economia colonial, inteiramente dependente do mercado internacional, teve como conseqüência quilombos que reproduziam essa economia parcialmente, pelo menos quanto aos produtos. Tinham de executar uma economia interna que não dependesse da estrutura da sociedade abrangente, mas esta era refletida no nível daquilo que a economia quilombola produzia. Em outras palavras, os quilombos ou se sujeitavam a uma economia recoletora, o que não era possível, ou tinham de criar uma economia que produzisse aquilo de que os quilombos necessitavam e que era regionalmente possível, de acordo com as possibilidades ecológicas e as disponibilidades de matéria-prima ou de sementes daquelas áreas em que se formavam. Daí a diversificação de sua estrutura, que Décio Freitas especifica. Isso, por outro lado, permitia uma economia de abundância, pois os quilombos não se limitavam à monocultura das plantations, mas, pelo contrário, aproveitando-se dos recursos naturais regionais e de elementos retirados das fazendas e dos engenhos, dinamizaram uma agricultura policultora-comunitária, que satisfazia às necessidades dos quilombolas e ainda produzia um excedente comerciável.

Por esse motivo, um poeta da época, Joaquim José Lisboa, escreveu:

Entranham-se pelos matos e
como criam e plantam,
divertem-se, brincam, cantam,
de nada têm precisão.
Vêm à noite aos arraiais
e com indústrias e tretas,
seduzem algumas negras
com promessas de casar.


A organização dos quilombos era muito variada, dependendo do espaço ocupado, de sua população inicial, da qualidade do terreno em que se instalavam e das possibilidades de defesa contra as agressões das forças escravistas. Aproveitavam-se desses recursos naturais regionais, e os exploravam ou industrializavam, dando-lhes, porém, uma destinação diferente no setor da distribuição. Ao invés de se centrarem na monocultura que caracterizava a agricultura escravista, que também monopolizava a produção na mão dos senhores, os quilombos praticavam uma economia policultora, ao mesmo tempo distributiva e comunitária, capaz de satisfazer as necessidades de todos os seus membros.

Enquanto na economia escravista a produção fundamental e mais significativa era enviada para o mercado externo, e a população produtora passava privações enormes, incluindo-se o pequeno produtor, o branco pobre, o artesão e outras categorias, que eram esmagados pela economia latifundiário-escravocrata, nos quilombos, o tipo de economia comunitária ali instalado proporcionava o acesso ao bem-estar de toda a comunidade.

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DOS QUILOMBOS

Para que isso acontecesse, havia necessidade de uma estrutura de poder interna que dirigisse o quilombo. Ele não era um simples aglomerado amorfo, sem que seus membros tivessem papéis específicos a desempenhar. Isso não ocorria. Quando os quilombos se consideravam já estabilizados, organizavam tipos de governo que determinavam a harmonia da comunidade e eram responsáveis por ela.

Como estavam sujeitos às invasões periódicas das forças de repressão que agiam constantemente contra eles, os quilombos tinham de organizar um tipo de poder capaz de defendê-los das investidas inimigas. No mais famoso deles - a República de Palmares - havia um governo altamente centralizado, uma monarquia eletiva, como o define Édison Carneiro. Além disso, tinham de criar. Formas de organização familiar, religiosa e, especialmente, econômica.

O binômio economia-defesa era o eixo das preocupações mais importantes dos dirigentes dos quilombos. Isso porque, se, de um lado, tinham de manter em atividade permanente grande parte da mão-de-obra ativa da comunidade na agricultura e em outras atividades produtivas, de outro, tinham de manter um contingente de defesa militar permanente, a fim de preservar sua integridade territorial.

Parece que no quilombo havia, do ponto de vista religioso, mescla de alguns valores do catolicismo popular com as religiões africanas. Imagens de santos foram encontradas em Palmares. Já em regiões quilombolas de Minas Gerais, segundo podemos conjeturar, baseado em pesquisas arqueológicas recentes, não há vestígios de objetos de culto católico nos quilombos pesquisados.

No quilombo do Ambrósio, em Minas Gerais - que chegou a reunir mais de dez mil aquilombados (afirma-se que sua população poderia ter chegado a 20000) -, localizado entre os municípios de São Geraldo e Ibiá, havia, segundo o historiador Waldemar de Almeida Barbosa, "um modelo de organização e disciplina, de trabalho' comunitário". Para esse autor, os negros eram divididos em grupos ou setores, "todos trabalhando de acordo com a sua capacidade". Uma particularidade do quilombo do, Ambrósio em relação à economia da República de Palmares era que nele se praticava a pecuária, através dos campeiros ou criadores, ao contrário da estrutura palmarina, onde essa atividade não existia. A parte da população agrícola encarregava-se dos engenhos, da plantação da cana e da fabricação de açúcar e aguardente; além disso, como produtos complementares cultivavam mandioca para fazer farinha e fabricavam azeite.

Segundo podemos depreender de documentos da época (todos eles escritos pelos repressores, pois os quilombolas mantinham a tradição oral africana), havia obediência incondicional àquele que era escolhido como chefe pela comunidade. Assim foi com Ganga-Zumba e Zumbi, em Palmares, e assim foi também no quilombo do Ambrósio. Ao que nos parece, isso não decorreu de tradições africanas, como alguns autores sugerem, num paralelismo culturalista contestável, mas da necessidade objetiva, permanente, de defenderem a integridade territorial e social dos quilombos das permanentes ameaças das expedições constantemente enviadas contra eles.

QUILOMBOS E RESISTÊNIA SOCIAL

As afirmações acima levam-nos a uma série de considerações gerais sobre a função dos quilombos como nódulos de resistência permanente ao sistema escravista. Não podemos, por isso, deixar de salientar que, durante todo o transcurso de sua existência, eles foram não apenas uma força de desgaste, atuando nos flancos do sistema, mas, pelo contrário, agiam em seu centro, isto é, atingindo em diversos níveis as forças produtivas do escravismo e, ao mesmo tempo, criando uma sociedade alternativa que, pelo seu exemplo, mostrava a possibilidade de uma organização formada de homens livres. Essa perspectiva que os quilombos apresentavam ao conjunto da sociedade da época era um "perigo" e criava as premissas para reflexão de grandes camadas da população oprimida.

Por isso mesmo o quilombo era refúgio de muitos elementos marginalizados pela sociedade escravista, independentemente de sua cor. Era o exemplo da democracia racial de que tanto se fala, mas nunca existiu no Brasil, fora das unidades quilombolas.

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[1] Moura, Clóvis: “A quilombagem como expressão de protesto radical, in “Os quilombos na dinâmica Social do Brasil”, Ed. EDUFAL, Maceió, 2º vol., p. 103.

gente boa gente, o show continua...

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terça-feira, 18 de março de 2008

sobre a campanha da abta, posso estar enganado! mas...

Gente boa gente!

Sobre a campanha da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) ora em andamento, intitulada: QUEREM DEFINIR O QUE VOCÊ PODE VER NA SUA TV, resolvi tecer umas poucas palavras.

Acontece que, segundo a entidade:


"Uma das Comissões da Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei que obriga a transmissão de uma complexa cota de conteúdo nacional na programação das TVs por assinatura. O que pode parecer à primeira vista uma decisão patriótica, na prática significa a criação de restrições à livre circulação de informações, a redução da diversidade cultural e praticamente extingue a sua liberdade de escolha. E pior, isto é apenas o começo!" (ABTA on-line)

Confesso desconhecer o teor do Projeto de Lei contra o qual se dá a insurgência para a qual são conclamados todos os clientes e foi criado o logo abaixo.




Ora, o que de cara, já se percebe explicitamente estampado no selo da campanha é um não cotas (de qualquer tipo). E é sabido que quando se pleiteia a instituição de cotas, para o que quer que seja, tal se deve a à percepção de desequilíbrio existente e que favorece sobremaneira um segmento, setor ou grupo, em detrimento de outro que em princípio tem os mesmos direitos. Não desejo incorrer no erro de misturar alhos com bugalhos, todavia este selo com: "Imposição de cotas, não!" muito me incomoda.

Mas retornando ao caso, o que se discute é o equlíbrio (ou a falta dele) entre a veiculação de programas internacionais e nacionais em extrema desvantagem. Sabemos que há um despejo de tudo o que se produz aos borbotões no centro do sistema sobre nós terceiromundistas, consumidores ávidos de tudo que de lá nos vem.

No caso da produção televisiva não é diferente, estamos rendidos, por um lado, à força impositiva do poder econômico alienígena e etc e tal. Mas também é verdade que, no caso das nossas TVs (serviço de radiodifusão e ou telecomunicação, no geral), as concessões pertencem aos mesmos grupos detentores de poder político e ou econômico (seja, no caso das TVs, canal aberto ou fechado) que não produzem quase nada nacionalmente por ser mais cômodo e barato importar pacotes prontos (nos quais até podem vir coisas interessantes...) que permitem um muito sossegado e altíssimo rendimento. Mesmo porque também não interessa produzir algo verdadeiramente com a cara do Brasil, ou "pior", com as caras do Brasil.

Penso (mas, posso estar enganado (rsrs)) que a idéia da cota pode permitir ações neste sentido. Assim, a quase inexistente produção nacional pasteurizada, higienizada, poderá dar lugar a uma outra que possa melhor nos mostrar, principalmente, a nós mesmos.

E essa conversinha de que, com o Projeto, vai haver restrição na diversidade cultural é realmente conversinha e da mais fiada! Há, de fato, nas TVs uma diversidade cultural e livre circulação de informações?! Parece-me piada tal afirmação. Do que percebo (mas... posso estar enganado (rsrs)), nos diversos canais de TVs por assinatura existe uma rigorosa similaridade nas programações que são permeadas por um discurso unívoco! Com raríssima ou quase nenhuma excessão.

Tal campanha, a meu ver, trata-se de chororô de quem poderá perder as atuais regalias e ter que investir algo mais para obter retorno... E nem sei se diminui tanto o altíssimo rendimento das pobres-ricas associadas da ABTA que diz:
"Este Projeto de Lei significará um imenso retrocesso ao país. Ele trará prejuízos semelhantes à Reserva do Mercado de Informática, criada pela Ditadura Militar, e que atrasou o país em pelo menos 20 anos. Além de se aprovado, conforme sua última redação, resultar no provável término da TV por assinatura no Brasil." (ABTA on-line)

Bem, os "prejuízos" propalados tratam-se, na verdade (mas... posso estar enganado), de breves diminuições das altíssimas margens de rendimento) e dever-se-ão à necessidade de investimento para a produção de programas nacionais (e pode ser isto, realmente, um pecado!).

Entretanto, para quem tem uma noção razoável de economia, penso ser muito claro que o atraso do país no que diz respeito à tecnologia de ponta na qual a informática é parte essencial, não deveu-se à Reserva de Mercado do Regime Militar (que a bem da verdade foi Civil-Militar), mas à 3º Revolução Industrial (técnico-científica-informacional), ou, Revolução Molecular-Digital, regida pelo patenteamento do Conhecimento produzido pelo par Ciência-Tecnologia que até então podiam desenvolver-se de modos separados e que passam a ser dependentes uma da outra, o que nos coloca, a nós periféricos, absolutamente fora de qualquer possibilidade de nos desenvolvermos, ou melhor, sem nem a possibilidade de nos subdesenvolvermos, gerar Conhecimento - rendidos à importação de vulgaridades.

Quanto ao possível fim da TV por assinatura, trata-se de terrorismo, fascismo mesmo! Tal afirmação é desprovida de fundamento (mas... posso estar enganado).

Trata-se, a campanha, de manter a Classe Média (em sua maior parte, alienada e reacionária), num estado de alienação perene, ela que é a mantenedora do "establishment" ou "status quo", o estado de coisas vigente, inalterado - nutrindo a eterna esperança de ascender a Classe Dominante. Lembremos aos esquecidos e mostremos aos que, por qualquer que seja o motivo, desconhecem a hisória que em 1964:

"O golpe foi possível pela divulgação das teorias da Guerra Fria, elaboradas pelo governo dos EUA e difundidas pela Escola Superior de Guerra - fundada no fim da Segunda Guerra por dois dos mais importantes próceres da ditadura militar. Golbery do Couto e Silva e Carlos Castelo Branco, contando com a complacência da quase totalidade da mídia nacional e mobilizando setores conservadores e intolerantes da classe média na ideologia de extrema direita da ''tradição, família e propriedade''. (grifo nosso) As orações familiares, organizadas por próceres da Igreja Católica, se orientavam pelo lema ''Família que reza unida, permanece única''. As ''marchas da família, com Deus, pela propriedade'' davam o cunho conservador e ditatorial do movimento que se gestava com o farto financiamento de organismos norte-americanos - como os documentos do Senado dos EUA revelaram amplamente." (Leia texto na íntegra no JB on-line)

E, para encerrar, sinceramente, crer que, ela, a TV por assinatura propicia a seus telespectadores ampliação de horizontes e visão crítica dos acontecimentos no Brasil e (ou) no mundo é, mais que ser ingênuo, ser estúpido. Principalmente nestes tempos em que vivemos sob a ditadura da informação, esta controlada e veiculada a partir de agências de notícias (filtros): Reuters, Agence France-Presse, DPA e UPI, sediadas na Europa e Estados Unidos. Trata-se de um sofisticado aparato a serviço do globalitarismo.

Fico, por hora, por aqui!

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Inácio Pereira da Rocha, 170
V. Madalena - São Paulo - SP
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segunda-feira, 17 de março de 2008

cabaré da santa no galpão do folias

Uma das principais referências do teatro con- temporâneo paulista, o grupo Folias D’ Arte entra em cartaz na sua sede, o Galpão do Folias, com Cabaré da Santa, com texto do português Jorge Louraço e do brasileiro Reinaldo Maia e direção de Dagoberto Feliz. A peça presta uma “homenagem” aos 200 anos do início do Período Joanino no Brasil.

Um cabaré decadente renova as esperanças de alguma liquidez financeira, por ocasião de uma visita de portugueses ao Brasil, promovida por Rafaela, da O Tupi Agência de Viagens, durante as comemorações da chegada da corte ao Rio de Janeiro em 1808.

Na clandestinidade, um descendente dos monarcas portugueses, cheio de ambições imperialistas, viaja para o Brasil com o propósito de encontrar a fonte ou o lago de Eldorado, de onde jorram riquezas, e assim financiar a sua campanha eleitoral.

No Cabaré, encontra o seu “meio-irmão”, que partira anos antes, seguindo a mesma pista: a de um córrego oculto na cave de um cabaré na freguesia de Santa Cecília, onde ficou cliente.

Para conseguirem apoio para as suas empreitadas eleitoreiras, ambos prometem cargos e benesses. Partem em viagem e, depois de algumas peripécias que nos fazem conhecer o verdadeiro Brasil, quase morrem afogados; escapam por um estreito túnel que, miraculosamente, vai dar à cave do cabaré de origem.

Elenco: Bete Dorgam, Bruno Perillo, Davi Reis, Gustavo Trestini, Pitty Santana, Rafael Melo, Ricardo Leite, Rodrigo Scarpelli, Simoni Boer, Suzana Aragão, Tili Woldby, Val Pires, participação especial em off de Cida Moreira como Santa Cecília / Autores: Jorge Louraço e Reinaldo Maia / Direção Geral e Musical: Dagoberto Feliz / Figurinos: Daniel Infantini / Cenografia e Adereços: Serviços Porcos (Marcela Donato, Bira Nogueira e Flávio Tolezani ) / Corpo: Vivien Buckup / Criação de Luz: Carlos Gaúcho / Design Gráfico: Zeca Rodrigues / Maquiagem: Fernando Pompeu / Assistente de Direção: Patricia Barros / Assistente de Iluminação: Melissa Guimarães / Assistente de Maquiagem: Alberto Nery / Realização e Produção: Folias d´Arte.

Fonte: http://www.guiasp.com.br/guiasp/site/arte_espetaculo/despliegue.cfm?mn=6&id_conteudo=100446

sexta-feira, 14 de março de 2008

número de crianças negras aumenta em ribeirão preto

O número de recém-nascidos identificados como ne- gros pelos prontuários médicos em Ribeirão Preto cresceu 6,5% de 2006 para 2007, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde. Em contrapartida, no mesmo período, o número de declarados brancos caiu 1,5% e o de pardos, 1%.

Índices que se tornam ainda mais significativos à medida que nota-se que, em três anos, os identificados como brancos diminuíram 3% e que os pardos vêm caindo desde 2002. Embora não sejam números estatísticos oficiais do crescimento da população negra na cidade - a amostragem aceita e usada hoje é a do censo domiciliar, no qual o morador atribui a cor a si mesmo -, os dados mostram, segundo especialistas, mudanças na importância da questão da atribuição racial.

Leia na íntegra a matéria de Danielle Castro, publicada em 13/3/2008 na Gazeta de Ribeirão.


lançamentos dos manuais de anemia falciforme e do curso de treinamento dos profissionais da saúde de ribeirão preto...



Informações sobre o que vem a ser a doença pode ser acessado em postagem antiga deste blog entitulada: anemia falciforme, ou ainda, no blog anemiafalciforme.blogspot.com.

quinta-feira, 13 de março de 2008

24 de março é dia de juri simulado na câmara



O Sindicato dos Comerciários de São Paulo convida para participar do Júri Simulado sobre Violência Contra a Mulher.

O mês de MARÇO tem como evento principal o dia 08, neste dia comemora-se o Dia Internacional da MULHER. O dia em questão foi escolhido em homenagem a 129 trabalhadoras de uma fabrica de tecidos, situada na cidade norte americana de New York que morreram queimadas quando reivindicava melhores condições de trabalho, redução na jornada e salário digno, no ano de 1857.

Em Maio de 1983, no Brasil Maria da Penha, sofre violência domestica por seu marido que a deixou definitivamente em cadeira de rodas.

Por causa da morosidade no andamento do processo e das praticas jurídicas o Brasil foi condenado no ano de 2001, pela OEA (Organização dos Estados Americanos), através de sua comissão de Direitos Humanos por ter violado vários artigos da Comissão Internacional dos Direitos Humanos.

O Sindicato dos Comerciários representa mais de 250 mil comerciárias no município de São Paulo e repudia qualquer tipo de violência contra a mulher seja ela no trabalho ou no lar.

A luta contra a violência as mulheres é parte integrante das ações do sindicato, portanto sua presença será de suma importância para o fortalecimento dessa transformação social.

É importante o seu engajamento nessas ações.

Data: 24 de Março de 2008
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Salão Nobre.
Horário: 09h0

quarta-feira, 5 de março de 2008

caracas: capital mundial da paz e da luta antiimperialista


CMP convoca as Organizações Defensoras da Paz pelo Mundo.

O Conselho Mundial da Paz (CMP), continuando uma longa e gloriosa história de lutas, realizará sua Assembleia Mundial pela primeira vez na América do Sul. De 8 a 13 de abril de 2008, Caracas, capital da República Bolivariana da Venezuela, será a "Capital Mundial da Paz e da Luta Anti­imperialista" e acolherá centenas de membros da delegação do CMP e convidados para uma ampla Conferência Mundial da Paz.

O CMP se orgulha de poder partilhar das aspirações e das lutas dos povos da América Latina e considera a evolução política na região muito promissora e encorajadora. Ao realizarmos nossa Assembleia em Cara­cas vamos escrever um novo capítulo na história do CMP, abriremos uma nova fase na evolução dos movimentos em prol da paz mundial. Junto à sua próxima Assembleia, o CMP dá inicio a uma nova fase, na qual todos precisamos exigir mais de nós mesmos. Vamos fortalecer o CMP, com base em mais países, como um veículo mais visível e útil para as lutas pela paz mundial.

A agressividade dos imperialistas contra os povos e nações e suas contí­nuas agressões, rivalidades e novas ameaças à paz e à segurança mun­dial por um lado, e a nossa firme vontade de lutar por uma ordem mundial justa e pacífica, por outro, constituem forças motrizes para aumentar o nosso empenho e ações. A Assembleia (de 9 a 10 de abril de 2008) deve avaliar os resultados, as realizações e as deficiências do nosso trabalho.

Agradecemos a disponibilidade da Comissão de Solidariedade Interna­cional da Venezuela (COSI) para sediar a Assembleia e a Conferência Mundial da Paz, e também por trabalhar em conjunto com outras organizações do movimento social e popular da Venezuela para o sucesso desses eventos. Destacamos a disposição do governo e autori­dades da Venezuela em saudar as atividades do CMP no seu país, servindo assim à causa da amizade e da cooperação dos povos.

Temos a firme convicção de que existe uma "superpotência" provo­cando guerra, ocupação, opressão e injustiça. Contra ela, os povos lutam e se unem em torno de objetivos comuns, organizados nos diferentes níveis nacionais e coordenados em níveis regionais e glo­bal. A realização de uma ampla Conferência Mundial da Paz (11 e 12 de Abril de 2008) deve servir para reunir membros e amigos do CMP a outras organizações que lutam pela paz, aos movimentos sociais, organizações, personalidades e intelectuais de todo o mundo.

O 13 de abril será dedicado à solidariedade dos povos e sua luta pela soberania, contra toda e qualquer interferência externa.

Encontro Estadual

Participe do Encontro Estadual preparatório da Conferência Mundial da Paz

Em abril a América do Sul será o espelho mundial da defesa dos povos e da luta pela paz.

Entre os dias 08 e 13 de abril, Caracas na Venezuela será a anfitriã da Conferência Mundial da Paz. Nela estarão presentes representantes de cerca de 100 países.

É neste sentido que o Núcleo São Paulo do CEBRAPAZ - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta Pela Paz convoca os interessados na luta pela paz a participar da delegação paulista a Caracas.

Para isto chamamos todos e todas para o Encontro Estadual Prepa­ratório Paulista para a Conferência Mundial da Paz. O evento con­tará com um espaço cultural, exposição e debates, apresentação da programação da conferência do CMP - Conselho Mundial da Paz, em Caracas e dos preparativos logísticos para a viagem da delega­ção.


Data: 06/03/2008 Local: Câmara Municipal de São Paulo
Endereço: Viaduto Jacareí, 100
Auditório Sérgio Vieira de Mello—1° subsolo


Expositores:

Altamiro Borges - Jornalista, membro do comité central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livros As Encru­zilhadas do Sindicalismo ( editora Anita Garibaldi, 2- edição);
Valter Pomar - secretário de relações internacionais do PT;
Renato Rovai - Jornalista, membro do Fórum outro mundo em debate, autor do livro Poder Midiático. O Caso Venezuela e a Guerrilha Informativa.

Também participará do evento o Sr. Jorge Luis Duran Centeno — Cônsul Geral da Venezuela.

O Encontro terá início às 18:00 horas com atividades culturais e terá sequência às 19 horas com debates.


Contatos:
CEBRAPAZ
Fone: 11 3266 5805
cebrapaz@uol.com.br

Joel Batista
Coordenador Estadual
Fone: 11 9139 1676


O que é o CMP

O Conselho Mundial da Paz - CMP é um movimento internacional de massas, de caráter antiimperialista, democrático, independente. Suas origens se remetem ao final da Segunda Guerra Mundial, quando diversos intelectuais, artistas, cientistas e militantes da luta pela paz, como Juan Marmelo, Pablo Picasse, Graciliano Ramos, entre outros, organizaram o Congresso Mundial dos Partidários da Paz, celebrado em Paris, em abril de 1949. Entre os seus princípios se destaca a luta contra as agressões que o imperialismo perpetra contra os povos do mundo, a luta por justiça, por desenvolvimento económico e social, contra o colonialismo, em defesa da soberania e da autodeterminação dos povos. O Centro Brasileiro de Solidarie­dade aos Povos e Luta pela Paz - Cebrapaz é o representante do CMP no Brasil.


Custos

Com o objetivo de facilitar a participação de todos os interessados, o Cebrapaz está organizando um pacote que inclui a parte aérea (São Paulo-Caracas-São Paulo) e hospedagem (6 noites). O valor será em torno de U$1.000 .

É de responsabilidade do participante o pagamento dos custos de viagem, hospedagem e alimentação durante o dia do evento.

Para viajar à Venezuela, é necessário ter passaporte e ter tomado a vacina contra a febre amarela com ao menos 10 dias de antecedên­cia da viagem.

Para maiores informações visite a pagina do Cebrapaz www.cebrapaz.org.br

Rua dos franceses, 4, Bela Vista—São Paulo - SP
Fone: 11 3266 5805—cebrapaz@uol.com.br

PROGRAMA PRELIMINAR

Terça, 08 de abril:
Chegada das delegações
Realização do credenciamento
Atividades paralelas: (Acontecerão durante todos os dias)
• Abertura da exposição de fotos "Crimes do Imperialismo con­tra a Humanidade" - local: Praça dos Museus - Belas Artes (todo o dia ).
• Abertura da Feira de livros - local: Parque dos "Caobos" (todo o dia)
• Abertura do Cine Debate - Local: Sala José Felix Ribas, Teatro Tereza Carreño. ( l7h as 19h).
• Atividade Cultural em Solidariedade com os Povos da África local: Praça "Morelos", Belas Artes. (20h as 24h).
• Visita a Missões (a confirmar)

Quarta 09 de Abril:
Abertura da Assembleia do Conselho Mundial da Paz.
(participam organizações filiadas)
Atividades paralelas:

Quinta 10 de abril:
Reuniões Regionais do CMP. Plenária Final da Assembleia do CMP AtivWades Paralelas

Sexta 11 de abril:
Abertura da Conferencia Mundial pela Paz.
• Conferência 1: A militarização das Relações Internacionais.
• Conferência 2 Estratégias dos povos na luta pata Paz.

Sábado, 12 de abril:
Conferencia Mundial peta Paz
• Conferência 3: A luta pela Paz em Defesa dos Direitos.
• Conferência 4: A luta pelo Desenvolvimento e a luta Antiimperialista.

Domingo, 13 de abril:
Dia da Luta Antiimperialtsta: Encerramento das atividadas do Conselho Mundial da Paz Participação nas atividades em comemoração à derrota do golpe na Venezuela.
Local a definir

Segunda, 14 de abril
Retorno dos delegados aos seus países.

CEBRAPAZ
Rua dos Francese, 4 - Bela Vista
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