terça-feira, 10 de novembro de 2009

6ª. edição anual da mostra internacional do cinema negro

mestre verequete (1916 – 2009)

Morre aos 93 anos de idade um dos maiores representantes da cultura popular paraense e brasileira.

Morreu, na terça-feira (03.11), Mestre Verequete, conhecido por seu trabalho de promoção do Carimbó, batuque e dança ancestral dos negros característico do Pará.

Internado desde domingo no Hospital João de Barros Barreto, em Belém, Augusto Gomes Rodrigues, seu verdadeiro nome, não resistiu à insuficiência respiratória aguda e infecção generalizada.

O Mestre ganhou o nome de Verequete após se mudar de Bragança para trabalhar na Base Aérea de Belém. “Eu gostava de uma moça; então ela me convidou para ir ao batuque que eu nunca tinha visto. Umas certas horas da madrugada o Pai de Santo cantou ‘Chama Verequete’. Eu era capataz da base aérea de Belém, na época da construção, cheguei na hora do almoço e contei a história do batuque... Quando acabei de contar, me chamaram de Verequete’, disse o carimbozeiro ao mestre em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Murilo Guerreiro do Amaral.

Homenageado até pelo presidente Lula como Comendador da Ordem do Mérito Cultural, uma das mais importantes honrarias do governo federal, e vencedor do Prêmio Culturas Populares 2008 - Mestre Humberto de Maracanã, realizado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Mestre Verequete teve seu primeiro contato com o Carimbó aos 24 anos, quando convidou um grupo para dançar em um bar que tinha na época. Posteriormente, tornou a convidar o grupo para dançar numa festa de passagem de ano, mas o convite foi recusado. Diante disso, Mestre Verequete decidiu criar outro conjunto do gênero. Fundou-se então, no dia 2 de outubro de 1971, o Conjunto de Carimbó Uirapuru do Verequete, que permanece até os dias atuais e já possui mais de 10 discos gravados, entre eles, o famoso ‘Carimbó Uirapuru do Verequete (Só podia ser)’.

Apesar das homenagens e do sucesso, Mestre Verequete teve uma vida marcada pela pobreza material. Para os amigos e familiares vai deixar saudade e exemplo de sabedoria e humildade, como conta o neto Felipe Rodrigues, de 18 anos. Para o Brasil, mais do que riqueza cultural, o mestre deixa a lembrança da importância de se valorizar e se reconhecer os constituintes da nossa cultura popular enquanto vivos.

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O caso de Geysa, a aluna da UNIBAN hostilizada, ameaçada e vilipendiada por usar um vestido curto repercutiu até no bunker mais famoso das Internets.

até o bresser!

BRESSER-PEREIRA: O MST é uma das únicas organizações a, de fato, defender os pobres no Brasil. Não aceito a transformação das laranjeiras em novos cordeiros imolados pela "fúria de militantes irracionais".

19/10/2009 - 09:54:00
Indignação com as laranjeiras
Por LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA (foto)

Por que não nos indignamos com a captura do patrimônio público que ocorre todos os dias em nosso país?


HÁ uma semana, duas queridas amigas disseram-me da sua indignação contra os invasores de uma fazenda e a destruição de pés de laranja. Uma delas perguntou-me antes de qualquer outra palavra: "E as laranjeiras?" -como se na pergunta tudo estivesse dito.

Essa reação foi provavelmente repetida por muitos brasileiros que viram na TV aquelas cenas. Não vou defender o MST pela ação, embora esteja claro para mim que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é uma das únicas organizações a, de fato, defender os pobres no Brasil. Mas não vou também condená-lo ao fogo do inferno. Não aceito a transformação das laranjeiras em novos cordeiros imolados pela "fúria de militantes irracionais".

Quando ouvi o relato indignado, perguntei à amiga por que o MST havia feito aquilo. Sua resposta foi o que ouvira na TV de uma das mulheres que participara da invasão: "Para plantar feijão". Não tinha outra resposta porque o noticiário televisivo omitiu as razões: primeiro, que a fazenda é fruto de grilagem contestada pelo Incra; segundo, que, conforme a frase igualmente indignada de um dos dirigentes do MST publicada nesta Folha em 11 deste mês, "transformaram suco de laranja em seres humanos, como se nós tivéssemos destruído uma geração; o que o MST quis demonstrar foi que somos contra a monocultura".

Talvez os dois argumentos não sejam suficientes para justificar a ação, mas não devemos esquecer que a lógica dos movimentos populares implica sempre algum desrespeito à lei. Não deixa de ser surpreendente indignação tão grande contra ofensa tão pequena se a comparamos, por exemplo, com o pagamento, pelo Estado brasileiro, de bilhões de reais em juros calculados segundo taxas injustificáveis ou com a formação de cartéis para ganhar concorrências públicas ou com remunerações a funcionários públicos que nada têm a ver com o valor de seu trabalho.

Por que não nos indignarmos com o fenômeno mais amplo da captura ou privatização do patrimônio público que ocorre todos os dias no país? Uma resposta a essa pergunta seria a de que os espíritos conservadores estão preocupados em resguardar seu valor maior -o princípio da ordem-, que estaria sendo ameaçado pelo desrespeito à propriedade.

Enquanto o leitor pensa nessa questão, que talvez favoreça o MST, tenho outra pergunta igualmente incômoda, mas, desta vez, incômoda para o outro lado: por que os economistas que criticam a suposta superioridade da grande exploração agrícola e defendem a agricultura familiar com os argumentos de que ela diminui a desigualdade social, aumenta o emprego e é compatível com a eficiência na produção de um número importante de alimentos não realizam estudos que demonstrem esse fato?

A resposta a essa pergunta pode estar no Censo Agropecuário de 2006: embora ocupe apenas um quarto da área cultivada, a agricultura familiar responde por 38% do valor da produção e emprega quase três quartos da mão de obra no campo.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, nesta Folha listou esses fatos e afirmou que uma "longa jornada de lutas sociais" levou o Estado brasileiro a reconhecer a importância econômica e social da agricultura familiar. Pode ser, mas ainda não entendo por que bons economistas agrícolas não demonstram esse fato com mais clareza. Essa demonstração não seria tão difícil -e talvez ajudasse minhas queridas amigas a não se indignarem tanto com as laranjeiras.

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994". Internet: www.bresserpereira.org.br

bresserpereira@gmail.com

Fonte Folha de S Paulo

hélio rubi convida: "entre um trago e um samba"

20 de novembro dia da consciência negra

Realização de seminário em comemoração ao Dia da Consciência Negra - 20 de novembro - organizado por coletivo de alunos e apoiado pela FESPSP – Fundação e Escola de Sociologia e Política de São Paulo, abordando o tema:


“Valores Afro na Formação Política e Cultural do Brasil”


Evento a ser realizado no dia 18 (dezoito) de Novembro, quarta–feira

Fundação e Escola de Sociologia e Política de SP

Rua General Jardim, nº 522 e Rua Dr. Cesário Mota Júnior, 266 - Vl. Buarque – SP.



PROGRAMAÇÃO:


Mesa da manhã – horário de 9h. às 11h. Espaço da sala Florestan Fernandes.


Palestrantes:


Maria Aparecida de Laia (Laia)
Prefeitura da Cidade de São Paulo
Coordenadoria dos Assuntos da População Negra de SP - CONE.


Professor Edson Roberto de Jesus
Mestre em Sociologia pela PUC-SP.


Edson França
Coordenação Nacional da União de Negros Pela igualdade - UNEGRO


Mediadora:

Profª. Dra Rosemary Segurado
Sociologia da FESPSP




Mesa da noite – horário de 19h. às 21h. Auditório Darcy Ribeiro da FESPSP.


Palestrantes:


Roberto Almeida de Oliveira
Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania
Coordenadoria de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial


Dr. Juarez Tadeu de Paula Xavier
Professor na UNICID - Universidade da Cidade de São Paulo
Coordenador de curso de comunicação e jornalismo.


Netinho de Paula
Apresentador de programa televisivo e aluno da FESPSP


Mediador:

Profº. Dr. Marcos Tarcisio Florindo
Políticas Públicas - FESP-SP



Atividades Culturais:

Exibição de filmes acerca do tema pelo Cine Clube Darcy Ribeiro no horário de 19h as 22h, em dias e local a ser definidos.

Suculenta “Feijoada no Casarão” feita e servida pelas “Tias Baianas Paulistas”, especialmente convidadas pelo sambista e aluno da ESP, T. Kaçula, acompanhada do Samba de Roda do Recôncavo Baiano com Nega Duda.

Horário: 11h30.
Rua General Jardim, nº 522 - Vl. Buarque – SP.


Apresentação da bateria mirim do Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Unidos do Peruche.
Horário: 21h.
Rua Dr. Cesário Mota Júnior, n° 266 - Vl. Buarque – SP.


Imagens do Carnaval Paulistano: Exposição de 26 fotografias em preto e branco do período de 1914 a 1988, gentilmente cedidas pelo Centro de Documentação e Memória do Samba.
Período: de 14 a 29 de novembro.
Local: Biblioteca da FESPSP - Rua Cesário Mota Júnior, n° 266 - Vl. Buarque – SP.

Sarau do Abacateiro Consicência Negra


Créditos:

Comissão Organizadora da Semana de Consciência Negra da FESPSP/2010
FESPSPreto - Coletivos de alunos/as Negros/as da FESPSP
Cine Clube Darcy Ribeiro; Adão; FESP-SP;
Tias Baianas Paulistas
Centro de Documentação e Memória do Samba;
Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Unidos do Peruche
Samba de Roda do Recôncavo Baiano da Nega Duda.


Asè, Patacori!
T. Kaçula

FESPSPreto

COLETIVO DE ALUNOS NEGROS DA FESPSP


sarau em sapopemba

Domingo, dia 15, acontecerá mais uma edição do Sarau em Sapopemba. Como ocorre todos os anos, no mês de novembro, será lembrado o dia da Consciência Negra, entre outras questões importantes. Sua presença é importantíssima.